terça-feira, 30 de novembro de 2010

O meu "eu" irlandes


O meu "eu" irlandes e muito diferente do meu "eu" portugues.
Dizem que e comum, que as pessoas se descobrem a si mesmas fora da sua zona de conforto.
Eu nao sei, acho que sao as condicionantes que me transformam e que se voltar ja amanha ou so daqui a um ano, volto outra vez.
A maior diferenca entre sete meus dois "eus" e a lamechice. Aqui sou muito mais lamechas. Choro a ler uma carta escrita ao pai Natal, choro quando alguns me telefonan. Aqueles que ha um mes atras me ligaram todos os dias, ou, pelo menos, com muita frequencia. Digo coisas mais fofinhas e sinto-as. Muito.
O meu eu irlandes adora sopa. portuguesa, claro esta. Que estas combinacoes dos irlandeses de sopa de cenoura com laranja sao coisa para me deixar um bocadinho enjoada. Mas pelo-me por uma sopinha de feijao. De alho fraces. A lavrador. Caldo-verde. Ahhhh, um caldo verde... Como raio vou fazer isso aqui?
O meu "eu" irlandes e muito mais arrumado. A casa e mais pequenina e a quarta nao vem a Idalina. Entao, deixamos de ter roupa acumulada, a loica e logo lavada, nao espera sequer 5 min e os papeis estao todos agrupados por temas, na prateleira de baixo, da mesa da sala.
O meu "eu" irlandes conduz a esquerda, com gelo ou neve na estrada. Sem medos. Ou melhor, com muito muito medo, mas com um encolher de ombros, bora la que tem mesmo que ser.
O meu "eu" irlandes fica feliz por voltar a viver 3 semanas com os pais, enquanto o meu "eu" portugues fugia de um fim de semana em conjunto.
As minhas prioridades estao diferentes. A forma como sinto as coisas tambem. Sinto-me uma turista, naquela que vai ser a minha casa no medio/longo prazo (ou assim es espera).
Sinto mil e uma coisas, enquanto aprendo outras tantas e me distancio de outras quantas.
E nem sempre me reconheco.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010


Isto aqui esta tudo cheio de neve.
Nunca tinha visto nevar. Ja tinha visto neve, mas nevar, nevar, o acto em si, nunca tinha visto.
E muito bonito, sim senhor, mas tambem uma carga de trabalhos.
Ter que tirar a neve dos vidros do carro, as 8h da manha e coisa que tarde e custa.
Agradeco as explicacoes todas ali em baixo, sobre como travar com mudancas, mas a verdade e que tive que aprender a minha custa. Quem nao tem cao, caca com gato e depois de dois ou tres sustos, la tive que aprender a imobilizar o carro, em cima destas estradas geladas. Ate agora tem corrido bem, mas ando com um medinho do caracas!

Viver com os pais


Ha cerca de 3 anos que vivo sozinha. O primeiro ainda na casa dos meus pais, mas estando eles quase sempre fora e os dois ultimos ja na minha casa.
Vieram passar 3 semanas comigo. Chegaram ontem. Conseguiram espalhar tudo o que tinham num carrinho pequenino, pela casa de 3 assoalhadas, ao ponto de ja nao nos podermos sentar no sofa. Tiveram ate as tantas a falar. Alto. Demasiado alto para o meu bairro. Nao sei se se ouvia la fora, mas tenho quase a certeza que sim...
O meu pai ressonou toda a noite. Estou desconfiada que tambem se ouviu em todo o bairro.
Esta manha, enquanto eu tentava aproveitar os ultimos minutinhos, na cama quentinha, ouvia-os a falar e a rir. Acabei por me levantar.
Ate agora, tudo bem. Mas parece-me que estas 3 semanas vao ser muuuuuuitos longas.

domingo, 28 de novembro de 2010

Travar

Sempre me disseram que é muito melhor travar o carro com as mudanças e eu nunca percebi muito bem que raio quereria isso dizer e muito menos como se faz. E, muito sinceramente, também nunca quis saber. Travo muito bem com o pedal, muito obrigada.
Parece que agora me dava jeito saber.
Alguém me explica? Já deu para perceber que, realmente, na neve, o tal pedal não funciona...




