terça-feira, 30 de agosto de 2011

Que parva que sou

Ando a adiar uma situação inevitável, que neste caso é uma pessoa, porque tive que expressar uma opinião menos positiva da mesma.
Mesmo sabendo que fui meiguinha e podia ter dito muito pior, o facto de saber que essa pessoa passou a saber o que penso dela, impede-me de encará-la.
Algures, magoei os sentimentos dessa pessoa, mesmo não tendo dito mentira absolutamente nenhuma e só por isso, custa-me ter que olhá-la nos olhos.
E isto não é ser boazinha, não é querer agradar a gregos e troianos. É, simplesmente, cobardia.


Muito a sério

Definitivamente, este é o meu blogue favorito.
Descobri na ultima tarde domingueira, nem sei bem onde, enquanto ocupava o meu tempo a bisbilhotar blogues ou novos ou até então desconhecidos.
Li-o duma ponta à outra, em três dias. Até desaparecer o link para mensagens mais antigas.
Vejo ali a minha vida escarrapachada. Mais até que no meu próprio blogue e com a vantagem der muitissimo melhor escrito.

Viagens na surrealidade quotidiana



E umas migas?




Ainda na sequência do pão português.
E umas migas? Com uma boa carninha de alguidar.
Saudades...

Há Portugal mais português que este?




Eu até gosto de baguetes, de chapatas, e outros pães, mas pãozinho como o nosso, não há!

Na Irlanda

Queixam-se que já acabou o Verão.
Acabou? Mas quando é que começou?



segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Foda-se. Terceira barata.



domingo, 28 de agosto de 2011

Vê-se mesmo que é gaja




Depois de o violar, fica meia hora a dar beijinhos ao rato.

sábado, 27 de agosto de 2011

Portugal lá fora

Ontem, um irlandês, contou-me que esteve já há muitos anos em Lisboa e que a imagem de que se melhor recordava era a de estar na baixa da cidade (pela descrição, imagino que fosse na rua augusta) e ser abordado, várias vezes, para comprar chamon. Grandes pedras, ali à descarada.
Até ontem, ficou a pensar que, pura e simplesmente, era legal.




segundo encontro de emigrantes


Tenho um iman que atrai nerds.


So, do you have a dog?

É pergunta que ninguém, no seu juízo perfeito, me deveria fazer.
Quantas horas passaram?



sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Há Portugal, mais português que este?






quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O que queres sei eu

Aqui há tempos, li num artigo qualquer, que nos Estados Unidos (where else) tinham feito um estudo sobre homofobicos.
Tinham pegado num grupo de homofobicos e num grupo de heteressexuais não homofobicos e os tinham posto a ver filmes pornográficos. Primeiro filmes com heterossexuais e depois filmes homossexuais (com homens, que com senhoras o resultado seria obvio). Chegou-se à conclusão que ambos os grupos tinham erecções nos filmes com heteressexuais e, apenas o grupo de homofobicos tinha mostrado actividade peniana nos filmes com homossexuais.
Acho que este senhor precisava duma maquineta ligada à sua pilinha, só para perceber(mos) donde lhe vem tnto chorrilho de disparates.


http://sol.sapo.pt/inicio/Opiniao/interior.aspx?content_id=26867&opiniao=Pol%EDtica+a+S%E9rio

O tal video


Há Portugal, mais português do que este?





Também deve haver flamingos em muito sitio. Até porque os ditos emigram não sei para onde. Podia ir agora pesquisar e fazer aqui um brilharete, mas nem quero saber.
Sei que há nove meses atrás (já é um ano lectivo, caraças!) os via todos os dias debaixo daquela que é a minha ponte. Sim, todos os dias, porque desde que construiram a ponte, muitos deles deixaram de emigrar. Ou melhor, não todos os dias que isso de conduzir é um bicho de sete de cabeças que não me deixa apreciar a paisagem. Ainda assim, passava por eles e sabia que estavam lá.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Cartas ao Fernando#3

