sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Controlo parental

- Pai, já aceitei o teu convite no facebook.
- Qual convite. Aquilo manda convites?
- O teu convite, para ser tua amiga no facebook.
- Aquilo manda convites? Mas eu só escolhi os meus amigos!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

As doze passas

1. Que a minha roupa páre de encolher;
2. Sair deste não-ata-nem-desata com esse meu grande amor de nome Bloga-mos;
3. Tornar-me numa escritora genial, de preferência em inglês, que diz que traz mais beneficios, sobretudo, no que se poupa em traduções;
4. Que o IVA desça só o suficiente para comer fora todas as semanas, comprar roupa que não seja da Penneys (Primark em Portugal). Por incrivel que pareça, sou moça de gostos simples e nem me consigo lembrar de um terceira cena em que me apetecesse gastar dinheiro, se o tivesse;
5. Que a troika se transforme numa doida, mãos largas e isto voltasse ao Portugalinho do vai-se andando, que é bem bom;
6. Que as passas diminuam de número, que isto dá uma trabalheira do caraças e eu tenho dificuldade em lembrar-me de tanto desejo;
7. Que os irlandeses passem a gostar de marisco e substituir o puto e famoso caril das quintas-feiras, por um belo arrozinho;
8. Que, tal como em Portugal, por cada dia de chuva, haja dois de sol, na Irlanda. Cada dia de neve, devia dar direito a três;
9. Que haja muita saúdinha;
10. Que haja trabalhinho qb. O suficiente para empregar toda a gente, mas não tanto que não permita uma escapadela ao facebook e sair às 5h;
11. Muito amorzinho, que toda a gente quer, mas a minha Balti ainda quer mais - o rato de peluche continua a não dar saída às suas investidas. Já lhe disse que se calhar ele quer é ficar por cima.
12. O último deixo para os meus dois únicos leitores (beijinhos mãe), que bem merecem.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Percepção

Depois de me pôr a enfardar bolos como se não houvesse amanhã, a minha avó acha que estou mais magrinha. Devem ser os ares de Portugal, só pode.

Ainda há razões para acreditar

Feliz Natal

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Post à Arrumadinho, dedicado ao Miguel e ao Prezado

Afinal, que querem as mulheres?
Toda a gente sabe, inclusivé as próprias, o que querem as mulheres. Querem um principe encantado que as beije durante o sono, que lhes saiba a enfiar o sapato no pezinho (até certa idade no sentido literal) e um vestido que não as transforme em aboboras. Se o principe estiver já casado com a Cinderella é mesmo esse que elas vão querer, porque se outra já o escolheu, deve ser mesmo encantado.
Querem o happily ever after, apesar de nunca ninguém lhes ter contado o resto da história.
Ninguém as preparou para a cerveja, os jogos de futebol, a playstation, o puto que chora e a bruxa má que mantém o contacto pelo chat do facebook.
Que o principe vai continuar a despertar, mas porque ressona, que para receber o tal beijo, convém continuar a fazer a depilação, que a fada madrinha não vai transformar a abobora em mais nada, muito menos em sopa, apesar da bimby já ajudar.
A somar a tudo isto, as mulheres têm, ainda, uma especie de sindrome de estocolmo que as faz ver o principe num lobo mau.
Simples, não é?

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Como encontrar o homem dos seus sonhos

Agora que o Arrumadinho resolveu escrever as suas justificações relativamente à ideia, e posterior cancelamento, do famoso e polémico workshop é que me apeteceu pronunciar sobre o assunto.
Se eu já desconfiava que este rapaz não sabia bem o que estava a fazer, esse seu post confirmou-me. Para quem lê o moço e ainda não percebeu, o facto de ter cancelado tão facilmente o workshop e de lidar tão mal com a critica alheia, prova a falta de segurança naquilo que está a fazer.
Mas o que me preocupa é o facto do rapaz dar a mão à palmatória, mas não pelos motivos certos, mas sim porque assim a coisa já não lhe dá prazer, blablabla, pardais ao ninho, "assim já não quero brincar".
Eu, faço-lhe o apelo, que leia cada uma das coisas que planeou ensinar e quantifique em quantas identifica a sua mais que doce. Teve ela que utilizar artefactos para se mostrar interessante ou, no seu ponto de vista, é-o naturalmente? As 40 pessoas que se inscreveram e o formador deviam pensar nisto.
O próprio rapaz contradiz-se nuns posts anteriores e, de forma bastante mais acertada, explica que o que não interessa a uns, agrada a outros, aquela que não se revelou a sua cara metade, terá, mais tarde, sido a cara metade de outro.
Eu tenho a teoria, e um ano de Irlanda confirma-me, que em Portugal, em muitos aspectos vivem-se ainda resquícios duma ditadura históricamente recente. As relações homem-mulher não são excepção. No tempo do Salazar, uma vez que as opções de estudar ou trabalhar eram muito poucas e consideradas imcompatíveis com a vida familiar, para uma mulher sobreviver tinha que arranjar marido. E para isso vivia. Desde tenra idade aprendia a ser uma fada do lar. Essa era a sua missão e vocação. Aprendia que o homem estava sempre primeiro, que era fisica, biologica e socialmente superior e por isso, a mulher tinha que ser aquilo que qualquer, ou talvez um homem especifico, quisesse. Resumindo e baralhando, para "ser alguém", a mulher tinha que arranjar um homem. E isso é o que eu leio no plano de trabalhos do tal workshop. Qualquer semelhança entre aquele sumário ou o indice da sebenta de "economia do lar" não é pura coincidencia.
Este menino conta-nos que já escreveu umas larachas por mail e já ajudou muita gente e por isso sente legitimidade em falar do assunto. E eu pergunto, quantos de nós não aconselhámos já uma amiga ou um amigo? E as coisas até se resolveram, deram certo ou deu para o tordo e pudemos pensar "eu bem te avisei"? Faz isso de nós verdadeiros gurus do amor? Este menino esquece-se que quem paga por uma coisa destas, não o faz por achar que o orador é o supra-sumo. Fá-lo porque está desesperado. E levará à letra e ao extremo, tanto aquilo que o homem aparentemente bem casado, lhe diz, como o horoscopo do correio da manhã. Este é um terreno perigoso para ser abordado com tamanha leviandade.
Acho piada quanto às justificações da virgem ofendida, relativamente ao preço da coisa. Pelamordasanta, alguém faz alguma coisa de graça? Essa polemica foi criada pelo próprio, quando dá um valor estimado por causa do IVA. Afinal de contas o rapaz até ia perder dinheiro com a coisa e mesmo assim tinha que pagar IVA. Aqui se perderam, duas belas oportunidades para se estar calado. Não condeno, sobretudo, em tempos de crise, aqueles que ao verem uma oportunidade de negócio, a aproveitam. Provavelmente, sr. Arrumadinho, até ter ganho o primeiro milhão, também o Dr. Phil foi gozado e criticado. Por isso, este recuo revela apenas falta de maturidade, convicção e segurança. Pondo os olhos no exemplo da própria mulher, constata-se como soube, ao longo dos anos, rentabilizar publicidade negativa. Bem me lembro como era criticada pelas criticas que fazia aos vestidos dos tapetes vermelhos desta vida e nem por isso o deixou de o fazer. E quando os tais "haters" se começaram a multiplicar e levava os seus comentários ao escrutinio dos leitores do blogue, destilando mais odio e adoraçao.
Pelo que vejo, enquanto blogger que quer rentabilizar (ainda mais) o blogue, o Arrumadinho, tem ainda muito que aprender e há duas coisas essenciais que ainda não percebeu. Que um terço das suas visitas se devem exclusivamemte ao facto de ser do genero masculino, porque há um qualquer fenomeno blogoesféfico que leva a que essa seja condição suficiente (mas não necessária) para ter algum sucesso e que os outros dois terços, se devem ao facto de ser casado com a blogger com mais visitas em Portugal.
Posto isto, eu voto no cancelamento do outro workshop, o dos blogues.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Vou só ali apanhar um avião

Para Portugal. Venho já.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Resumo do dia passado em Dublin

Foda-se, 'tá frio!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Workshops

E quando já estava a ficar cansada de tanto zumzum, eis que me deparo com o melhor post sobre o assunto.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Resumo dos meus jantares de natal

Quem é que disse às irlandesas:
- que tinta laranja no corpo dava efeito bronzeado?
- que sendo tão branquinhas e ruivinhas, um vestido branco com collants brancas é que lhes ficava mesmo a matar (em cima da tinta laranja)?
- que para coxa grossa, saia curta?
- que andar em cima de andas (e não me venham dizer que são peep shoes ou puta-que-pariu o que lhes chamam as fashionistas desta vida. Não chega ter nome para ser giro) é elegante?
- que à falta de Canarval, o Natal é um bom momento para se andar mascarado?
- que com as temperaturas que por aqui se sentem, a utilização dum soutien é desnecessária?

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Bilingue

Posso considerar-me fluente em espanhol depois de ter dito:
"te voy a tomar por culo".

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Blogo-tos, Blogo-tos

A Pseudo, já imbuida pelo seu grande espirito Natalicio, lançou o apelo, para encontrar companhia feminina e disponível para o seu mano, o Bloga-mos. Sem saber bem como, nem porquê, esta que vos escreve viu-se, a determinada altura, à frente na corrida. Eis senão quando, ainda sem saber bem como nem porquê, a luta passou a estar renhida (vide comentários). Alto e pára o baile! Que gaja que é gaja, não deixa isto ficar assim!
Agora que está a coisa contextualizada e depois de intensa pesquisa à Happy e ao Dating or Dummies, vejamos como agarrar este homem.

Começo já com 3 premissas. Diz que se deve dar trabalho qb à presa ao menino, que se deve ser natural e que se deve guiá-lo àquilo que interessa que saiba, que isso dos defeitos fica só para depois do casamento e terceiro filho (ups, salta esta ultima parte, Bloga-mos, que sobre isso teremos muuuuuito tempo para falar). Sendo assim, para que este rapaz perceba que isto é coisa do mais natural que há e que desde sempre eu era já a companhia dos seus sonhos, deixar-lhe-ei os links para posts antigos, que não deixam margem para dúvidas, que está perante um único e raro exemplar.

- Diz que devemos fazer olhinhos de carneiro mal morto, ou tipo gato das botas do shreck, para que tenham vontade de nos dar colinho e tratar de nós. Para isso, basta o meu último post e ficamos por aqui, que diz a Happy que se for demais enjoa.

- Diz, também, que devemos mostrar sentido humor. Ui, quantos posts estarão aqui para mostrar isso. Tem para ar e vender. Opto, por um dois em um, mostrando-lhe também o meu CV amoroso.

- Diz ainda, que devemos mostrar-nos independentes (porra, olhinhos de carneiro mal morto, independência, acho que não precisava desta Happy, mas sim dum curso de malabarismo no chapitô) e se há coisa que eu sou é uma mulher que só precisa de homens para aquilo que eles servem.

- Que se deve mostrar interessante e inteligente. Olha só as coisas que sei!
- Que deve ter bom gosto.
- Que deve ser activa.
- Que é sexy. O título deste post chega ou é dar a coisa de bandeja?

Posto isto, Pseudo, manda lá a foto que já mereço.