sábado, 27 de novembro de 2010

Sobrevive-se

Perdem-se os comodismos e ganha-se a distância, mas sobrevive-se.
Não se conhecem as ruas, não se conhece a cidade, perco-me e acho-me, mas sobrevive-se.
Sente-se o frio, veste-se mais um casaco, mais um cachecol, mais uma luvas e sobrevive-se.
Nem sempre se entende a lingua, demora-se a processá-se, enquandra-se num contexto e sobrevive-se.
Não há mulher a dias, não há ajuda com roupa-se, limpa-se, esfrega-se, passa-se a ferro e sobrevive-se.
Não há televisão, não há amigos, liga-se a internet, lê-se um livro.
Perdem-se eventos. O casamento do amigo, a amiga que faz anos. Liga-se o telefone e tenta-se esse abraço, que a distância não permite e sobrevive-se.
Desconhece-se a rotina, instala-se uma nova e sobrevive-se.
Dia após dia, eu sobrevivo. E cada um deles é uma pequena vitória. Mais um. Sobrevivi e melhorei um bocadinho mais. A pouco e pouco, ganhei conforto, criei rotinas, conheci. O mundo e eu própria. E sobrevivi.




quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Obrigada Mary


Tenho que agradecer a unica pessoa que se mostrou sensibilizada com a minha anjinha. E com todos os outros tambem, mas nao hesitou em oferecer-me a sua ajuda. E foi a unica.
Eu achava que mais pessoas se iriam oferecer. Achava que ninguem ia ficar indiferente a campanha e a minha boa vontade. Felizmente os anjinhos ja tem todos quem lhes ofereca presentes.


Obrigada Mary, nao vou esquecer a tua boa vontade e iniciativa.

Eu e Mr. Muscles somos invencíveis




Eu, ele e a puta da dor de cabeça que o seu cheiro provoca.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Anjinha

Não consegui ficar indiferente a esta Campanha dos anjinhos, que basicamente tem como objectivo que menos crianças passem o seu Natal sem um presente.
Era impossivel ler esta História e ficar indiferente.
Resolvi participar e assim, também um colar um sorriso este Natal.
Recebi hoje o nome, a idade e o desejo da minha anjinha. Chama-se Ana, tem 8 anos e quer, simplesmente, uma barbie. Uma qualquer. Emocionei-me quando li. Com 8 anos eu já tinha não sei quantas barbies e estaria a pedir, muito provavelmente, a piscina, o descapotável ou a mansão da barbie.
Agora só tenho que esperar que alguém se solidarize comigo. Como estou fora do país, não posso entregar a dita barbie. Alguém se oferece para comprá-la e entregá-la?
Pago a barbie, o fato treino que é da praxe e os custos de deslocação.





Tou desejosa de sair do trabalho e ir desfrutar da minha casinha nova. Sim, apesar da noite de ontem, ja fizemos as pazes.
E com o forno, depois da passagem dum tal Mr. Muscles*, tambem farei.

*Mr. Muscles e um spray que dizem ser milagroso.

Ontem mudei-me, finalmente, para aquela que sera a minha casa no medio/longo prazo.
A casa foi-me entregue ontem e eu, ja completamente farta da impessoalidade de um hotel, decidi que me mudaria no proprio dia.
Tirei o dia e quase nao dormi na vespera.
Cheguei a casa e so desejava que o agente imobiliario saisse o mais rapido possivel, para que eu pudesse comecar a por as coisas a minha maneira. Nao podia estar mais contente.
Assim que comecei a arrumar as coisas, deparei-me logo com um contratempo. A vista desarmada tudo estava impecavelmente limpo. Assim que comecei a abrir portas, vi que nao era bem assim. Mas nem isso me demoveu. Va de esfregar frigorico, armarios, etc etc etc, feliz e contente. Foi quando cheguei ao forno que desmoralizei. Nunca na vida aquele forno deve ter sido lavado. Estava simplesmente nojento. E eu, com tanta esfregadela por outras paragens, senti-me sem forcas para aquele cenario. A ma noticia e que tinha comprado para o jantar uma pizza congelada que tinha que meter ali dentro para a tornar comestivel. Na casa ha tachos e panelas, mas eu, armada em esquisitinha, tinha ja decidido nao usar nada daquilo e comprar novos. Mas ontem ainda nao havia novos para ninguem. A ideia ontem era apenas sobreviver. La tive que dar a mao a palmatoria, lavar um dos tachos e fazer esparguete com queijo. O forno, esse, ainda esta cheio de detergente para desincrustar. Esta ali uma maratona.
La jantei o espargute, que estava muito bom, em boa verdade. 8h30 e tava despachadinha. Sem televisao. A minha televisao chega Domingo. Estamos demasiado habituados a estas pequenas coisas, para sabermos viver sem elas. O livro que trouxe ja o li. So me restou a internet para me distrair. E assim estive, ate deitar-me, a fazer refresh em facebook e blogues varios, na esperanca que alguem actualizasse. Alguma coisa interessante, por favor. E que me dure algum tempo, por favor.
Nao foi facil, confesso. Ontem, pela primeira vez, senti-me muito sozinha...

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Hoje

Depois de carregar sozinha com uma mala de trinta e tal quilos, estacionar num lugar apertadinho, com o volante à direita, sair dum parque, tipo o do corte inglês, ainda com o volante à direita, acho que há muito pouco que não consiga fazer.