Gostava de controlar a minha vida, da forma como às vezes creio controlar. Pegava no telemovel e com um toquezinho resolvia tudo. Ia à lista telefonica e escolhia. Vinham as borboletas, os olhos de carneiro mal morto e prenchia todos esses vazios. Quando a coisa passasse, ia às opções, apagava e já estava. Quando quisesse, escolhia outra vez e uau, o mundo cheio de borboletas outras vez.
Vivo entre essa dicotomia de quem quer ser uma mulher do seculo XXI, independente para tudo e a vontade de ser melhor amada. Às vezes, sou feliz, eu acredito que sou. Vou jantar fora, rio um bocado, escrevo outro bocado, trabalho, atinjo objectivos e corre tudo sobre rodas.
Vesti a capa que alguém me disse que me ficava bem. Como aquela saia da Zara, essa é que é, fica-te mesmo bem. Agarro-a com força e sinto-me quentinha. Às vezes resvala um bocadinho. Sinto o frio no ombro e puxo-a outra vez. Outras vezes resvala um pouco mais, perco a força nas mãos e quase quase a deixo cair. Sinto o frio no peito e deixo de respirar. Às vezes apetece-me deixá-la cair e acenar com toda a minha força. De forma eloquente. Até aquecer, até perder o medo, até ser feliz.
Até ser como o livro chato que às paginas tantos se transforma no mais genial. Afinal era só o inicio, só para enquadrar, só para chegar ao entusiasmo. Às vezes acredito que a página chegará, mesmo mesmo quando estiver quase a desistir. Depois das descrições sobre cortinados, moveis do seculo da maria caxuxa, candelabros xpto. Até que chegam os desamores, o irmão que é irmão, mas afinal não é, a intriga, mas das boas, a paixão assolapada.
Quase que és essa página. Falta-te o quase. Às vezes olhas e parece que vês. Ia jurar que os teus olhos fixavam debaixo da capa e, melhor ainda, percebiam tudo tudinho que estava lá por baixo. As outras roupas, as formas, os acessórios. O escondido e o descoberto. Percebiam e não julgavam. Aceitavam. Abraçavam, procuravam saber mais, sem transpor as regras do decoro, descobriam e elogiavam. Diziam a verdade, tal como dizes quando não achas piada, tal como te lembras quando te perguntam por quem escreve. Devia chegar-me essa tua lembrança, mas não chega. Porque fica muito mais quentinho quando deixo cair a capa ao pé de ti e eu sinto falta de calor.
Porque os espaços preenchem-se e eu sinto-me vazia. Porque, às vezes, me fazes sentir melhor. Muito melhor.

E pronto, ficam as cartas desta relação por aqui, e o assunto já despachadinho. O top 3 daquilo que posso publicar. Depois é só mais do mesmo o que acaba por se tornar um bocadinho triste.


Cartas ao Fernando#2

Não consigo parar esta busca incessante pelas palavras mágicas, que à semelhança de umas outras, me levem ao meu desejo.

Acho que temos o nosso Q de cão de Pavlov que, num reflexo condicionado, já salivava, ao ouvir a campainha, mesmo quando esta já não acompanhava a habitual comida.

Será possível ainda surpreender depois de 10, 20, 30 e-mails? Poderão as palavras ser como a música que, com apenas 7 notas, se continua a reinventar e a surpreender? Poderão 23 letrinhas ajudar a reinventar-me?

Tento variar, para não te cansar. Não posso continuar a falar na puta da reunião que foi adiada, na puta da sociedade que me oprime ou na puta da tua fama que me abafa.

Mas é mesmo isso que só me apetece dizer: PUTA PUTA PUTA!!!!

Puta da saliva que já me está a desidratar!
Puta da TMN que não deixa o meu telefone tocar!
Puta da internet que não faz um mail chegar!
Puta da tua parede, onde me queria colar, só para te fazer lembrar!
Puta da minha cabeça, como a potassa, só a chatear!!!