Errar é preciso

Enganei-me. Outra vez. Enganei-me quando acreditei que uma mudança para a Irlanda seria a melhor coisa que me poderia acontecer. Talvez ainda venha a ser. Pelo caminho, bati no fundo e passado um ano, mudei de posto na empresa. Deixei, assim, de lado e, por agora, as viagens, a minha querida cidade madrilena e um certo estimulo intelectual que esta nova função não oferece. Vantagens: procuro esse estimulo noutro lado, com o mesmo ordenado.
Enganei-me em relação ao prof de inglês. Aliás, acho que ele é que se enganou até ter descoberto a francesa. As conversas existencialistas, madrugada fora, mantêm-se. Vantagens: a mim, que andava meia assexuada, demasiado ocupada com merdas que não interessam nada e que não cabem no blogue.
Enganei-me em relação a Dublin. Afinal, tem mais que o frio e a fabrica da guiness. Vantagens: deixei-me surpreender sem expectativas. Acho que hoje em dia é raro não se alimentarem expectativas, boas ou más. Não existe isso da tabua rasa ou folha em branco. Quando damos por nós a preencher aquela que estava efectivamente vazia, incluimos nas nossas vidas, o factor surpresa, que não mais tem para ser dito, que apenas um é tão bom, que é mesmo.
Enganei-me em relaçao a muitas coisas na minha vida. Pessoas, trocos, gramáticas e matemáticas. Ao contrário do que seria expectável, acho que erro mais à medida que envelheço ou a percepção trai-me a memoria e parece-me tudo infinitamente mais grave ou pesado ou com mais impacto.
Enganei-me, esqueci-me, não importa. Já dizia aquele que achava que me ia ensinar a conduzir o seu velho mercedes, "as referências não importam, a distância do passeio também não. Não à primeira. Importa sim, saber corrigir". E se até esta alminha, às vezes acerta, qualquer um de nós o faz.

domingo, 27 de novembro de 2011

Queria muito escrever sobre os meu últimos dias, em Madrid

Enquanto o tempo me escasseia, fica o teaser: alguém sabe como é que chamam ao McChicken em Espanha?

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

numero de visitas, a quanto obrigas?

O Match.com resulta sempre.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

O prof

Acho que me estou a transformar na amiga confidente. E, na verdade, nao me importo. Fiz um amigo, que e' coisa que, quando se esta longe de tudo e de todos, vale milhoes.

Ainda assm, para a francesa gira que apareceu agora, a bater pestana, uma palavra: Puta!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O almoço com o Emilio*

Foram dois dias de arduo trabalho nesta casa. O meu pai estudou bem a coisa e o que havia de oferecer ao rapaz. Feijoada, que é a sua especialidade e apreciada também em Espanha.
O feijao a demolhar durante dois dias, e a minha mãe a reclamar que o feijao preto sujava tudo e tinha que esfregar a bancada e pardais ao ninho.
As carnes escolhidas a preceito, porco preto e mais nem sei o quê, vindo expressamente de Portugal, entre os casacos para o frio e o computador para o farmville.
Um panelão, pronto de véspera, incapaz de se acondicionar no meu pequeno frigorifico.
O resultado: feijoada azeda.
Vá de correr tudo o que é supermercado em Drogheda. O feijão que passou a enlatado, a carne que passou a espanhola e outro panelão feito à pressa. Para que nada faltasse a dom Emilio, um mero colega de trabalho. Se fosse um namorado... Comia iscas!


*andava a tentar evitar escrever aqui o nome do pequeno, mas não dá, é bom demais.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

O cumulo

Parar tudo para ir a correr, interromper uma formacao, para levar um cachecol ao chefe, que esta com friozinho no pescoco.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

A revelação

E eis que, após 31 anos de existência, descubro o segredo dos meus pais:

Pai - a cadela dormiu a tarde toda
Mãe - não pregou olho

Pai - a cadela já tá melhor, comeu que se fartou
Mãe - ainda não consegui que a cadela comesse

Pai - já tá boa, já salta sozinha para o sofá, mesmo com o funil
Mãe - passei o dia todo ao serviço da cadela, sempre a chorar para a pôr no sofá.

Como diz o outro, o amor é, entre outras coisas, surdo.

Tudo bem?

Ola ola,
Por aqui tudo bem, obrigada. E por ai?
Continuo aqui pela a Irlanda a tentar que fique tudo bem. Antes nao tentava, fingia, o que, pode nao parecer e’ bastante diferente.
Decidi fazer disto uma especie de Erasmus, quando nao estou a trabalhar ou a disfrutar da cadelinha. Assim sendo, tenho saido muito mais a noite e tenho-me metido em eventos que ate nem fazem o meu genero. Confesso que nao saio tanto a noite sairia em Portugal (mesmo nao sendo Erasmus), mas so porque a coisa aqui cansa-me com mais facilidade. Depois de me cruzar com a terceira despedida de solteiro, com todos mascarados de Wally ou 4 miudas com camisolas a fazer de vestido e saltos de 15 cm no pedrado irlandes (nao e’ muito melhor que o portugues) a cair, fico um bocadinho farta, com aquela sensacao que isto ja ta tudo visto, checked, vamos para casa. E isto e’ coisa para aparecer logo nos primeiros 30 minutos em temple bar (o bairro alto ca do sitio).
A semana passada fui a uma aula de cozinha mexicana. So para o abandalho, embora ate tenha aprendido qualquer coisa. Aquilo ate e’ facil e ficou ja prometido jantar mexicano em Portugal. Pena que nao ensinaram o mais importante, as margueritas.
Os meus amigos, depois desta experiencia, resolveram que o proximo evento sera uma aula de salsa. Coitadinhos, ainda nao sentiram o peso dos meus saltos no peitinho do pe e devem ter achado que era fofinho.
O resto, ja se sabe, ando com as aulas de ingles, tenho ca os meus pais e a cadela foi operada.
Tomei aqui umas decisoes muito serias, que nao vou contar, que os meus amigos de vez em quando tambem vem ca ler e e’ daquelas coisas para se contar pessoalmente.
Fica a dica: ha um ano atras, quando decidi meter-me nisto, assumi o compromisso de ficar por ca, pelo menos, 2 anos. Agora tenho que aguentar-me a bomboca.

PS – nao tenho acentos, nem corrector ortografica, nem nada que me ajude a escrever isto como deve ser.

Os meus amigos sao os melhores do mundo

Eu – As aulas estao quase a acabar. So faltem 3.
Amiga – Chumba no exame!

E para a semana

Almoço com o meu colega espanhol e os meus pais.
Um não fala português nem inglês, os outros não falam espanhol nem inglês.
Vai ser tão giro!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Segundo um taxista

"aqui o dificil é ir para casa sozinho"

(contou-me um outro tuginha emigrado na Irlanda, pelo fb)

Pros & Cons

A parte boa:
- A croma que ha em mim esta de volta (pode nao parecer uma coisa boa, mas voltar a normalidade e’, de certa forma, um alivio, mesmo que essa normalidade esteja carregadinha de defeitos e parvoices);
- Sempre disse que nao ha melhor forma de aprender uma lingua que ter um flirt com um nativo dessa lingua. Se o nativo for o teu professor, o nivel de esforco aumenta exponencialmente. Aprendi mais ingles nas ultimas semanas, que num ano a viver aqui;
- No meu caso, borboletas no estomago, alimentam. Ou seja, o apetite reduz exponencialmente e da sempre lugar a um numero mais fofinho na balanca;
- Como diz a Rita Maria num comentario, devia fazer parte do manual de sobrevivencia para emigrantes (estou a postar atraves do mail e nao consigo confirmar ipsis verbis). Enquanto anda distraida com estas tretas, uma pessoa relativa bastante melhor aquilo que, normalmente, atormenta a serio;

A parte ma:
- passar a preocupar-me com o que levar vestido para o raio duma aula a um sabado de manha;
- se uma gaja ja passa horas a interpretar uma tretinha qualquer dita e a procura de entrelinhas, imaginem se essas entrelinhas forem numa lingua que ainda nao se domina;
- ter que voltar atras com a palavra e rever tudo aquilo que ja disse e pensou sobre o especimen irlandes;
- perder tempo com facebooks e mails, sempre a ver se ja ha resposta, o que e’ que disse e pardais ao ninho;
- Sao inevitaveis os olhos de carneiro mal morto e a figurinha de parva inerente a este estado de espirito.

O facto de estarmos perante uma perfeirta analfabeta emocional, deveria ser incluida na parte ma, mas ainda nao estamos no ponto de viragem, apenas na parte de disfrutar as borboletinhas e a falta de apetite. La chegaremos.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Pérolas do meu colega espanhol

"Mi hermana es una puta crack"

Random

- A cadela foi operada, o que significa que nao durmo ha dois dias e ando de coracao partido;
- Flirt em ingles e’ bue da dificil. Acho sempre que uso palavras a mais, demasiado formais e quebra-se ali qualquer coisa;
- Nem por isso, deixa de haver flirt e e’ o regabofe nas aulas, so com piadinhas e boquinhas;
- Essas continuam pela semana fora, dimuindo a intensidade e entusiasmo ao longo da semana. Sabado e’ o excitex, ao Domingo a vida e’ linda e amarela, a Segunda, ”ai meu deus, esta no facebook, e’ melhor sair daqui para nao me por com (mais) disparates”, a quinta “que raio de ideia a minha, o gajo e’ so simpatico, qual empatia qual que”. Ao sabado, reinicia-se o ciclo.
- Uma semana e meia de pais. A Irlanda tem um qualquer efeito na minha mae que se arma em dona de casa. Hoje quando sai do banho, nao tinha toalhas, porque resolveu lava-las todas (so as usei uma vez) e Domingo, vai se la perceber porque, achou que devia lavar todos os meus pijamas. Te-los ca e’ muito bom, mas a quebra das minhas rotinazinhas nao e’ facil (e o meu mau feito tambem nao);
- Fez um ano no Domingo, que me mudei para aqui, mas tenho a sensacao que so agora e’ que comecei a viver aqui. Como se o ultimo ano, tivesse estado meia adormecida e so agora tivesse acordado para a coisa. Continuo a ter alguns dias muito maus. Ha circunstancias que nao se alteram, nao dependem de mim e no fundo, tambem nao dependem do pais em si. Ainda assim, tenho tido mais dias bons que maus e estou convicta que isto vai melhorar e que estou pronta para mais um ano.
- Por ultimo, tenho uns mails a responder. Perdoem-me o atraso, mas dava-me jeito conseguir dormir 8 horas de seguida, antes de faze-lo. Tenho prometido um post sobre como encontrar trabalho no estrangeiro e as dificuldades que se devem antecipar. Nao esta esquecido, esta so atrasado.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Fez um ano este Domingo

365 dias de Irlanda e eu nem me lembrei.

domingo, 30 de outubro de 2011

Juizinho, sim?

1. É irlandês
2. É teu professor
3. É mais baixo
4. Aquele facebook é tipo só para alunos, deve ter outro "a sério".
5. O facto de ter começado a fumar na quarta aula foi só uma coincidencia.
6. Ter-te pedido a ti, para fazer a entrevista para o artigo sobre emigrantes que não têm o inglês como lingua nativa, e não a qualquer outro aluno, deve-se, simplesmente, ao facto de seres uma autêntica matraca, sempre a contar todas as parvoíces, sem vergonha na cara
6. Aquela história de "ou fazes os tpc, ou vou ter que passar a castigos corporais" era uma brincadeira inocente (ou demasiado kinky, o que não é melhor)
7. Essa coisa de ser tão doce ia fartar-te em três tempos, assim que te passasse a vulnerabilidade.

O primeiro ponto, por si só, deveria ser suficiente para deixares de achar piada ao prof de inglês.
E deixa de ser cabeça no ar. Quando ele te pede para passar alguma coisa para discurso indirecto, quando pergunta se tens planos para hoje, quer que respondas " ele perguntou se tinha planos para hoje" e não quer saber que planos tens.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Ao engano

E’ impressionante a percepcao que podem muitos ter sobre si proprios.
Vejo cada descalabro entre o que e’ a realidade e a percepcao que cada um tem de si proprio, que cada vez tenho mais receio de andar eu propria ao engano. Morder a lingua e’ lixado.
Hoje, numa formacao daquelas totinhas sobre como interagir em equipa, com os outros e blablabla, tivemos que nos auto-avaliar a nos proprios nalguns dos nossos comportamentos.
A pergunta, faco tudo o que possa para ajuddar e promover o bem estar da equipa, que respondeu a mete-nojo-cor-de-rosinha?
Pontuacao maxima, claro.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Faz lembrar algum outro pais?