Do tal livro sobre o facebook

Depois de ler o livro, há coisas que me fazem espécie:

- Todos os alunos de harvard queriam criar um site?
- Esses alunos acreditavam que seria a criação dum site, a porta para levarem miudas para a cama?
- As "asian girls" eram mais fáceis?


Nota: passei o tempo todo a imaginar que o tal Mark Zuckerberg era o Nuno Markl. Já vi no google que não é minimamente parecido...

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O fim-de-semana

Este foi o fim-de-semana mais social que tive em três semanas. Não fui a uma discoteca, não conheci ninguém, nem tive com ninguém conhecido.
Mas recebi chamadas e mensagens. Foi uma alegria, misturada com algumas (poucas) lágrimas. Sobretudo quando me ligaram do casamento dum amigo.
Esta versão Me irlandesa é muita lamechas.

domingo, 21 de novembro de 2010

Ainda sobre a viagem

Ontem fui ao Ikea. O que parecendo que não é uma grande aventura. Foi a primeira vez que conduzi mais de 5 km de seguida. O gps perdeu-se um bocadinho. Sim, o gps, porque eu tive sempre perdida, sem fazer a minima ideia de onde estava. Não estava nem no hotel, nem no trabalho. O resto é desconhecido.
Durante a viagem, bati num passeio, num espelho de outro carro e numa coisa de plástico onde se poe agua para ficar mais pesada, que faz as vezes de pino (não faço ideia como se chama). Tudo do lado esquerdo. Comi a melhor refeição desde que cá estou. Almondegas suecas.

Hoje fui ao McDonalds. Mais uma boa refeição. McChicken. O menu custou-me 6 euros e qualquer coisa. Dizem que o McD é o grande indicador de custo de vida. Portanto, aqui é mais cara.

Se não os podes vencer, junta-te a eles. Desisti de me aventurar na comida. Venham hamburgueres, pizzas, lasanhas com batatas fritas. Na verdade até sabe bem. A minha roupa é que encolhe a olhos vistos. Que se lixe, quando for para a minha casa tomaremos medidas drásticas. Compramos nova.

Ontem, na cantina do escritorio havia sopa de ... batata. Eu até sou menina de pôr muita bata na sopa. Mas SÓ batata??? Nem um alhozinho francês, nem um agriãozinho? Como costuma dizer um amigo meu, estes gajos drogam-se. Raio de obsessão com a batata.

Terça já vou para a minha casa. Porra. Sair do hotel faz-me sentir a coisa como mais defintiva (assinar o contrato, já não, vá se lá perceber porquê). Mas tou desejosa!

Motivos vários

Dantes não tinha muito tempo para escrever no blogue. Agora tenho e não tenho paciência. Continuo a adorar escrever, tenho histórias para contar (sobre a viagem, mais do mesmo, mas neste momento a minha cabeça só está praí virada), mas o meu computador português parecia ter morrido e só me restava o irlandês e o ipad.
O computador irlandes tem um teclado diferente. Não tem acentos. Quero escrever "está" e sai-me "esta", quero escrever "é" e sai-me "e" e irrito-me e canso-me e esqueço a ideia inicial.
O Ipad tem um teclado touch screen.É como catar milho (como vi num blogue qualquer brasileiro). É optimo para ler. Ando sempre com ele. Leio jornais, revistas, blogues, sentada, em pé, deitada. Adoro. Mas para escrever é uma seca. Cansa-me e esqueço a ideia inicial. Acabo os textos a despachar e não fico contente.
O que vale, é que tive aqui de roda do computador português. Ligar, desligar, tira bateria, põe bateria. Não tivesse ele ressuscitado e seguia-se, à boa maneira portuguesa, uma pancadinha de amor.
Já funciona. Já posso escrever.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O meu colega espanhol - parte II


Hoje o dia não esta de puta madre, Esta de putisima madre!


(porra, os teclados aqui nao tem acentos!)

quinta-feira, 18 de novembro de 2010






Há dois dias enfiada num quarto de hotel, doente.

The Accidental Billionaires: The Founding of Facebook A Tale of Sex, Money, Genius and Betrayal




Estou a ler este livro. Para quem não sabe, é o livro que deu origem ao tão falado filme "the social network", ou seja, é sobre a criação do facebook.
A minha ideia era ver o filme, mas ainda não estou preparada para gastar 10€, num filme sem legendas. Posto isto, resolvi ler o livro.
Estou abismada. Eu achava que o raio do site era, co o indica o nome do livro, um acidente. Tipo a historia dos post-its que resulta de testes para colas, que alguém, por acaso, resolve utilizar para deixar um recado.
Nada disso. Quem criou o facebook sabia o que estava a gerar. Ainda assim, as mil e uma coisas que se passaram, só para virmos nós mandar uns bitaites, postar umas fotos, jogar numas quintas, é absolutamente impressionante.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

já quase me esquecia


O meu colega espanhol já está quase quase um verdadeiro inglês.
A cada nesguinha de sol, que, acreditem, é coisa mesmo muito pequenina, já não se cala:
"Mira qué dia se ha puesto, de puta madre!"