Ligações

Talvez esta seja apenas mais uma teoria instantanea, um vamos lá teorizar que até é cool, um "hoje acredito nisto, amanhã já não sei".
Estou convencida que as pessoas não procuram o amor. Se é que procuram alguma coisa. Os livros, os filmes, os poemas, passam essa ideia, que as pessoas passam a vida à procura de algo e os mais romanticos dizem que é o amor. Ou o ser amado.
Eu digo que todos procuram a aceitação. Uma aceitação cheia de premissas, politicamente correctos, regras da sociedade, que leve a essa coisa de brincar às casinhas, mas a aceitação. Alguém que goste de nós, mesmo conhecendo as nossas paranóias, os nossos pormenores, as nossas frustações. A cara desmaquilhada pela manhã, os pequeninos estúpidos hábitos, as esquisitices com as comidas ou os guilty pleasures. As paranóias. As inseguranças. A intimidade.
Mostrar as nossas fraquezas é uma das formas de mostrar amor. Aceitarem-nas, é uma das formas de o sentirmos retribuído.
Talvez tenha sido apenas a vontade de falar, o desabafo. Mostrei aquela que sinto como a minha grande fraqueza. E sem querer, dei um pedacinho pequenino do meu coração, na esperança que, mesmo sendo tão pequenino, volte intacto e tratado com cuidado. Como se diz em inglês, it freaks me out, e por isso, regresso ao silêncio.



terça-feira, 23 de agosto de 2011

Há Portugal, mais português que este





Uma cadela com o cio

Não é muito diferente duma gaja com tpm.
A minha, tem momentos em que quer é estar sossegadinha e que ninguém a chateie, momentos em que só quer miminhos e festinhas e colinho, momentos em que ataca tudo o que mexe (e o que não mexe também, que o rato de peluche só mexe porque ela a isso o obriga)



Viver na Irlanda é

Fazer 60 kms sem encontrar uma puta duma gasolineira para tirar o nosso carro da reserva.



De há uns tempos para cá que critico o facto das pessoas, cada vez mais, usarem a critica em vez do elogio.
Disse-o na minha carta ao Fernando que podem ler mais abaixo. As pessoas dizem, cada vez mais, regerem-se pela frontalidade. Orgulham-se de não ter papas na lingua, mas só as utilizam para apontar o dedo.
A critica também é necessária. Tenho uma amiga que costuma dizer que uma boa amiga é aquela que te avisa que estás um bocadinho mais gordinha e que aquelas calças já não te ficam bem e eu aceito, porque curiosamente, essa também é a amiga que me aponta as qualidades quando as vê.
No meu trabalho, temos semanalmente, uma reunião de equipa.
O trabalho entre os membros da equipa acaba por se cruzar pouco e o objectivo dessa reunião, acreditava eu, era a entre-ajuda. Mas não é. Passamos ali duas horas, às vezes mais, a apontar o dedo. Uma queixa-se que fez mais horas extrordinárias que a outra, outra procura o erro, num detreminado trabalho, outra regojiza-se pelas dificuldades que teve a X, gabando-se que se fosse ela, não faria assim, não tardaria tanto, não cometeria determinado erro.
Nessas reuniões e noutras situações especificas, eu tenho vindo a defender sempre o mesmo, que deveriamos utilizar os conhecimentos umas das outras para nos ajudarmos mutuamente.
Somos de nacionalidades diferentes, com curriculos muito diferentes e temos tudo para ser o melhor departamento da empresa. Se tivessemos outra atitude. Eu faço a minha parte e já ajudei muitas vezes em coisas que trago já experiencia de Portugal. De resto, vejo-me, por vezes, grega, em coisas que a minha colega do lado sabe fazer de trás para a frente.
Fora do trabalho, também vejo isto acontecer muitas vezes. Acredito que, nalgum momento, talvez por causa da competitividade a que a sociedade nos obriga, talvez por outro motivo qualquer, passou a ser tabu falar bem, encorajar, dar uma palmada no ombro e dizer a alguém o quão genial é.
"ele é muito bom, mas não sabe inglês", "fez um bom trabalho, mas a apresentação tinha poucos bonequinhos" e a mensagem que passam a dita pessoa fica-se só pelo mas.
Eu acredito que o mas faz falta, mas há que dar enfase à parte boa e, seguramente, essa motivação, trará um trabalho com menos mas das próxima vez.
Aqui há uns tempos, elegi os meus textos preferidos dessa nova revista, que imprime blogs em papel. Fui genuina e achei que deveria dar-lhes destaque, por achar, efectivamente, que se destacavam e que foram aqueles que li com mais prazer.
Uma das autoras de um desses textos, mandou-me um mail esta manhã a agradecer e a explicar que depois de umas férias menos boas, este elogio lhe soube bem. Fez um post sobre isso no seu blogue.
E assim, esta manhã, ficaram duas pessoas felizes. Eu, que fiz o elogio, por perceber que tinha animado alguém, mesmo que involuntariamente, a Joanex, por tê-lo recebido. E porque fui sincera e genuina e acho que esta blogger tem uma forma diferente e muito intererssante de escrever.
Eu podia ter vindo escrever quais os textos que não gostei e se calhar, hoje, ter um mail duma outra pessoa a chamar-me parva outra coisa qualquer.
O elogio compensou e, seguramente, hoje sorrimos as duas.




segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O que eu mais temia

Porra Porra Porra.
Uma aranha na minha almofada.
Levantei-me num ápice e deixei de a ver.`
Acho que vou dormir para o quaro de hospedes.

Há Portugal, mais português que este?




Esplanadas há muitas. Escadas também. Mas esplanadas, no meio de escadas, com uma vista como a desta imagem, com um clima como o nosso... Não há em mais nenhum lugar do mundo.

Eu, nerd, me confesso

Uma das dificuldades que tenho tido, nesta minha experiência, na Irlanda, é a de fazer amigos.
Já fiz um jantar cá em casa, já conheci dois portugueses, mas isto é tudo gente que já tem a sua vidinha e a ela regressa. Eu própria, às vezes, tenho receio de combinar mais vezes, não vá essa gente pensar que sou uma chata, uma cola e agora vão ter que levar com a emigra a toda hora.
Como toda a gente, sou uma pessoa que precisa de sociabilizar e passar fins de semana inteiros sozinha é coisa que não ajuda nada a suavizar esta mudança.
Tenho recebido várias sugestões sobre como conhecer pessoas, mas, e não me leve a mal quem mas deu, cada caso é um caso e o que serve a um, não serve a todos.
No ginásio, não sou menina de meter conversa. Aquilo não é sitio onde me sinta confortável. Sou azelha, tenho pouca resistência e estou sempre a olhar para o relógio, à espera que aquilo acabe.
Para fazer um curso é preciso dinheiro, tempo, disponibilidade. Com as minhas viagens em trabalho, das duas uma, ou estaria o tempo todo a faltar ou condicionaria a minha liberdade para um ou outro fim de semana em Portugal ou nos destinos para onde me mandam em trabalho.
Como tenho um quarto a mais, um amigo, sugeriu-me o couchsurfing. Mas a ideia de ter gente que não conheço de lado nenhum a mexer nas minhas coisas, os riscos que se correm e a privacidade que se perde, não me convenceu. Acredito que até possa ser uma experiência gira, mas lá está, não serve para todos.
Num forum para portugueses expatriados, vi uma mensagem de não sei quantos anos que falava num site que se chama meetup.
Dei uma vista de olhos. Antes de mais, o site é outro mundo. É um site onde são criados grupos, para, eventualmente se encontrarem. Ele há de tudo. O grupo dos naturistas, dos que querem fazer caminhadas, o clube de leitura, o grupo de apoio a homens enganados pelas mulheres, transsexuais, travestis, gays, os que seguem "o segredo" como doutrina, etc etc etc.
No meio dos grupos mais surreais lá há uns grupos, aparentemente, mais normais.
Gostei, particularmente, daquele que se destinava a imigrantes em Dublin, cujos os encontros se dão num brunch ao Domingo de manhã. Achei que seria mais confortável que aqueles que se juntam só para copos, deixando a dúvida se é uma cena de engate ou não.
Fui. Que tinha eu a perder? Na pior das hipoteses, comia umas panquecas e ia à minha vida.
E a verdade é que gostei. Encontrei pessoas absolutamente normais, que pura e simplesmente, estão na mesma situação que eu. Eram 25 e, obviamente, havia de tudo e nerds também não faltavam.
Ao meu lado ficou um inglês, com problemas de dicção. Não seria problemático, se eu não tivesse, ainda, dificuldade em acompanhar o ingles, assim, em conversar cruzadas, com um monte de gente a falar ao mesmo tempo. Disse-lhe a tudo que sim. Não faço ideia do que falou. Até pode ter-me perguntado se me podia ver toda nua. Nem ideia. Se o fez, acenei afirmativamente.
De resto, conheci irlandeses, espanhois, italianos, alemães. Conversei muito e gostei muito.
No próximo Domingo, estarei lá, outra vez.