Na Irlanda, onde choove cerca de 360 dias por ano, choveu ontem e hoje mais um bocadinho e ficou tudo parado (e inundado). Ele e' autocarros avariados, auto estradas intrasitaveis, centros comerciais fechados, LUAS parados (o electrico de Dublin), enfim, o caos. E porque?
Porque parece que nao tem as infraestruturas preparadas para a chuva.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Pés molhados

Eu já sei que partir do particular para o geral é uma falácia, que por um gato ser preto, não significa que todos o sejam. Sei que o preconceito e o esterotipo são coisas feias. Mas também sei que a aprendizagem se faz da experiência e do erro. E esta é a minha experiência: os irlandeses são falsos.
Os portugueses, ou outros emigrantes, que conheço dizem -me que os irlandeses até são fixes, são afaveis, gostam de ir para os copos e levar companhia e etc e tal. Concordo. À primeira vista são um doce, muito simpáticos, muito preocupados, mas não passam de palavras.
Eu, ate agora, sempre que me virei para um lado, levei uma bordoada, sempre que virei costas, levei uma facada. Tenho levado muita festinha no pêlo, só para estar mais relaxada e nem perceber donde veio a pancada.
Algumas pessoas dizem que hà um proposito para tudo o que acontece nas nossas vidas. Não acredito muito nisso, mas percebo a necessidade de acreditar numa cena dessas, para conseguir relativizar. E, por isso, às vezes, dou por mim a pensar no meu proposito. Se existir, é sem dúvida, deixar de ser a ingenua, até agora super protegida destas coisas, em Portugal. Em boa verdade, em 30 anos, só conheci gente minimamente bem formada. Achava-me uma pessoa desconfiada, mas na realidade só desconfiava dos rapazes que, eventualmente, me interessavam (lá está a experiencia como aprendizagem).
O meu verdadeiro inferno na Irlanda têm sido as pessoas. De resto, é dificil dizer quem nasceu primeiro, se o ovo, se a galinha. Talvez o mau tempo não me atormentasse tanto se pudesse dizer que o pessoal é bué porreiro, talvez as pessoas não me conseguissem atormentar tanto se não chegasse a casa com os pés molhados.



domingo, 23 de outubro de 2011

Com especial agradecimento ao Sebastião José





Que mostrou à minha dona como é que devia fazer.
Ainda não estou muito convencida e recuso-me andar, mas estou quentinha e pronta para a chuva.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Esta semana, numa troca de e-mais sobre um assunto al qual eu dei suporte, uma das pessoas, respondeu, com copia a todas as outras, "muito obrigado". Assim mesmo, em português.
Não é frequente, desde que me mudei para a Irlanda, ouvir ou ler alguém em português. Ouve-se muitas vezes um "gracias" aos meus colegas espanhois, um "grazie millie" aos colegas italianos ou um "merci beaucoup" aos franceses. Português ninguém sabe e ainda atira muitas vezes com um "gracias" esquecendo-se que Portugal e Espanha são países diferentes, com linguas diferentes.
Gostei tanto do gesto que nem soube como responder. Todas as respostas me pareciam pouco profissionais (abraços e beijnhos está fora de questão, não está?).
Isto prova duas coisas. Que é preciso muito pouco para fazer alguém sorrir e qe eu sou uma perfeita analfabeta emocional, incapaz de retribuir o gesto, tal é o medo de expor sentimentos. Mesmo os positivos.



Casual Friday

Quem é que se oferece para explicar à mete-nojo-cor-de-rosinha que à informal não é sinonimo de poder ir trabalhar de fato de treino?



quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Achei fofinho


Depois de marcar as minhas férias, ao telefone:
Eu: Vó, dia 18 de Dezembro, eu a Balti vamos aí almoçar.
Avó: ahhhh, mas eu não tenho almoço para ela.


Olá outra vez

Fui baptizada com um novo nome: não-não. A minha dona agora, passa a vida a chamar-me não-não. E gosta de o fazer, especiamente, quando estou a brincar com sapatos ou a puxar o edredón dela para o chão, para poder deitar-me em cima.
Gosto muito de passear, mas ultimamente, abriram o frigorifico lá fora e assim, não me apetece muito. Preferia ficar em casa no sofá. O sofá é das minhas cenas preferidas. Como não consigo ir para lá sozinha, assim que a minha dona chega a casa, começo logo a pedir-lhe. Às vezes, até tenho que lhe ladrar, raisparta, que eu já percebi o novo nome e mesmo assim, ela não se cala, "agora não".
A minha dona, cada dia acorda mais cedo. Ainda não sei as horas, mas vejo que cada vez está mais escuro lá fora, quando toca uma cena branca, para a qual a minha dona, às vezes fala e à qual eu gostava de afinfar um dente. E tá uma cadela cheia de sono e levam-na logo à rua. Até fazer chichi, na relva molhada e gelada. Continuo a preferir os papeis dentro de casa.
Quando vamos à rua, gosto muito de comer os caracois que se passeiam nos arbustos. São crocantes. Também gosto das frutinhas desses arbustos, que a minha dona, por não ter a certeza se são blueberrys, berrys nao sei de quê, chama de berrys-puta-que-as-pariu.
E agora tenho que ir, que a dona já tá ali a chamar "não-não, o ipad não" e eu tenho que lhe abanar o rabo.

O último post está bem escrito, sim senhora

Um pessoa sobe tres andares me vez de dois e já fica num excitex capaz de a vir fazer escrever no blogue. Sem acentos, que o teclado não permite. Ah e zonza dessas substancias que o corpo produz em casos de extrema actividade fisica.



quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O cumulo da motivacao

Subir um andar a mais, sem me dar conta, nesta minha demanda do nao ao levador, sim as escadas.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Tipo mãe solteira


Quem conquista esta aqui, conquista-me a mim.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Um ano de irlanda

- acordar todos os dias com esperança de melhor tempo e constatar que só piora;
- perceber que andar um kilometro, implica muito mais esforço fisico que em Portugal, por causa do vento;
- viajar muito e perceber que essa coisa do glamour das viagens de trabalho, só está na cabeça de quem nunca o fez. Trabalhar num quarto de hotel, comer sozinha, não ter tempo para conhecer as cidades, descalçar, tirar cinto, brincos e ganchinho no aeroporto, chegar amarrotada e com ramelas, não tem glamour absolutamente nenhum;
- desconhecer nome da parte do boi quando se vai comprar carne, porque nao ensinam nas aulas, nem especificam nos filmes ou nas canções pop (será que a lady gaga explicou?);
- Achar que o frio não custa assim tanto, que o aquecimento nas casas é bué da fixe, para receber depois uma conta de 500 euros de gás;
- começar por achar que a neve é muita fofinha, branquinha e gira e perceber que não é assim tão fofinha quando os cabroes dos putos vizinhos a atiram à cabeça, que escorrega e doi e deixa nodoas na negras na parte anatómica que se leva ao chão;
- perceber que aos 30 é mais dificil fazer amigos e emagrecer;
- chorar muito e perceber que até podemos ser fortes, mas porque chega um dia em que não temos outra hipótese.

faço um ano disto daqui a duas semanas. Hoje quando me pergutaram qual era o balanço, o que me apeteceu responder, e a primeira coisa que me ocorreu é que foi o pior ano da minha vida. Mas aqui estou, inteira e pronta para mais um.
Venha ele.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Dores

Como já disse, algures, por aqui, as dores do crescimento custam muito, mas porra, as do emagrecimento custam muito mais!

domingo, 9 de outubro de 2011

O teu problema é

Não é segredo para quem leia este blogue, que recentemente, passei por uma fase muito dificil na minha vida. Sinto que essa fase está passar, ando mais animada, menos chorona, de muito melhor humor. Como diz uma amiga minha, "soy un junco". Vergo, mas não parto.
Pelo caminho, ficam as cicatrizes da ferida. A intensidade dos sentimentos diminui, mas nem tudo se apaga.
E neste momento, o que mais me apraz dizer é que eu não sou, nem nunca fui um problema. Tive problemas como toda a gente e, às vezes, a desonestidade dos outros, não compactuando com aquilo que sou, torna-se um problema. Isso não significa que eu tenha que mudar ou rever os meus principios. Talvez tenha que passar, apenas, a mudar os sitios onde vou buscar forças, para manter-me fiel a mim própria e às minhas convicções.
Depois da tormenta, devo dizer que, esses, apenas se fortificaram e que me fizeram perceber, cada vez mais, que não, eu NÃO sou um problema. Como toda a gente, às vezes tenho um aqui e ali. Faz toda a diferença.



sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Quem precisa de homens?

Quando consegue resolver, sozinha, o curto circuito no circuito das luzes da cozinha e da sala?
Está bem que, depois de duas lampadas fundidas, bastava carregar num botãozinho, mas para chegar ao botãozinho, tive que subir um escadote e para abrir o quadro, era preciso fazer uma cena complicadissima com uma merda de arame/mola. Uma verdadeira missão à McGiver!



'Ta explicado

 

Acabei de ganhar 100 Euros num sorteio aqui no escritorio. E’ a segunda vez que ganho um premio desde que aqui estou (alias, o primeiro ganhei-o antes ate de aceitar a oferta, mas puseram o meu nome na tombola na mesma).

Esta onde de sorte, por outro lado, explica a ma qualidade do pao e a falta de padeiros, por estas bandas.

 

 




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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Ufa

Ja posso respirar.
Abracar uma nova rotina requer algum tempo e esforco para organiza-la. E e’ isso que eu tenho feito, tenho andado a organizar a minha nova rotina.
Depois de uns dias muito bem passados em Portugal, resolvi que tinha que comecar a encarar esta adaptacao a um novo pais de outra forma e, para isso, teria que comecar pela minha rotina.
A palavra de ordem, agora, e’ estar ocupada. Tempo livre da espaco para pensar demais e, sim, isso existe, pode pensar-se demasiado.
Esgotar forcas tambem e’ uma prioridade, nao ha nada como uma noite bem dormida, com a sensacao de dever cumprido, para ajudar a ver tudo numa melhor perspectiva.
Finalmente, nao procrastinar e’ o meu novo verbo (eu sei que nao e’ um verbo e que existira algum que sirva como antonimo –fazer?- mas assim tem muito mais impacto).
Sendo assim, passei a ter todas as minhas tarefas agendadas, sejam profissionais, sem pessoais, sem dar muito espaco para tempos livres.
Ando a organizar a casa e, agora, que tenho tudo tao arrumadinho e bonitinho, so precisava de a pintar.
Passei tambem a vir a pe para o trabalho (o escritorio mudou de localizacao, recentemente). Levo 8 minutos de casa para o trabalho, 7 do trabalho para casa. Penso que esta diferenca de um minuto se deve ao atrito do vento, cuja direccao ajuda no retorno. Porra, digo-vos que sao 8 minutos bem dificeis. A contrastar com os 30 graus que, segundo ouvi dizer, se sentem em Portugal, aqui, ja se espera pela neve. La para o final do mes. Agora, ja temos gelo no carro, pela manha e eu, depois da minha caminhada, chego ao trabalho, sem sentir a cara, que fica congelada.
Sabado, comeco a ter aulas de Ingles. Eu que sou um bocadinho atipica a aulas de linguas, que tenho a teoria que nao ha nada como praticar para aprende-las, depois de 10 meses, a utilizar a lingua no meu dia-a-dia, resolvi ter aulas de ingles. Andava aqui a procura de cursos para fazer, para ocupar ainda mais os meus tempos, para dinamizar isto e, ja agora, para conhecer e conviver com pessoas fora do trabalho. Ponderei aulas de culinaria, de fotografia, do diabo a quatro. Se estivesse em Portugal, o que gostaria de fazer seria tirar um curso de comunicacao ou escrita criativa, mas o meu ingles aqui, serve para comunicar no dia a dia, mas nao para dar azo a grandes criatividades. Noutra altura, encolheria os ombros e pensaria “paciencia, nao tiro curso nenhum”. Desta vez, resolvi olhar para a coisa com outros olhos e em vez de virar a cara, fazer o que me faltava, para chegar ao curso que ate me interessaria. E a empresa ate tinha estipulado que eu teria direito a aulas de ingles. E’ mesmo isso. Ainda poupo uns carcanhois.
Organizar isto tudo e adptar-me a esta nova organizacao, tem esgotado as minhas forcas. As 9h da noite ja estou a cair para o lado, as 10h, tanto eu como a Balti, ja ressonamos.
Agora que isto comeca a ficar tudo encalliado, ja consigo respirar um bocadinho e, a parte boa (para mim), estou de volta ao blogue.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Querido diário,