O meu colega espanhol


O meu colega espanhol está a adaptar-se muito melhor que eu.
Ele, pura e simplesmente, está a borrifar-se.
Não percebe nada do que as pessoas dizem, mas sorri e diz que sim.
Ninguém percebe o que ele diz, mas ele acha que sim e está tudo bem.
Não gosta da comida, não a come. Não almoça e não faço ideia o que faz durante o resto do dia.
As miúdas giras percebe ele bem. É vê-lo a acenar e sorrir, apesar de dizer que aqui são TODAS gordas.

No outro dia apanhei-o a falar com um irlandês sobre uma vila. "ich dérrrrre a trrrrréine?", o outro respondeu-lhe que que sim, que conhecia pessoas que tinha crescido lá. Só percebeu o grow-up there e ficou contente. O comboio estava a ser construído. Sorriu e, assim, ficaram duas pessoas contentes

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Pavlov

Achamos que tudo é um algoritmo ou, pelo menos, uma sequência, como essas dos testes psicotécnicos, em que só temos que adivinhar o dado seguinte.
Fácil, fácil, não existe o acaso, o imprevisto e até, imagine-se só, a vontade própria. O que eu queria hoje, não quero amanhã, nem sempre vem bonança depois da tempestade, uma desgraça às vezes vem só e nem sempre é quando se menos espera.
Habituamo-nos a isso e salivamos ao estimulo, ao cada toque de cada campaínha.
E em vez de engolir em seco, quando encontramos a desilusão, engasgamo-nos nessa saliva que aguardava já o que verdadeiramente nos estimula.

Má fama

Hoje, na rádio, era noticia do dia que uma senhora tinha entrado numa auto-estrada, em sentido contrário.
Os meus colegas de trabalho pensaram que era eu...



Ui ca bom!


Chegar ao carro às 8h da manhã e este estar, literalmente, congelado!

domingo, 14 de novembro de 2010

O fim de semana

Este fim de semana custou um bocadinho mais. Custou-me estar sozinha e estar a viver num hotel. Talvez porque tinha planos que acabaram por não se concretizar. Tive que recorrer a um plano B, que não existia.
Ainda pensei ir até Dublin sozinha. Até ter começado a configurar a gps e ter consciência do desconhecido. São muitos desconhecidos. Não tenho que ter coragem de enfrentá-los todos duma só vez. Tenho tempo e posso vivê-los à vez.
Acabei por ir para a zona onde vai ser a minha casa. Uma boa zona para practicar esta coisa da condução à esquerda. Assim aproveitei para ver tudo o que tem à volta e vê-la uma vez mais. Às vezes esqueço-me como ela é. Continuo a gostar.



quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Só mais uma

Mais loucura menos loucura, é só mais uma. É isso que eu sinto, que cometo uma grande loucura. Sinto-me invencível, a corajosa das corajosas. É tudo novo e é preciso coragem. Para nem sempre conseguir comunicar, para aprender tudo de novo, para conhecer tudo de novo. Estaca zero ou folha em branco. Eu gosto particularmente desse sentimento de folha em branco, de poder reinventar-me. Há quem compre roupa, eu gosto de reiventar. Gosto do caderno novo, do blogue novo, do livro novo. Aqui sou outra, com a aprendizegem da mesma. Aqui, faço voluntariado e pertenço a um tal de clube social, que diria que é para velhos, mas garantem-me que não.
O raio dessa coragem que, de repente, descubro ter, a mim, serve-me para isso, para cometer loucuras. Uma a uma. Pequeninas ou grandes, não interesse. A adrelina acaba por ser a mesma...



Não me apetece

Ouvir falar (ou ler) sobre o S. Martinho e as suas maravilhosas castanhas
(continua a batata), nem da morte do Sr. do adeus...


Medicina do trabalho


Tudo Ok. Até a visão, que era o meu maior medo.
Atravessar todo o escritório com um copinho com o meu chichi é uma experiência que dificilmente vou esquecer.

Não, obrigada

Tenho amigos que assim que me ouvem falar de algum espécimen masculino, seja amigo, colega de trabalho ou fornecedor, preparam logo um infinito inquérito. "que idade tem?", " tem namorada?", "ficou no país de origem?" e, seja qual for a minha resposta, esfregam logo as mãozinhas. Oh gentinha pequenina (sim, eu sei que vais ler isto), dá para ter calminha e desejar-me algo verdadeiramente bom, diferente de andar a fazer olhinhos a todos e qualquer um?