Passei os últimos meses a convencer-me que a resposta estava em mim. Não o problema, mas sim a resposta. Os problemas podem ter o seu epicentro a milhares de kilometros de distancia do nosso ego, mas, a partir do momento que as réplicas o impactam, a solução urge em ser encontrada. A nossa.
Isto é muito bonito na teoria e eu, essa, sei-a toda. Fartei-me de escrever de como tentava melhorar o que estivesse ao meu alcance, em como tinha identificado o denominador comum, como tentava ser, eu, uma pessoa melhor.
A coisa foi dolorosa, levou tempo e bati várias vezes com cabeça. Talvez esse crescimento seja como o crescimento físico. Não só doi, como de repente damos um pulo e batemos com a cabeça nos sitios, por onde antes passávamos sem problemas. Não sei, porque ainda não sei bem qual foi o ponto de retorno.
Sei que passei dez dias em Portugal e regressei à Irlanda outra. Pronta para não me focar tanto nos aspectos negativos e explorar mais o que isto tenha para oferecer. E mais do que eu tenho para oferecer.
Criei uma nova rotina e fiz muitos planos. Uma coisa de cada vez, que eu gosto de fazer e acontecer, mas aprendi que há que saber o que fazer e quando, quais as armas a limpar e a preparar, para efectivamente, acontecer.
Até entrar nos eixos, algumas coisas terão que ficar para trás. Infelizmente, o blogue teve que mudar a sua posição nas prioridades. Mas isto vai lá e eu volto já.




domingo, 25 de setembro de 2011

Olá,
Acho que o meu nome é Balti, mas, às vezes, também me chamam linda, feia ou coisa boa. Não sei qual é a diferença, cá por mim, fico contente só por me chamarem. Mesmo quando estou tão entretida a roer peugas. Tenho muitos brinquedos, mas os meus favoritos são as peugas. Alguns, a minha dona atira-mos, para eu ir buscar. As peugas, gosta de esconder numa coisa na casa de banho, com mais roupa. É só abrir a tampa e já está, um montao de peugas à minha disposição. Às vezes, saem collants, que também são muito fixes.
Adoro sapatos, mas esses são mais dificeis, estão sempre num armário que ainda não aprendi a abrir.
A minha dona deixou-me 10 dias numa quinta com outros caes e muito espaço para correr. A comida lá era melhor, porque vinha com aguínha morninha. Quando voltei, a casa estava mais pequena e, agora, as coisas batem-me na cabeça.
Ao pé da minha cama, está sempre outro cão, muito parvo, que me imita em tudo. Se eu vou para um lado, ele também vai, se ladro, ele também abre a boca. Passo a vida a rosnar-lhe, mas ele vai para a cama dele, exactamente ao mesmo tempo que eu. Temos que arranjar medidas mais drásticas.
A minha dona gosta de me levar à rua sempre que eu estou aflitinha para fazer chichi. E obriga-me a andar, quando tudo o que eu queria, era voltar para casa, para os papelinhos que estão no chão. A minha dona depois limpa tudo e no dia seguinte, já lá não está nada. Na relva, onde faço o chichi quando não aguento mesmo, aquilo fica lá dias e dias. Tenho a certeza, porque gosto sempre de ir lá cheirar e continua lá tudo.
Ela já me está a chamar, para irmos outra vez. Raisparta, que já estou mesmo, mesmo aflitinha.



quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Mas que história vem a ser esta?

Eu entreguei uma cadelinha bebé, pisca a comer e muito mimada e passados dez dias devolvem-me uma texuguinha, adulta e muitissimo mimada.

Pois que a senhora achou que a bichinha comia mal e era capz de gostar dos biscoitinhos, humedecidos em àgua morna e, agora, eu tenho que fazer a mesma merda.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Cara Irlanda

Tu decide-te. Ou aranhas ou melgas.



Por-tu-gal, Por-tu-gal, Por-tu-gal

Portugal é a arte de desenrascar. De produzir e muito, mas só porque se conhece alguém, que conhece alguém que trata disso em 5 minutos, para se poder passar o restante tempo na esplanada.
Portugal é poder comprar alcool às 10h da manhã e, muitas vezes poder sair até essa hora.
Portugal é ter sol na esplanada, café na empresa, e a vizinha da frente que já aparece com outro outra vez, para que nunca falte assunto nessa esplanada ou no café.
Portugal é comer carne ou peixe ou marisco ou mesmo só uma saladinha para compensar todos os outros.
Portugal é encontrar outro português no outro lado mundo e ser o melhor amigo só por isso.
Portugal é querer ir para fora, conquistar mares nunca antes navegados, para depois só querer voltar, nem que seja para mostrar as especiarias, que se transformaram no bmw alugado em agosto, para poder mostrar na terrinha.
Portugal é ter mil e uma pronúncias e não ser percebido pelos que falam com uma delas, os brasileiros.
Portugal é pastel de nata, de bacalhau, comer croquete numa festa e beber caipirinha a qualquer hora.
Finalmente, Portugal é saudade. De si mesmo, do passado, do futuro, do pior, do melhor, na saúde e na doença.

E este é o meu último post sobre Portugal. Que isto de estar num sitio, com o pezinho noutro é lixado e eu, agora que voltei, quero dar uma oportunidade à seria a isto.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Certinho, certinho

Cada vez estou mais convencida que não gosto de pessoas certinhas. Aquelas que fazem tudo comme il faut e que a sua maior loucura é comer um brownie de chocolate.
Soa-me a falso e aqui entre nós, que ninguém nos lê, a coisa muitas vezes roça um ressabiamento muito recalcado.
Oiço muitas vezes, essas pessoas, criticarem os outros. E até acredito que, na teoria, até pudessem ter o direito que sentem, porque nunca pisaram o risco. E fazem disso hobbie favorito, se não, trabalho a tempo inteiro.
Diz-me a experiência que o ser humano tem tendencia a reparar mais naquilo com que se identifica. Também o faço. Daí a critica prender-se forçosamente com os detalhes que, de alguma forma, dizem mais a essas pessoas.
E a critica alheia é uma coisa que irrita. E não me venham cá dizer que se for construtiva e pardais ao ninho é bem vinda. Que se levante o escritor que aceita ler as suas falhas sem que lhe ferva, só assim um bocadinho, o sangue. Aprende, pois claro que aprende e aplicará a coisa de forma mais ou menos positiva. Mas não gosta. E eu também não. E ao contrário do que muitos que me conhecem pensam, eu não aceito a coisa assim tão bem. Deixo-me estar com um "sim, sim, está bem" porque fui educada a não contestar e muito menos a mandar à merdinha.
E é aqui que entram as pessoas certinhas. Que criticam, criticam, encontram com muito mais facilidade que qualquer comum mortal, a verdade e a razão. A mim, apetecia-me dizer-lhes que as suas verdades, são como as suas vidas. Podem parecer ídilicas como num romance do nicholas sparks, mas são, isso sim, uma grandecissima seca.
Ando muitas vezes, triste e coiso e tal, porque não fiz as coisas by the book ou arrisquei um pouco mais, mas raisparta, que no meio me diverti. Até nesta treta desta Irlanda. Vão lá ler os primeiros posts, que isto ao inicio foi muita fixe. E isso, venha quem vier, aconteça o que acontecer, já ninguém me tira.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Já estou na contagem decrescente. Amanhã, por esta hora, estarei a entrar no avião. Se por um lado, vou com energias renovadas, cheia de planos para suavizar a coisa, clichés escritos, para me lembrar que o que não nos mata, torna-nos mais fortes, por outro, deu-me uma nostalgia, que não me permite mexer. Já tenho os meus pais à espera, para ir almoçar e só penso que só preciso de mais um minuto. Nessa tentativa frustada que o tempo ande mais devagar que o costume. Mas o cabrão não pára, nem por um segundo, por mais que lhe implore.
Mas isto, desta vez, vai. Vai correr muito melhor. Mal ou bem, há pequenas mudanças, que darão lugar a novos desafios. Mais faceis ou mais dificeis, não sei. Novos. Acho que é essa merda do novo que, agora, me assusta, quando foi o que me seduziu, em primeiro lugar.
Tenho que me lembrar que se o denominador comum, às vezes assusta, porque leva uma introspecção lixada, por outro lado, torna tudo menos desconhecido. Eu sou eu, em qualquer lado do mundo. E uma pessoa é só uma pessoa é só uma pessoa. Aprendi esta agora e não me posso esquecer.



Tenho pena

Tenho pena daquelas pessoas que ainda acham que o mundo gira à sua volta, incapazes de encontrar alguma tolerancia, e que acham que todas contrariedades sao uma grande cabala contra as mesmas.
Ando a aprender que uma pessoa é só uma pessoa é só uma pessoa. E isto serve-me para os dois lados. Que se eu chorar não tiro bocado a ninguém, se me enganar, tudo se resolve, se os outros se zangarem o meu mundo não pára, se se irritarem ainda menos, se perderem a paciencia, problema deles.
A coscuvilheira que há em mim (que não é pequena) aprendeu com o tempo a não julgar. Que todos temos telhados de vidro e eu tive que partir os meus para o perceber. E se, inicialmente, me dava ao trabalho de eu própria encontrar desculpas nos erros dos outros, agora nem isso. Quero lá saber se o vizinho vinha mesmo com a sobrinha, quero lá saber se a amiga da outra foi mesmo intriguista, quero lá saber quem é o pai da criança. O dito (ou não, coitadinho) lá terá as suas dores, seja eu capaz, ou não, de julgamento.
O crescimento é uma merda que dói para caraças. Como sou baixinha, o que me foi poupado na adolescência, compensou nos trinta. E é por isso que tenho pena das mentes pequeninas, incapazes de deixar passar sem uma sentença. É que essa merda deve doer. E quando crescerem, nem vos conto.





domingo, 18 de setembro de 2011

Blogger a tempo inteiro

A semana passada, li algures, que uma blogger portuguesa bem conhecida da nossa praça tinha passado a freelancer, sendo grande parte dos seus rendimentos gerados através do seu blogue pessoal.
Acho que à primeira instancia pensei que devia ser muita fixe, receber para passar o dia a mandar postas de pescada num site na internet, a liberdade da escrita de que a própria fala, a gestão do próprio tempo, não ter que aturar mete-nojo-cor-de-rosinha e um sem fim de vantagens.
Depois lembrei dessa coisa que se chama disciplina, da obrigatoriedade de ter que escrever todos os dias, sem que lhe seja imposto um tema (tem dias que deve ser uma vantagem, mas noutros, deve ser uma grande seca) e no sitemeter que tem que atingir aquele número, para garantir as tais fontes de rendimento.
Hoje entrei nesse blogue. Carradas de publicidade. Muita exploração da imagem e vida pessoal. Lembrei-me da quantidade de clausulas que tem, normalmente, um contrato de patrocinio.
Esta menina deixou de ter um patrão. Passou a ter vários. As marcas, os leitores, o sitemeter. E assim, de repente, confesso, ainda não sei o que será melhor.



sábado, 17 de setembro de 2011

Egoísta

Tenho que pedir desculpa algumas pessoas. O meu comportamento nos últimos dias nao revela o valor que lhes dou. Sim, estou egoísta e preguiçosa.
As minhas saídas tem-se baseado num "vou aí já buscar-te" e, assim, lá vou saindo de casa. A muitos pode parecer que ando muito ocupada, a outros que tenho outras prioridades. A verdade é que a minha letargia tem sido tal, que nem sequer me dou ao trabalho de priorizar.
Mostro-me pouco disponivel com esta atitude e a verdade é que estou mesmo. Sinto que tenho pouco a dizer. Não saio do "porque lá faz frio, não há sol, a comida não presta e outras vicissitudes que decorrem desta minha experiencia. Não me sai um "está a correr bem" e também me sinto sem palavras para os problemas dos outros, muitas vezes, bem mais graves que os meus, nem uma gargalhada para as piadas mesmo boas.
Sinto-me culpada, mas sem forças para explicar ou fazer um pedido desculpas. As minhas saudades são muitas, a sério, mas tudo o que seja mais complicado ou implique uma espera, leva-me a outros lugares que, por sua vez, só me fazem querer a minha caminha.
Não consegui ver toda a gente e palpita-me que com as minhas confusões, gente haverá que também já não me queira ver. E se calhar, tudo seria mais fácil se eu explicasse e dissesse a verdade, mas nem sei por onde começar.