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

à esquerda


É tudo ao contrário, excepto as mudanças, como diz lá em baixo, e bem, num comentário, o AA.
Mas temos que as meter com a mão esquerda. Pois eu não consigo fazer absolutamente nada com a mão esquerda! nada. Não tenho sensibilidade nenhuma. Não sei bem onde fica a 4ª ou 2ª ou a 3ª e 5ª e basicamente, quando ponho a mudança, enfio aquilo no primeiro sitio onde couber. Pois é, é assim que eu conduzo. Diga-se de passagem que as mudanças já eram um tema delicado para mim, quando as punha com a mão direita. Sei muito bem onde está cada uma, mas não sei quando metê-las.
Portanto, agora, temos um verdadeiro festival. Passamos duma 1ª para uma 4ª, quando nem sequer era altura (normalmente, tarde de mais para uma 2ª cedo demais ara uma 3ª). As boas noticias é que ainda não andei em sentido contrário, nem deixei o carro ir abaixo. Mas também só conduzi uns 2 kms.

Vida de emigrante

Todos os dias provo coisas que espero nunca mais voltar a comer.


E achava eu que dificil, dificil seria tipo India...

terça-feira, 9 de novembro de 2010

É hoje!


Andava cheia de medo. Um carro novo, com o volante, as mudanças, tudo do lado contrário. Uma estrada que não conheço e toda às avessas, onde se ultrapassa pelo lado direito, onde se olha para o lado contrário, onde as prioridades se invertem. Sou demasiado cobarde para tamanho desconhecido. E para conduzir. Sempre fui. Na velocidade, nos caminhos. A adrenalina sempre no máximo, enquanto erro todas as mudanças. Sou assim eu, a conduzir, do lado onde vi toda a minha vida, no carro que sempre tive.
Por isso, adiei o mais que pude este desconhecido. Já há tantos desconhecidos aqui. A língua, a cultura, o social, o trabalho. Este podia adiar. Continuar a encostar-me às almas caridosas que me ofereciam boleia todos os dias. E ainda esperavam pelos meus cigarros. Small talk logo pela manhã. Small talk no regresso a casa, depois de um fatigante dia de trabalho.
Hoje resolvi dizer basta. Sou tão corajosa em tantos outros aspectos. só pelo facto de ter vindo. Chega de medinhos.
Hoje vou buscar o tal carro com tudo ao contrario. Conduzir nas estradas com os sentidos invertidos.
Hoje vou conduzir à esquerda.
Desejem-me sorte e, se acreditarem na coisa, rezem por mim. Eu não acredito, mas toda a ajuda é bem vinda.

Carta aos irlandeses

Queridos irlandeses,

Em primeiro lugar, eu sou PORTUGUESA. Escusam de me perguntar como se faz ou se diz "lá em Espanha". Eu até sei, mas não digo!
Depois, deixem-me dizer-vos que para termos bom tempo, não basta não chover, é preciso haver sol. Lá porque vocês não o vêem o ano inteiro, não me venham cá com tangas. Vão passar uns dias a Portugal e depois falamos, entendidos?
Também deixem-me que vos diga, que batata não se come com tudo. Não se come batata com lasanha, nem com massa, nem com a própria batata. Se temos puré de batata, não vamos comer batata frita. E o cardomomo e muito bom num certo sumo de limão e naquele prato que faz a sogra do Tomas. Na sopa, dispensa-se. Um bom refogado também é coisa que vos falta. Ai, tenho taaanto para vos ensinar.
Gostava de vos pedir que, ao fim de semana, viessem a vez aqui para o hotel. Eu estou aqui a viver e gosto do sossego que tenho durante a semana. Os empregados, pelos vistos, também. Portanto, vamos la fazer uma escala. Pode ser?
Era tão mais giro se vocês não fossem todos ruivinhos e branquelas... Contra mim falo, bem sei, que sou mais parecida convosco do que com os tugas, mas o importante aqui e o que eu vejo e não o que vos trago para verem...


Agradeço a vossa atenção.
Cumprimentos,
Clara

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Nem tudo são rosas

Há coisas que a distancia continua sem permitir. Temos telefones, temos e-mai,l temos facebook. Tudo para ajudar  quando a saudade aperta e fingimos que estamos mesmo ali ao lado. Parece fácil e, a maior parte das vezes, até é. Até agora tem sido. Em França também tinha sido.
Até que surgem outras necessidades. Dar um abraço a um amigo. A um amigo que está a passar por tempos conturbados. obstáculos difíceis de ultrapassar. Ansiedades difíceis de gerir. Não há palavras para dizer, conforto que possa ajudar. Há coisas que só o tempo nos dirá e só a força ajudará a ultrapassar. Não há mail que aqueça, nem telefonema que apeteça. Não há muito para dizer, só muito para sentir.
E eu sinto essa dor quase como se fosse minha. Não chego a senti-la como se fosse minha, porque estou longe de imaginá-la. Nunca passei por nada semelhante. Queixo-me aqui e ali, sem saber o que é um verdadeiro obstáculo e esqueço-me da sorte que tenho.
Hoje, não quero mandar um mail, não quero telefonar. Queria estar para sentir, para abraçar, para dar a mão, naquele silencio que só é possível entre dois grandes amigos.
Gostava muito de estar aí. Não ia resolver nada e provavelmente não seria suficiente esse meu conforto. Mas estaria aí e tu saberias. E seria o melhor que te poderia oferecer. Aqui é difícil...

Acabo de constatar


Não vejo um rapaz giro há uma semana. Em Portugal. Bolas.

domingo, 7 de novembro de 2010

Ainda nao

Tenho um colega na mesma situacao que eu. Chegou um dia depois de mim, vindo de Espanha. Estando a viver as mesmas coisas, nos mesmos timings, temos por habito, trocar crominhos. Hoje disse-me que nao ve a hora de voltar a casa.
Perguntou-me se sentia o mesmo e, na verdade, nao, nao sinto o mesmo. Nao me levem a mal, eu sinto saudades, mas tambem me sinto bem capaz de me aguentar a bomboca por mais uns tempos.
Isto de mudar de pais tem muito que se lhe diga. As ultimas duas semanas foram desdobradas em despedidas. Jantares, lanches, e-mails, mensagens, telefonemas. Presentes, surpresas e mais jantares. Chegada, a saga continua. Mais mensagens, mais telefonemas. Jantar de boas vindas, para nem dar tempo para descansar das despedidas. E' como se fizesse anos todos os dias. Sei que a coisa vai acabar por acalmar. A rotina vai chegar, a minha e a dos outros e o contacto vai abrandar. Mas agora, sobretudo enquanto nao tenho uma vida, sabe muito muito bem. Sim, porque, na verdade, neste momento nao posso dizer que tenho uma vida. So profissional. Pessoal, nem ve-la. Hotel, trabalho, trabalho, hotel. Pelo meio jantares sozinha no restaurante. Mas ando feliz, muito feliz. E nao me sinto nada nada sozinha. Muito pelo contrario...

Desvantagens do IPAD (ou nabices minhas)

- nao tem um teclado portugues, pelo que nao me permite escrever como deve ser. Ja tenho tendencia para erros e distraccoes, assim vai ser uma desgraca;
- nao permite utilizar o chat no facebook, o que, para quem esta fora, e uma chatice. Tem umas aplicacoes quaisquer, mas nao me parecem tao intuitivas quanto isso. Eu, pelo menos, nao gosto;
- nao tem ebooks em portugues. Ou melhor, tem, do tempo da maria caxuxa. Nao tenho nada contra ler em ingles, costumo faze-lo, mas agora que tenho que fala-lo o dia todo, nao me sinto com grande pachorra;
- nao dispensa totalmente a posse de um pc. E preciso para ligar ao itunes e essas tretas. Para quem achava que serviria como complemento ao pc do trabalho, que tem uma serie de restricoes, tambem e uma chatice;
- tem algumas imcompatibilidades com o blogger, quando eu achava que isto ia ser um must para qualquer blogger.

Ainda assim, tou completamente apaixonada e nao largo o meu desde que sai ontem do trabalho.