"avó"

Até hoje, tinha a sorte de poder dizer que nunca tinha perdido ninguém próximo. Um tio, um bisavô e uma bisavó. Era próxima dos três, mas não tanto como daquela que partiu hoje, com a qual, curiosamente, não partilhava laços de sangue.
E por isso, não sei se posso chorar, se posso sentir a falta, nem sei mesmo o que é suposto sentir.
Nos últimos anos, deixei que a distancia do dia-a-dia se pronunciasse e fugi do abraço, tal como o fazia em menina. As brincadeiras deram lugar às responsabilidades e continuei demasiado ocupada.
Hoje perdi aquela que me ouviu as primeiras palavras, que me viu os primeiros passos, que contava as minhas tropelias, como se tivessem sido ontem, que sempre me chamou pelos meus dois nomes próprios, como se de um único se tratasse. Não cheguei a vê-la nesta minha estadia aqui. Fiz-lhe um adeus da janela, que estava com pressa. "amanhã, passo aí". E o amanhã não chegou porque a porta já não abriu.




quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Portugal vs Irlanda - ainda a bicharada

Há um ano que ando a reclamar do ninho de aranhas em que vivo. Não posso assegurar que a coisa seja tipica da Irlanda ou mesmo, simplesmente, da casa que ali habito. Dizem os entendidos que a culpa é do jardinzinho mesmo à porta e da temperatura amena que, à conta de grandes contas de gás, mantenho lá dentro.
O que eu sei é que, na Irlanda, é raro o dia em que não tenha um encontro imediato com aquele imenso número de patas e aqui em Portugal, nem me lembro quando foi a ultima vez que me deparei com tal cenário.
Por isso, chego cá, fascinada com as temperaturas e o solzinho, fascinada com a minha casinha mais linda, deito-me na minha caminha, feliz e contente, longe desse meu pesadelo.
Até que começo a ouvir. Zzzzzz. Não tem menos patas, acho eu, não me faz gritar (acho que o facto do tamanho de impedir de contar as patas, ajuda), nem sequer me mete nojo. Mas prejudica-me bastante mais.
Na verdade, as aranhas tem mais medo de mim que eu delas e nem se aproximam. Já o ser misnisculo de quinhentas mil patas e duas asinhas, faz de mim, não várias, mas uma única baga andante. E comichão. Caraças, que estes cabrões alimentam-se do meu sangue, se isto não é mais nojento que uma aranhinha, num cantinho da casa de banho, não sei o que será. E nem sequer consigo matá-los (não os vejo, só oiço) e muito menos apanhá-los com uma ceninha comprada no equivalente aos chineses desta vida.
Passei a noite a ouvir zzzzzz, a ser picada e em cima da cama com uma revista enrolada, a saltar cada vez que o cabraozinho (inho só em tamanho) poisava no tecto.
Hoje, acordo e qualquer semelhança emtre mim e o Camões, não é pura coincidencia, é picada de mosquito.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A Balti





terça-feira, 13 de setembro de 2011

De louvar

Para aqueles que andam à procura de emprego, que pelos mails que recebo a perguntar como fazer para trabalhar no estrangeiro, me parece que não há assim tão poucos, vale a pena espreitar aqui.
A Silvia Baptista oferece-se para ajudar aquelas que se encontrem desempregadas e à procura de emprego.
A ajuda dela prende-se com a preparação de curriculos e entrevistas. Tendo em conta que a Silvia faz deste tipo de coisas modo de vida, fiquei agradavelmente surpreendida com a sua iniciativa.

Eu, não tenho sido grande ajuda aos tais mails que recebo, já que a minha vinda para o estrangeiro se processou sem que eu tivesse que a procurar, especificamente.
De qualquer forma, à medida que vou conhecendo pessoal aqui na Irlanda, vou percebendo alguns truques.
Seguindo o exemplo da Silvia, prometo preparar um post com sites e algumas dicas que acho que podem ajudar.

Boa sorte!




segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Baba e ranho

http://m.youtube.com/?rdm=4nv6e6w4k&reload=3#/watch?desktop_uri=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DBpv48BOKSUk%26feature%3Dshare&feature=share&v=Bpv48BOKSUk&gl=IE

Bolas, não me podem enviar estes videos.
Não consigo pôr o quadradinho com o play, porque o meu meio de ligação à net é muito limitado, mas tinha que partilhar isto.



FYI

Cheguei bem e de saúde.
Agora, ando demasiado ocupada a comer o que não devia, a irritar a pele com tanto sol, a ser devorada por mosquitos e a aproveitar para espalhar abracinhos pelos meus.
Acho que as saudades eram mais que as que pensava.

Quero acrescentar que acho que em Portugal, as pessoas são muito mais bonitas. Tudo bronzeadinho, com roupinhas leves, vestidinhos, t-shirt. Também ando a lavar as vistas.



domingo, 11 de setembro de 2011

E-books

Sou, actualmente, uma adepta fervorosa dos ebooks. Gosto muito de ler, gosto de ter a coisa à mão de um clique.
Uma estante com livros pode ser uma bonita decoração. 10 estantes com livros, como se pode ver em casa dos meus pais, já não. E tenho um trauma, devido a um incendio no andar de baixo, que enquanto nao foi resolvido, só me deixou margem para imaginar o que aconteceria às 10 estantes de livros, quando a coisa passasse duma casa para a outra.
Acho bonito e romantico, quando oiço(ou leio) as pessoas dizerem que não as convence, que precisam de folhear, de agarrar, sentir o cheiro, etc etc etc.
Faz-me lembrar quando surgiu a fotografia digital e as pessoas também resistiam, que não era a mesma coisa, que adoravam albuns e mais albuns de fotos, enquanto mandavam revelar rolos de 24 fotos, em que numas 12 tinham posto o dedo à frente da lente, ou tinham ficado desfocadas ou tinhamos ficado com a cara toda torta. Era romantico, só isso.
Eu sou pela futuro, a evolução, os gadgets e a mobilidade.
Ontem fiz uma viagem de 2 horas e meia e comigo trouxe, varios livros em ingles, varios livros em portugues, duas revistas semanais, jogos, filmes, as gilmore girls, musica e ainda, alguns blogues já descarregados no reader, para ler mais tarde.
E tive momentos bem mais romanticos que essa coisa tão gira que é folhear.





sábado, 10 de setembro de 2011

Falta pouco

- mala feita;
- casa arrumada (ai estou tão dona de casa, se a minha avó me visse, senhores);
- despertador programado (quem raio achou que era boa ideia mostrar quantas horas faltam???);
- Balti no seu hotel (e a falta que eu sinto do barulhinho daquelas patinhas, sempre atrás de mim, no matter what);

Falta o humor (e os carregadores, bolas), mas nesse trabalharemos amanhã, durante o voo, que hoje foi um dia muito comprido.
Daqui a umas horinhas, estarei de volta e vou esforçar-me para chegar inteira, que isto agora está tudo esfrangalhado (acabei de inventar uma palavra nova, ainda há esperança).


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Vale a pena ler e perceber, mais uma vez, a grande lição que a Islandia deu ao mundo e como nós, portugueses, temos muito para aprender:

http://sorumbatico.blogspot.com/2011/09/licoes-islandesas.html



quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Pelo sim, pelo não

O meu colega espanhol, há três semanas atrás andava muito cabisbaixo. Era suposto a namorada vir ter com ele à Irlanda assim que terminasse os estudos e em vez disso, mandou-o à fava. O rapaz andava com um desgosto de todo o tamanho.
Três semanas. Três semanas de férias, foi o que lhe bastou para vir feliz e contente, a dizer "he conocido el amor de mi vida. Ya ves lo bien que me he pasado". Já vos disse que isto aconteceu em três semanas?
Bolas, a mim é que não me calham férias destas.
Pelo sim, pelo não, Portugal que me aguarde. Vou já dia 10.

Quando tudo falha

oh Meu Deus que vai ser de mim. Ja não me resta nada. Falha-me tudo. Já nao chega esta puta desta distancia e falha-me o pouco que sobra, aquilo que eu dava como garantido, que nunca me falhava, nem na consistencia de um bom risotto. A minha bimby está avariada.

(isto só não é a serio, porque estou convencida que bem limpinha e descansadinha, a magana me trabalha outra vez).

terça-feira, 6 de setembro de 2011

São tão fofinhos

SOL - Governo espanhol nega risco de resgate financeiro

Vamos avisá-los que também começou assim, em Portugal e na Irlanda?


Mudanças

Tenho a certeza que daqui a uns tempos vou achar a sétima maravilha, vou insistir com os que ainda não usam, vou achar tudo muito mais fácil.
Uma mudança é sempre dificil, para os utilizadores que estavam já acomodados, para os "criadores" que se esquecem de imprevistos ou possiveis erros.
Mas agora, só me apetece mandar o novo interface do blogger pastar uns grandes caracois.




Muda tudo

A miuda agora vai passar a chamar-se Lyoncê Viktorrrrriá. (quantos y's me ficaram a faltar?)



segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Isto é sério

Hoje, ao telefone com a minha mãe:
- pois, as noites, aqui, estão frias.

JÁ? JÁ??? Desde quando é que fiquei disléxica e troco um "continuam" ou um "ainda" por um "já"???

Estou a ficar irlandesa e ainda não sei se, depois, há salvação possivel.




Já seria de esperar

Com duas femeas numa casa, algum dia havia de coincidir estarmos as duas ao mesmo tempo nessa altura, chamemos-lhe, mais sensível.
Assim, esta casa está uma desgraça. Uma ladra para um lado, a outra rosna, para o outro. Eu sou a que morde.