sábado, 6 de novembro de 2010

Mais do que queria, menos do que gostaria

tudo muito mais bonito e cor de rosa quando não conhecemos. Ainda mais
quando não nos conhecem.
Ainda pode ser um bocadinho bonito, quando se se conhece um bocadinho, a
pontinha do icebergue, mas não toda a sua base.
O desconhecimento dá-nos liberdade e só por isso alarga-nos os horizontes.
A ignorância não nos faz sentir parvos, ridículos ou ansiosos.
É mais fácil escrever quando não se sabe quem vai ler e quando o vai
fazer. A pressão é menor, o esforço também e tudo sai menos rebuscado. A
necessidade de impressionar diminui e, só isso, liberta-nos. E a liberdade
trás o melhor de nós.
É mais fácil escrever se não nos conhecerem a nós. Podemos saber a hora
exacta, o quê e quem nos lê, mas o julgamento não é associado a uma cara e
isso dá-nos liberdade. Perdemos um pouco de existência, mas por vezes, mas
é tudo o que importa.
É mais fácil falar quando não sabemos. Que bonito que é dizer que fulana e
beltrana fez mal ou aconteceu bem, quando se desconhece nadica de nada da
sua vida e todo esse contexto. A ignorância dá-nos liberdade e nós
usamo-la a bel prazer.
É bem mais fácil engatar a miúda, sentada no balcão do bar, do que a amiga
dos amigos comuns. Não conhecemos a sua historia, o seu passado, nem o seu
presente. Não contará aos nossos amigos. E essas coisas dão-nos liberdade.
Perde-se o medo de dizer palermices e só por isso, é-se mais espontâneo.
É mais fácil declararmo-nos àquele cuja pontinha do icebergue é tudo o que
conhecemos, que não fazemos ideia o que o procura ou o que encontra. Se
ficarmos ao lado dessas demandas, pouco importa, porque não o sabemos.
O saber não ocupa o lugar. Por isso, nos sentimos tão ridículos ao
perceber. Quando a cara passa a estar associada à escrita, quando a
escrita fica ao lado das expectativas, quando o comportamento fica aquém
da escrita, quando o procurado foi encontrado, longe, bem longe das nossas
palavras. Perdemos liberdade e vemo-la, a esse outra, já antes disfrutada,
como pequenina, sem sentido, ridícula.
A realidade também pode ser côr-de-rosa, mas trás todas as outras cores,
talvez mais giras até, talvez mais pobres, por vezes.
À medida que o icebergue se revela, à medida que o tempo passa,
descobrimos outros rosas, outros cinzentos, outros negros ou outros azuis.
descobrimos o bonito, o feio e o assim-assim. Descobrimos. Um pouco de
tudo. Descobrimos melhor o fácil, mas encontramos também o difícil.
Perde-se essa estoria que nos trás a ignorância.
E eu sou uma ignorante. Mais do que queria, menos do que gostaria.

Sai uma agua das pedras, sff

Se nao os podes vencer, junta-te. Bora la experimentar esse famoso e britanico pequeno almoco.
Comecei timidamente com pao com manteiga, ao qual juntei depois uma fatia de salame (acho eu).
La comi uns ovinhos e uma salsicha. Nao consegui comer o bacon, nem o que me parecia morcela. Hoje nao havia feijoes.
Agora, conto bem baixinho o meu segredo. Estive uma hora, bem quietinha, no quarto, para garantir o apetite. Agora estou ha uma hora, bem quietinha, no quarto, para me passar o enjoo... Que perda de tempo!


Ainda nao descobri como por acentos e cedilhas nesta porcaria

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Meti a cassete

I'm NOT spanish, I'm PORTUGUESE!

Meti a cassete

I'm NOT spanish, I'm PORTUGUESE!

deep pain


ainda não consegui experimentar o brinquedo novo.
Que raio de hotel de 5 estrelas não tem wireless???

Caderneta de Cromos

Era uma vez uma gaja, que não acreditava nada em coincidencias. Isso de interpretar coincidencias é uma trabalheira, andar o dia todo a pensar que raio significa aquilo, será que vou casar ou que me vai sair o Euromilhões? Não há tempo para pensar nessas coisas, o melhor é esperar. Além disso em miúda, disseram-lhe que as coincidencias queriam dizer que o João da segunda carteira a contar do quadro queria namorar com ela e afinal, vai-se a ver, e ele andava era atrás do ginásio a dar beijinhos à Marisa. Na, na, na, isto das coincidencias é desgosto de amor, na certa. Lágrimas na almofada enquanto João e a Marisa a trocam bilhetinhos nas aulas.
Até que um dia começa a ouvir a Caderneta de Cromos. Ahhhh, o Fizz de limão, ahhh os gelados fá, e o mergulhador de corda de banheira e isto e aquilo e a vida e cor-de-rosa outra vez e voltamos a acreditar que, se calhar, a Marisa é que era uma oferecida.
E vamos nos transportes e ao nosso lado o rapaz giro, parecidissimo com o Joao da carteira número não sei quantos. Uma coincidencia. E que usa relogio. Outra coincidencia. E que conhece uma Marisa. Eh lá, esta agora é que me tramou, que isto na volta é destino. Vou mas é à minha vidinha. Onde é que está o ipod, que música é esta, ai que não me apetece, vou ouvir o podcast da caderneta para me alegrar o dia. O rapazinho parecido com o Joao também resolve ir à sua vidinha, pára de olhar e saca dumas folhas quaisquer. Oh diacho, vai à vidinha dele ao mesmo tempo que eu. Isto é capaz de ser homem para casar. Ai não, a Heide de que o Markl fala é que é. Para alguns. Pelo sim, pelo não, deixa-cá-ver qe lê o rapazinho. Rais-parta, é o livro da Caderneta!!! Somos almas gemeas, está decidido!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

I'm in love!