Dublin

Agora que o meu escritório passou a estar a 15 minutos da minha casa tem-me passado, muitas vezes, pela cabeça mudar-me para Dublin. Na verdade, a cidade é bastante mais cosmopolita que onde vivo agora, como tenho ido mais vezes lá, começo a gostar bastante mais da Irlanda (afinal, nem tudo é campo, nem existem só mentes fechadas) e estando mais perto da minha casa, o escritório também passou a estar mais acessivel em termos de transportes publicos. E eu adoro transportes publicos. Sério. Não gosto de conduzir e muito menos à esquerda e considero uma perda de tempo, as horas que se podem passar numa estrada.
No meio de todas estas mudanças, continuo a precisar de mudar alguma coisa e não podendo mudar o que realmente queria, procuro estas pequenas coisas, para me entusiasmar um bocadinho mais. E para me integrar um bocadinho mais, também.
Mudar-me para Dublin teria duas grandes desvantagens. Os preços, que não se comparam com o desta cidadezinha em que me vim meter, mas onde vivo numa casa, com dois quartos, num bairro muito sosegadinho e o facto de deixar de ter tempo para vir almoçar a casa, o que não só me obrigaria a comer na horrorosa cantina, como obrigaria a deixar a cadela muitas horas sozinha.
Para acrescentar, ainda tenho esperanças que algum milagre ocorra, e consiga sair daqui a curto prazo, pelo que evitar mais um contrato, não seria mal pensado.
Em Novembro, termina o meu contrato nesta casa, até lá, acho que vou dar uma vista de olhos nas casas e decidir se o renovo ou não.



domingo, 4 de setembro de 2011

Finalmente

Descobri uma forma de fazer com que a Balti me obedeça e que, tal como tantos me dizem que tenho que fazer, mostrar-lhe who's the boss.
Agora é cruzar os dedos e esperar que ela continue a sonsinha que se porta sempre bem ao pé de outras pessoas. Ainda não estou preparada para rosnar e ladrar em público.





sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Há Portugal, mais português que este?







Apetecia-me tanto. Ou um rissol. Ou um croquete.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Terceiro encontro de emigrantes

Já estou farta. Aquilo não é para mim. É sempre igual: "olá. Prazer em conhecer. De onde és? Ah, já la fui/nunca fui."
Há pessoas que parecem interessantes, há pessoas giras, há de tudo. Mas parecem-me obcecados com estas coisas dos grupos. Também estão no grupo de pesca, no grupo dos solteiros, no grupo do não tenho nadda que fazer por isso papo estes grupos todos. Uma alemã, disse-me estar em 10 grupos diferentes. Gere a sua vida em função destes encontros.
Depois há toda uma aleatoriedade que me incomoda. Nunca se sabe quem vai lá estar. Até dá para ter uma noção, pelo site, mas as pessoas com quem se falou na semana anterior, com quem se teve mais empatia, não são necessariamente as mesmas que aparecem no segundo encontro.
À terceira vez, já estava cansada da lenga lenga, "porque é que vieste para a irlanda, o que eu fazes, bla bla bla bla bla la bla bla".




terça-feira, 30 de agosto de 2011

Que parva que sou

Ando a adiar uma situação inevitável, que neste caso é uma pessoa, porque tive que expressar uma opinião menos positiva da mesma.
Mesmo sabendo que fui meiguinha e podia ter dito muito pior, o facto de saber que essa pessoa passou a saber o que penso dela, impede-me de encará-la.
Algures, magoei os sentimentos dessa pessoa, mesmo não tendo dito mentira absolutamente nenhuma e só por isso, custa-me ter que olhá-la nos olhos.
E isto não é ser boazinha, não é querer agradar a gregos e troianos. É, simplesmente, cobardia.


Muito a sério

Definitivamente, este é o meu blogue favorito.
Descobri na ultima tarde domingueira, nem sei bem onde, enquanto ocupava o meu tempo a bisbilhotar blogues ou novos ou até então desconhecidos.
Li-o duma ponta à outra, em três dias. Até desaparecer o link para mensagens mais antigas.
Vejo ali a minha vida escarrapachada. Mais até que no meu próprio blogue e com a vantagem der muitissimo melhor escrito.

Viagens na surrealidade quotidiana



E umas migas?




Ainda na sequência do pão português.
E umas migas? Com uma boa carninha de alguidar.
Saudades...

Há Portugal mais português que este?




Eu até gosto de baguetes, de chapatas, e outros pães, mas pãozinho como o nosso, não há!

Na Irlanda

Queixam-se que já acabou o Verão.
Acabou? Mas quando é que começou?



segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Foda-se. Terceira barata.



domingo, 28 de agosto de 2011

Vê-se mesmo que é gaja




Depois de o violar, fica meia hora a dar beijinhos ao rato.

sábado, 27 de agosto de 2011

Portugal lá fora

Ontem, um irlandês, contou-me que esteve já há muitos anos em Lisboa e que a imagem de que se melhor recordava era a de estar na baixa da cidade (pela descrição, imagino que fosse na rua augusta) e ser abordado, várias vezes, para comprar chamon. Grandes pedras, ali à descarada.
Até ontem, ficou a pensar que, pura e simplesmente, era legal.




segundo encontro de emigrantes


Tenho um iman que atrai nerds.


So, do you have a dog?

É pergunta que ninguém, no seu juízo perfeito, me deveria fazer.
Quantas horas passaram?



sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Há Portugal, mais português que este?






quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O que queres sei eu

Aqui há tempos, li num artigo qualquer, que nos Estados Unidos (where else) tinham feito um estudo sobre homofobicos.
Tinham pegado num grupo de homofobicos e num grupo de heteressexuais não homofobicos e os tinham posto a ver filmes pornográficos. Primeiro filmes com heterossexuais e depois filmes homossexuais (com homens, que com senhoras o resultado seria obvio). Chegou-se à conclusão que ambos os grupos tinham erecções nos filmes com heteressexuais e, apenas o grupo de homofobicos tinha mostrado actividade peniana nos filmes com homossexuais.
Acho que este senhor precisava duma maquineta ligada à sua pilinha, só para perceber(mos) donde lhe vem tnto chorrilho de disparates.


http://sol.sapo.pt/inicio/Opiniao/interior.aspx?content_id=26867&opiniao=Pol%EDtica+a+S%E9rio

O tal video


Há Portugal, mais português do que este?





Também deve haver flamingos em muito sitio. Até porque os ditos emigram não sei para onde. Podia ir agora pesquisar e fazer aqui um brilharete, mas nem quero saber.
Sei que há nove meses atrás (já é um ano lectivo, caraças!) os via todos os dias debaixo daquela que é a minha ponte. Sim, todos os dias, porque desde que construiram a ponte, muitos deles deixaram de emigrar. Ou melhor, não todos os dias que isso de conduzir é um bicho de sete de cabeças que não me deixa apreciar a paisagem. Ainda assim, passava por eles e sabia que estavam lá.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Cartas ao Fernando#3

Gostava de controlar a minha vida, da forma como às vezes creio controlar. Pegava no telemovel e com um toquezinho resolvia tudo. Ia à lista telefonica e escolhia. Vinham as borboletas, os olhos de carneiro mal morto e prenchia todos esses vazios. Quando a coisa passasse, ia às opções, apagava e já estava. Quando quisesse, escolhia outra vez e uau, o mundo cheio de borboletas outras vez.
Vivo entre essa dicotomia de quem quer ser uma mulher do seculo XXI, independente para tudo e a vontade de ser melhor amada. Às vezes, sou feliz, eu acredito que sou. Vou jantar fora, rio um bocado, escrevo outro bocado, trabalho, atinjo objectivos e corre tudo sobre rodas.
Vesti a capa que alguém me disse que me ficava bem. Como aquela saia da Zara, essa é que é, fica-te mesmo bem. Agarro-a com força e sinto-me quentinha. Às vezes resvala um bocadinho. Sinto o frio no ombro e puxo-a outra vez. Outras vezes resvala um pouco mais, perco a força nas mãos e quase quase a deixo cair. Sinto o frio no peito e deixo de respirar. Às vezes apetece-me deixá-la cair e acenar com toda a minha força. De forma eloquente. Até aquecer, até perder o medo, até ser feliz.
Até ser como o livro chato que às paginas tantos se transforma no mais genial. Afinal era só o inicio, só para enquadrar, só para chegar ao entusiasmo. Às vezes acredito que a página chegará, mesmo mesmo quando estiver quase a desistir. Depois das descrições sobre cortinados, moveis do seculo da maria caxuxa, candelabros xpto. Até que chegam os desamores, o irmão que é irmão, mas afinal não é, a intriga, mas das boas, a paixão assolapada.
Quase que és essa página. Falta-te o quase. Às vezes olhas e parece que vês. Ia jurar que os teus olhos fixavam debaixo da capa e, melhor ainda, percebiam tudo tudinho que estava lá por baixo. As outras roupas, as formas, os acessórios. O escondido e o descoberto. Percebiam e não julgavam. Aceitavam. Abraçavam, procuravam saber mais, sem transpor as regras do decoro, descobriam e elogiavam. Diziam a verdade, tal como dizes quando não achas piada, tal como te lembras quando te perguntam por quem escreve. Devia chegar-me essa tua lembrança, mas não chega. Porque fica muito mais quentinho quando deixo cair a capa ao pé de ti e eu sinto falta de calor.
Porque os espaços preenchem-se e eu sinto-me vazia. Porque, às vezes, me fazes sentir melhor. Muito melhor.

E pronto, ficam as cartas desta relação por aqui, e o assunto já despachadinho. O top 3 daquilo que posso publicar. Depois é só mais do mesmo o que acaba por se tornar um bocadinho triste.


Cartas ao Fernando#2

Não consigo parar esta busca incessante pelas palavras mágicas, que à semelhança de umas outras, me levem ao meu desejo.

Acho que temos o nosso Q de cão de Pavlov que, num reflexo condicionado, já salivava, ao ouvir a campainha, mesmo quando esta já não acompanhava a habitual comida.

Será possível ainda surpreender depois de 10, 20, 30 e-mails? Poderão as palavras ser como a música que, com apenas 7 notas, se continua a reinventar e a surpreender? Poderão 23 letrinhas ajudar a reinventar-me?

Tento variar, para não te cansar. Não posso continuar a falar na puta da reunião que foi adiada, na puta da sociedade que me oprime ou na puta da tua fama que me abafa.

Mas é mesmo isso que só me apetece dizer: PUTA PUTA PUTA!!!!

Puta da saliva que já me está a desidratar!
Puta da TMN que não deixa o meu telefone tocar!
Puta da internet que não faz um mail chegar!
Puta da tua parede, onde me queria colar, só para te fazer lembrar!
Puta da minha cabeça, como a potassa, só a chatear!!!

Ligações

Talvez esta seja apenas mais uma teoria instantanea, um vamos lá teorizar que até é cool, um "hoje acredito nisto, amanhã já não sei".
Estou convencida que as pessoas não procuram o amor. Se é que procuram alguma coisa. Os livros, os filmes, os poemas, passam essa ideia, que as pessoas passam a vida à procura de algo e os mais romanticos dizem que é o amor. Ou o ser amado.
Eu digo que todos procuram a aceitação. Uma aceitação cheia de premissas, politicamente correctos, regras da sociedade, que leve a essa coisa de brincar às casinhas, mas a aceitação. Alguém que goste de nós, mesmo conhecendo as nossas paranóias, os nossos pormenores, as nossas frustações. A cara desmaquilhada pela manhã, os pequeninos estúpidos hábitos, as esquisitices com as comidas ou os guilty pleasures. As paranóias. As inseguranças. A intimidade.
Mostrar as nossas fraquezas é uma das formas de mostrar amor. Aceitarem-nas, é uma das formas de o sentirmos retribuído.
Talvez tenha sido apenas a vontade de falar, o desabafo. Mostrei aquela que sinto como a minha grande fraqueza. E sem querer, dei um pedacinho pequenino do meu coração, na esperança que, mesmo sendo tão pequenino, volte intacto e tratado com cuidado. Como se diz em inglês, it freaks me out, e por isso, regresso ao silêncio.



terça-feira, 23 de agosto de 2011

Há Portugal, mais português que este





Uma cadela com o cio

Não é muito diferente duma gaja com tpm.
A minha, tem momentos em que quer é estar sossegadinha e que ninguém a chateie, momentos em que só quer miminhos e festinhas e colinho, momentos em que ataca tudo o que mexe (e o que não mexe também, que o rato de peluche só mexe porque ela a isso o obriga)



Viver na Irlanda é

Fazer 60 kms sem encontrar uma puta duma gasolineira para tirar o nosso carro da reserva.