tenho medo

... de estar a gostar tanto.
A primeira vez que estive fora do país foi em Erasmus. Achava eu que seria muito mais facil que decidir trabalhar fora. Erasmus é só festas e novos amigos e novas nacionalidades. Dormir até às tantas e fingir que se estuda. Sem responsabilidades.
A verdade, é que nas primeiras semanas não gostei nada. Os ffranceses não falavam comigo, não arranjava casa e o hotel era um dinheirão. Até ter roupa de cama e talheres, na residencia que encontrei, passei frio e quase fome.Passados esses primeiros tempos mais conturbados, aquilo foi uma alegria. Nem me queria vir embora. Chegaram as festas e os amigos e tudo e tudo e eu sorria.
Vinha cheia de medo de vir trabalhar para fora. A parte das responsabilidades, da falta de festas, dos colegas de trabalho em vez de amigos, assustava-me. E a verdade, é que estou a adorar. A empresa paga o hotel, as refeições, os taxis, tudo e ainda assim, arranjei casa no primeiro dia. Ainda nao vivo lá, mas o assunto está despachado. Os meus colegas desfazem-se em ajudas. O chefe foi buscar-me ao aeroporto, uma colega vem buscar-me ao trabalho, no escrit´rio todos me ajudam. Sinto-me feliz. Sinto-me contente com a decisão. Mas ainda só vou na primeira semana. E essa coisa da lei das compensações assusta-me...

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

3 à vez

Para que este blogue fique mais compostozinho, faltam-lhe ali m baixo, uns quantos links.
Depois de uma busca esta tarde, aqui estão mais 3 blogues, daqueles mesmo mesmo bons.

My fake plastic love

Pequenas viagens

all morons hate it when you call them a moron

Agora é que são elas


É a ler o contrato de arrendamento da casa que caio em mim.
De 22 de Novembro de 2010 a 22 de Novembro de 2011.
Porra, é muita tempo!

Aprendemos?

Dizem que aprendemos com os erros. Eu só conheço reincidentes.
Começando por mim própria, que sem consciencia, desenvolvo um padrão.
Não me apercebo, agarro-me aos pequeninos pormenores e acredito que fazem toda a diferença. Aprendo sim, mas a acreditar nessas diferenças que só me distrem do padrão. No final, no balanço, no vamos lá apanhar os cacos, fazer o luto e essas coisas todos, está lá tudo, tudinho, como da última vez, como da primeira vez. O nicio, o desenvolvimento, o fim. Aprender, aprendi, a virar a página mais depressa e a agarrar-me aos pequenos detalhes, como se fizessem toda a diferença.

terça-feira, 2 de novembro de 2010


Andávamos em experiências. Esta era a 3ª imagem do blogue (sim, os olhos, com as corzinhas pastel) e supostamente, não era a última. Vamos fazer isto, vamos fazer aquilo, experimentar acolá. Uns gostavam, outros não.
A semana passada tive que fazer umas quantas despedidas, numa delas fizeram-me uma surpresa. Um powerpoint sobre mim, cuja a principal mensagem é que sou uma surpresa. ninguém dá por ela e pimbas, ali está, com as piadolas, com as quedas, com o álcool e a saia vermelha.
Dei por mim a pensar nisso e foi então que percebi que este blogue, assim como está é a minha cara.
Com uns olhinhos tímidos ali em cima, umas corzinhas meias infantis, a dar-lhe um ar de menina do coro e depois, quando se vê com mais atenção, quando lhe juntamos as letras, as palavras, as frases, quando percebemos o seu sentindo, pimbas, sai uma revoltada, a gritar "foda-se" como se não houvesse amanhã. A espantar quem chega de pantufas, a insultar quem se deixa estar.
O meu director criativo preferido, o sr. Oshumuta, não poderia ter acertado melhor. Um dia, ainda o contrato para uma coisa a serio. Está prometido.
E este blogue, assim ficará. Quem vier dizer que coiso e tal e a imagem e a escrita e não combinam e mais não sei o quê, temos peninha.

13h18m


e já almocei!

Sobre a minha viagem

(assim muito depressa pode ser que ninguém repare)

- como já se esperava, está sempre a chover;
- das 8 casas, já escolhi uma. é muito fofinha e tem quarto para visitas;
- não gosto da comida. condimentam a sopa e só comem hamburgueres xxl e chicken wings. impressiona-me ver miúdos de 4/5 anos só a comer junk food. e todos a comer com as mãos. fico logo enjoada;
- ontem ao jantar, ao meu lado, estavam 2 chineses e um irlandês. os chineses pareciam tontinhos. só diziam "aaaahhhhh" em coro, a cada coisa que dizia o irlandês. quase tiveram um orgasmo a falar de blackberries e do iphone;

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

8 casas num dia

Já estou no modo "qualquer uma serve, despachem lá essa merda."
Não acredito em destino, nem em profecias, nem em coincidencias.
Não acredito em bruxas, pero que las hay, las hay.