De há uns tempos para cá que critico o facto das pessoas, cada vez mais, usarem a critica em vez do elogio.
Disse-o na minha carta ao Fernando que podem ler mais abaixo. As pessoas dizem, cada vez mais, regerem-se pela frontalidade. Orgulham-se de não ter papas na lingua, mas só as utilizam para apontar o dedo.
A critica também é necessária. Tenho uma amiga que costuma dizer que uma boa amiga é aquela que te avisa que estás um bocadinho mais gordinha e que aquelas calças já não te ficam bem e eu aceito, porque curiosamente, essa também é a amiga que me aponta as qualidades quando as vê.
No meu trabalho, temos semanalmente, uma reunião de equipa.
O trabalho entre os membros da equipa acaba por se cruzar pouco e o objectivo dessa reunião, acreditava eu, era a entre-ajuda. Mas não é. Passamos ali duas horas, às vezes mais, a apontar o dedo. Uma queixa-se que fez mais horas extrordinárias que a outra, outra procura o erro, num detreminado trabalho, outra regojiza-se pelas dificuldades que teve a X, gabando-se que se fosse ela, não faria assim, não tardaria tanto, não cometeria determinado erro.
Nessas reuniões e noutras situações especificas, eu tenho vindo a defender sempre o mesmo, que deveriamos utilizar os conhecimentos umas das outras para nos ajudarmos mutuamente.
Somos de nacionalidades diferentes, com curriculos muito diferentes e temos tudo para ser o melhor departamento da empresa. Se tivessemos outra atitude. Eu faço a minha parte e já ajudei muitas vezes em coisas que trago já experiencia de Portugal. De resto, vejo-me, por vezes, grega, em coisas que a minha colega do lado sabe fazer de trás para a frente.
Fora do trabalho, também vejo isto acontecer muitas vezes. Acredito que, nalgum momento, talvez por causa da competitividade a que a sociedade nos obriga, talvez por outro motivo qualquer, passou a ser tabu falar bem, encorajar, dar uma palmada no ombro e dizer a alguém o quão genial é.
"ele é muito bom, mas não sabe inglês", "fez um bom trabalho, mas a apresentação tinha poucos bonequinhos" e a mensagem que passam a dita pessoa fica-se só pelo mas.
Eu acredito que o mas faz falta, mas há que dar enfase à parte boa e, seguramente, essa motivação, trará um trabalho com menos mas das próxima vez.
Aqui há uns tempos, elegi os meus textos preferidos dessa nova revista, que imprime blogs em papel. Fui genuina e achei que deveria dar-lhes destaque, por achar, efectivamente, que se destacavam e que foram aqueles que li com mais prazer.
Uma das autoras de um desses textos, mandou-me um mail esta manhã a agradecer e a explicar que depois de umas férias menos boas, este elogio lhe soube bem. Fez um post sobre isso no seu blogue.
E assim, esta manhã, ficaram duas pessoas felizes. Eu, que fiz o elogio, por perceber que tinha animado alguém, mesmo que involuntariamente, a Joanex, por tê-lo recebido. E porque fui sincera e genuina e acho que esta blogger tem uma forma diferente e muito intererssante de escrever.
Eu podia ter vindo escrever quais os textos que não gostei e se calhar, hoje, ter um mail duma outra pessoa a chamar-me parva outra coisa qualquer.
O elogio compensou e, seguramente, hoje sorrimos as duas.




segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O que eu mais temia

Porra Porra Porra.
Uma aranha na minha almofada.
Levantei-me num ápice e deixei de a ver.`
Acho que vou dormir para o quaro de hospedes.

Há Portugal, mais português que este?




Esplanadas há muitas. Escadas também. Mas esplanadas, no meio de escadas, com uma vista como a desta imagem, com um clima como o nosso... Não há em mais nenhum lugar do mundo.

Eu, nerd, me confesso

Uma das dificuldades que tenho tido, nesta minha experiência, na Irlanda, é a de fazer amigos.
Já fiz um jantar cá em casa, já conheci dois portugueses, mas isto é tudo gente que já tem a sua vidinha e a ela regressa. Eu própria, às vezes, tenho receio de combinar mais vezes, não vá essa gente pensar que sou uma chata, uma cola e agora vão ter que levar com a emigra a toda hora.
Como toda a gente, sou uma pessoa que precisa de sociabilizar e passar fins de semana inteiros sozinha é coisa que não ajuda nada a suavizar esta mudança.
Tenho recebido várias sugestões sobre como conhecer pessoas, mas, e não me leve a mal quem mas deu, cada caso é um caso e o que serve a um, não serve a todos.
No ginásio, não sou menina de meter conversa. Aquilo não é sitio onde me sinta confortável. Sou azelha, tenho pouca resistência e estou sempre a olhar para o relógio, à espera que aquilo acabe.
Para fazer um curso é preciso dinheiro, tempo, disponibilidade. Com as minhas viagens em trabalho, das duas uma, ou estaria o tempo todo a faltar ou condicionaria a minha liberdade para um ou outro fim de semana em Portugal ou nos destinos para onde me mandam em trabalho.
Como tenho um quarto a mais, um amigo, sugeriu-me o couchsurfing. Mas a ideia de ter gente que não conheço de lado nenhum a mexer nas minhas coisas, os riscos que se correm e a privacidade que se perde, não me convenceu. Acredito que até possa ser uma experiência gira, mas lá está, não serve para todos.
Num forum para portugueses expatriados, vi uma mensagem de não sei quantos anos que falava num site que se chama meetup.
Dei uma vista de olhos. Antes de mais, o site é outro mundo. É um site onde são criados grupos, para, eventualmente se encontrarem. Ele há de tudo. O grupo dos naturistas, dos que querem fazer caminhadas, o clube de leitura, o grupo de apoio a homens enganados pelas mulheres, transsexuais, travestis, gays, os que seguem "o segredo" como doutrina, etc etc etc.
No meio dos grupos mais surreais lá há uns grupos, aparentemente, mais normais.
Gostei, particularmente, daquele que se destinava a imigrantes em Dublin, cujos os encontros se dão num brunch ao Domingo de manhã. Achei que seria mais confortável que aqueles que se juntam só para copos, deixando a dúvida se é uma cena de engate ou não.
Fui. Que tinha eu a perder? Na pior das hipoteses, comia umas panquecas e ia à minha vida.
E a verdade é que gostei. Encontrei pessoas absolutamente normais, que pura e simplesmente, estão na mesma situação que eu. Eram 25 e, obviamente, havia de tudo e nerds também não faltavam.
Ao meu lado ficou um inglês, com problemas de dicção. Não seria problemático, se eu não tivesse, ainda, dificuldade em acompanhar o ingles, assim, em conversar cruzadas, com um monte de gente a falar ao mesmo tempo. Disse-lhe a tudo que sim. Não faço ideia do que falou. Até pode ter-me perguntado se me podia ver toda nua. Nem ideia. Se o fez, acenei afirmativamente.
De resto, conheci irlandeses, espanhois, italianos, alemães. Conversei muito e gostei muito.
No próximo Domingo, estarei lá, outra vez.


sábado, 20 de agosto de 2011

Como é que ninguém me avisou?




Diz que vivo na terra natal deste senhor.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Haverá Portugal, mais português que este?







Pode haver muito miradouro, por esse mundo fora, mas com a luz e a magia dos nossos, ainda não conheci nenhum.

Cartas ao Fernando#1


Não sei de ficar de braços cruzados. Sempre, em toda a minha vida, ao delinear um objectivo, fosse ele qual fosse, eu fiz tudo o que estivesse ao meu alcance para alcançá-lo. Sou assim de feitio, de espírito, pela formação, a educação e por principio. Se surge uma dificuldade, eu arregaço as mangas e lanço-me aos bichos. Isso faz-me de mim uma vencedora, que conseguiu chegar onde queria, nos mais diversos campos, desde a faculdade, ao emprego, às amizades e à família.
Só contigo não consigo ser assim. Passo a vida a ouvir, que entre um homem e uma mulher, só há dois papeis possíveis. O homem decide, enquanto a mulher espera de braços cruzados. Sejam amigas, sejam revistas, há até um livro sobre isso e as mensagens são claras:

- Se o homem não olha, desiste...
- Se o homem não telefona, desiste...
- Se o homem está cansado, desiste...
- Se o homem está a trabalhar, desiste...

E este "desiste" não significa parar de ter iniciativa, parar de lutar, porque a mensagem é clara, a mulher NUNCA deve tomar qualquer acção. O "desiste" consiste apenas em deixar de pensar no assunto, "partir para outra"...
Não sei ser assim, essa não é a minha natureza, mas a puta da sociedade abafa-me e confunde-me. Não se pode dizer "gostei de estar contigo" ou "quero estar contigo outra vez", porque vindo de uma mulher, isso será sempre interpretado como carência, humilhação e até desespero. Deixo-me confundir entre mim e o que dizem os outros e numa tentativa de lutar contra uma das coisas ou, talvez, conciliar as duas, acabo por revelar o contrario daquilo que sou. Se por um lado, não consigo evitar o meu impulso, por outro é mais forte que eu e acabo por fazê-lo, mas sob um pretexto farsola. Arrependo-me do pretexto farsola e crio um ainda mais farsola para justificar o primeiro. Caio completamente no ridículo e transformo tudo num ciclo vicioso, até chegar ao ponto de parecer chata e desinteressante.
Hoje resolvi dizer basta!
Quero dizer o que penso, quero dizer o que sinto!
Quero viver esta historia!
Porque não posso eu dizer, no momento em que o sinto, que gostei de te conhecer? Que superaste as minhas expectativas? Porque tenho eu que ter cuidado com o teu ego? Porque não havemos todos de preencher e voltar a preencher ainda mais, o ego daqueles que são genuínamente interessantes? Não seria o mundo muito melhor, se utilizássemos todos a frontalidade, hoje em dia tão em voga, não apenas para criticar ou para justificar faltas de chá, mas sim, para nos elogiarmos mutuamente? E, se o fizer, porque tenho que esperar X tempo para o fazer?
Sou uma melhor pessoa se me reconhecem qualidades, se me elogiam. Fico mais sorridente, mais feliz e até mais produtiva. E seria ainda melhor, se mo dissessem sem pudores e quando realmente fizesse sentido. Ter que esperar retira toda a espontaneidade e torna-o menos verdadeiro.
Tenho a certeza de que, se não fosses famoso e, te tivesse conhecido numa outra qualquer circunstancia, a minha tarde não teria sido menos divertida. Mas és e só, por isso, parece que não to posso dizer. Porque serei apenas mais uma fazê-lo. És famoso e a puta da fama também me abafa. Deixa-me insegura. Estupidamente, faz-me sentir mais pequenina. Mas eu não sou mais pequenina, sou humana tal como tu e, embora de forma diferente, dou também um grande contributo ao mundo. Não toco tantas pessoas ao mesmo tempo como tu, mas toco, num circulo mais pequenino, é certo, mas de forma mais próxima e, sobretudo, muito genuína.
Se a sociedade já nos faz sentir medo de dizermos o que pensamos, a fama aterroriza. Por isso, deixo de dizer que tive uma boa conversa e que quero mais! Quero conhecer mais, dar a conhecer mais, ter uma amizade ou o que daí puder advir, mas ter algo, sem subterfúgios, sem atalhos, sem falsos pretextos. Porque não sei ser assim e quando tento sê-lo, vou de tal forma contra o que sou, que deixo, efectivamente, de sê-lo.

Cartas ao Fernando

Como este blogue está a ficar cada vez menos anónimo e eu cada vez mais desbocada, já não é grande segredo que eu tive já uma paixão assolapadíssima por uma figura pública. Chamemos-lhe Fernando, que assim até lhe podemos chamar Nandinho e eu acho Nandinho e Clara, o máximo.
Conheci tal pessoa, há cerca de dois anos e até há poucos dias, poderia dizer que se tratava do meu muso inspirador. Mesmo depois de me ter passado a panca, a verdade é que muitos dos meus textos foram escritos para ele ou a pensar nele. Aqui há dias, voltei a ter notícias deles, através duma dessas revistas manhosas e ultimamente, dou por mim, a não ter vontade de lhe escrever. Pela primeira vez.

Hoje, enquanto procurava um mail bem antigo, por acaso, encontrei algumas das nossas correspondências. E tive saudades. Saudades desses meus textos, escritos com uma paixão avassaladora e um sentido de urgência muito grande. Essa certeza que eu e só eu tinha as palavras certas, o sentimento certo (e era tão errado), o interesse certo. Confesso que essa segurança "é uma cena que não me assiste" ultimamente.
E foi por isso, que resolvi dar-lhes vida outra vez e publicá-los neste blogue.
Grande parte desses textos foi já publicada num blogue mais antigo e é capaz de haver muito boa gente, sobretudo os meus amigos, que já não os podem nem ver.
Sendo assim, inicio hoje e aqui, a rúbrica, cartas ao Fernando. Aí vem o próximo post, com o primeiro texto, não enviado, mas o primeiro elogiado.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Há Portugal, mais português que este?









Da Irlanda

Tenho frio.



Da dieta

tenho fome.

Bom saber

Tendo a minha Balti mais linda entrado "naquela altura do mês" pela primeira vez, fomos hoje ao veterinário, discutir as opções que temos e o seu respectivo planeamento familiar.
E ficámos a saber que se a Balti não tomar as devidas precauções, tiver algum descuido (como ela anda, estou convencida que está capaz de violar o primeiro macho que lhe aparecer à frente), há uma solução: a pilula do dia seguinte.



Semana -1

Andava aqui a adiar, a adiar, porque não era boa altura, porque andava chateada, porque agora tenho fome, etc, etc, etc.
Ontem, chegada das minhas férias em Portugal, onde fugi do biquini como quem foge da cruz, tive peripécias com a roupa de verão do ano passado e tive que andar com, pelo menos, os bracinhos ao léu (peço desculpa àqueles que me viram, se não lhes fiz adeus. Tive que fugir desse movimento, como fugi do biquini e à distancia, ocorre-me agora, eram capazes de não ver o único musculo que me permiti a movimentar, o das sobrancelhas), decidi que já não podia continuar assim. Dieta, já.
A pipoca mais doce, pôs no seu blogue o plano de treino das suas corridas. Nesse plano, podem ver que está incluida a semana 0, que serve apenas para avisar o corpo do que vem aí.
O meu plano, que não é propriamente de corrida, mas de dieta e ginásio, inclui a semana -1. Antes de avisar todo o meu corpo daquilo que aí vem, tenho que avisar o meu rabo que vai sair do sofá.
E é neste ponto que estamos agora, eu e o meu rabo.
Já iniciámos a dieta, voltámos às sopas, fruta e muita àgua e começámos também as caminhadas. Longas.
Para a semana iniciaremos o ginásio. Superabs é o nome da primeira aula a que tenciono ir. Ambicioso.



terça-feira, 16 de agosto de 2011

Há Portugal, mais português que este?





Tá decidido

E começa já amanhã. Ginásio. E algo se deve passar no reino da Dinamarca, porque até estou entusiasmada. É de aproveitar enquanto dura.




De volta

E já com o sobretudo vestido.
Que dor.



segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Há Portugal, mais português que este?




O mundo não chega


Nós queremos o mundo. Não há pessoa que não queira conquistar, marcar a diferença, ser algo mais do que aquilo que é.
A ambiçao, não é mais que isso, o desejo de conquistar mundo. Talvez seja a nossa costela de vasco da gama. O desejo de correr mar em busca de especiarias, de pimenta nas nossas vidas, de ser grande.
Quanto maior o desafio, tal Vasco da Gama, pronto a trespassar aquela grande onda, ou a forte corrente, seguimos em frente. A onda pode-nos enrolar, ou talvez, a corrente seja demasiado forte. Talvez o remoinho seja causado por nós proprios, que queremos tudo, mesmo antes de saber o que se encontra para lá desse tudo.
O mundo não chega. Podemos ser um portugues, que vive na Irlanda e trabalha no resto da Europa. Faz uma formaçao na Alemanha, ensina em Espanha. Tal como o zuckeberh, que cria a mior rede social, apenas na esperança que aquela pessoa, um dia aceite o sue convite como amigo. F5, refresh, e a vida continua.
Porque nós queremos o mundo, mas não um mundo qualquer. Aquele, o teu, o meu, o dela. Um mundo maior, o mundo de alguém.


domingo, 14 de agosto de 2011

Desejem-me sorte

Eu andava aqui a pedir sorte em Frances, porque tive uma entrevista para um trabalho em Paris. Na altura, qb entusiasmada, porque tudo serve pra sair da Irlanda, porque sendo Europa continental me pareceu mais próximo de Portugal, porque França é um pais que me diz muito.
No entanto, depois da cena do facebook, que descrevo no post anterior, e destes poucos dias em Portugal, cheguei à conclusão que neste momento, aquilo que preciso mesmo é dos meus, da minha casa em Portugal, da minha lingua e das minhas comidas. À medida que passaram os dias aqui, fui arquitectanto várias formas de não voltar e fui fazendo as contas, delineando estrategias, para ver quantos meses me poderia aguentar, só à procura de trabalho. Tendo em conta os gastos que também traz a mudança (trazer o carro de volta, a cadela e algumas das minhas traquitanas) acho que não me aguentaria economicamente, mais de dois meses. Como está o país, não sei se se arranja trabalho em tão pouco tempo.
Não estou em nenhum processo de recrutamento para um trabalho em Portugal, mas vou-me esforçar para isso. Até lá, para dar sorte vou pesquisar imagens de Portugal, e espetá-las aqui.




Comecei por esta, sacada da net, porque acho que não há imagem mais portuguesa que esta. As cores, a roupa estendida, as plantas nas varandas. É disto que sinto falta.

sábado, 13 de agosto de 2011

The printed blog

Comprei ontem.
Sendo constituída por textos escritos por bloggers, não deixa de fugir por completo ao conceito do blogue. Não sei explicar bem o porquê, mas não é a mesma coisa, ler um blogue no seu estado puro, através da internet, ou lê-lo impresso em papel.
Ainda assim, gostei. Acho que a acabei por vêr a revista como uma revista de crónicas, género de que gosto bastante.
Destaco os três textos comos sendo os meus favoritos. Infelizmente, a única forma de partilhá-los aqui, na integra, seria digitalizá-los e não disponho de meios para isso. Sendo assim, deixo os seus titulos, os seus autores e respectivos blogues e a sugestão para uma boa leitura na praia:
- Há vida fora do meu apartamento, da Rititi, autora do blogue Rititi: o blogue rosa cueca;
- big bag no estomago, da Sofia Vieira, autora do Controversa Maresia;
- a primeira vez de Joana Costa do Caramelo Repetido.






O ano passado

O facebook, agora, vai-nos mostrando que andávamos nós a fazer por ali, no mesmo dia, o ano passado e há dois anos. Que tinhamos nós escrito no nosso mural, de quem ficámos amigos nesse preciso dia, etc.
O ano passado, no dia 13 de Agosto, segundo o facebook, eu escrevi "wish me luck" no meu mural. Curiosamente, exactamente o mesmo que tenho escrito nos últimos dias, neste blogue, mas numa lingua diferente.
Isto assustou-me. Procurando pelas minhas memorias, no dia em que escrevi isto, tive uma das entrevistas que me levou à Irlanda. E que tantos dissabores me tem trazido.
Na altura, ficar neste emprego, era uma coisa que eu queria mesmo muito. Já não me lembrava das datas em que a coisa se tinha passado, até porque foi um processo muito moroso, que se iniciou em Março. Na altura, isto era uma coisa que eu queria muito.
Esta, pareceu-me, uma coincidencia de mau gosto, que me deixou assustada e me deixou a pensar se quero assim tanto, aquilo para que vos tenho pedido pra me desjarem sorte.
Pelo sim, pelo não, avho que vou mudar a estratégia. Pedir-vos sorte em português e com imagens lindas e tão faceis de encontrar, deste nosso Portugal. Afinal de contas, no fundo, isso era o que eu queria mesmo mesmo. Voltar.


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

As saudades que eu tinha

Deste país e dos seus taxistas, que nos contam como o mundo está perdido, "mas graças a Deus, o meu Joel Pedro é uma jóia de moço".



Mais coisas espectaculares deste país

- ter as portagens e a ceninha do ticket nos parques de estacionamento, do lado em que conduzo, e não ter, por isso que sair do carro;
- via verde que me permite não só não sair do carro, como nem sequer parar;
- nas auto-estradas, não ser preciso saber se se conduz à esquerda ou à direita, no meio é que se vai bem.

(fora das auto-estradas a coisa é mas complicada "esquerda ou direita, esquerda ou direita? Portugal, direita. Qual é a direita? Com que mão é que escrevo? Ah, é para aqui. Um racicionio muito rápido, portanto.)

Souhaitez-moi bonne chance*




*desejem-me sorte.
Aqui há uns tempos, eu achava que escrevia mais quando estava triste ou revoltada.
Tendo em conta o número de posts das últimas semanas e destes últimos dois dias, estou tentada a apostar que afinal, não.



quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Souhaitez-moi bonne chance*



*desejem-me sorte

Nem tudo são rosas

O plano era bom. Sempre que viesse a Portugal, vinha a empregada da minha mãe, à minha casa, dar um jeitinho, limpava e recolhia a roupa que cá deixasse, para lavar, e trazia depois, antes do meu regresso, quando cá viesse dar um jeitinho.
E, assim, nem preciso de andar carregada com bagagem, até porque, roupa de verão é coisa que nao uso na Irlanda.

Pois, a coisa tinha resultado, se a empregada não se tivesse esquecido.

Hoje de manhã, quando vou tomar duche, vou buscar uma toalhinha e, nada, népias, niente. As minhas toalhas todas, em casa da minha mãe. Lá desencantei uma daquelas do refugo, que alguma tia ofereceu, que nos recusamos a usar, mas também nunca deitamos fora. Hoje deu jeito.
Não me ocorreu logo que, se faltavam as toalhas, faltariam outras coisas.
Tive essa lembrança quando fui à gaveta das cuecas. Só da trisavó. Pronto, desenrasca.
O pior foi o resto.
Como estou mais gordinha (já sei que já estão fartos. Eu também, mas é o que temos) e na Irlanda não uso roupa de Verão, não restaurei o stock de acordo com o novo tamanho e há pouca coisa que consiga usar, neste momento. Claro que essa pouca coisa ficou toda em casa da minha mãe.
Tentei vestir uma camisinha mangas de balão, mas os botões nao chegavam às suas casa e desisti. E despir as manguinhas de balão destes braços gordinhos??? O que vale é que estou gordinha, mas com uma flexibilidade do caraças (not) e não precisei nada de me contorcer muito, para puxar a manguinha fofinha (também not).
Lá arranjei uma camisa que abotoasse, mas deve ficar-me tão bem, tão bem, que quando disse à minha avó que esta tarde ia ao meu escritório, em Portugal, visitar os colegas, ela perguntou, prontamente:
-mas vais mudar de roupa antes, não vais?

Animadora, portanto.