sábado, 20 de agosto de 2011

Como é que ninguém me avisou?




Diz que vivo na terra natal deste senhor.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Haverá Portugal, mais português que este?







Pode haver muito miradouro, por esse mundo fora, mas com a luz e a magia dos nossos, ainda não conheci nenhum.

Cartas ao Fernando#1


Não sei de ficar de braços cruzados. Sempre, em toda a minha vida, ao delinear um objectivo, fosse ele qual fosse, eu fiz tudo o que estivesse ao meu alcance para alcançá-lo. Sou assim de feitio, de espírito, pela formação, a educação e por principio. Se surge uma dificuldade, eu arregaço as mangas e lanço-me aos bichos. Isso faz-me de mim uma vencedora, que conseguiu chegar onde queria, nos mais diversos campos, desde a faculdade, ao emprego, às amizades e à família.
Só contigo não consigo ser assim. Passo a vida a ouvir, que entre um homem e uma mulher, só há dois papeis possíveis. O homem decide, enquanto a mulher espera de braços cruzados. Sejam amigas, sejam revistas, há até um livro sobre isso e as mensagens são claras:

- Se o homem não olha, desiste...
- Se o homem não telefona, desiste...
- Se o homem está cansado, desiste...
- Se o homem está a trabalhar, desiste...

E este "desiste" não significa parar de ter iniciativa, parar de lutar, porque a mensagem é clara, a mulher NUNCA deve tomar qualquer acção. O "desiste" consiste apenas em deixar de pensar no assunto, "partir para outra"...
Não sei ser assim, essa não é a minha natureza, mas a puta da sociedade abafa-me e confunde-me. Não se pode dizer "gostei de estar contigo" ou "quero estar contigo outra vez", porque vindo de uma mulher, isso será sempre interpretado como carência, humilhação e até desespero. Deixo-me confundir entre mim e o que dizem os outros e numa tentativa de lutar contra uma das coisas ou, talvez, conciliar as duas, acabo por revelar o contrario daquilo que sou. Se por um lado, não consigo evitar o meu impulso, por outro é mais forte que eu e acabo por fazê-lo, mas sob um pretexto farsola. Arrependo-me do pretexto farsola e crio um ainda mais farsola para justificar o primeiro. Caio completamente no ridículo e transformo tudo num ciclo vicioso, até chegar ao ponto de parecer chata e desinteressante.
Hoje resolvi dizer basta!
Quero dizer o que penso, quero dizer o que sinto!
Quero viver esta historia!
Porque não posso eu dizer, no momento em que o sinto, que gostei de te conhecer? Que superaste as minhas expectativas? Porque tenho eu que ter cuidado com o teu ego? Porque não havemos todos de preencher e voltar a preencher ainda mais, o ego daqueles que são genuínamente interessantes? Não seria o mundo muito melhor, se utilizássemos todos a frontalidade, hoje em dia tão em voga, não apenas para criticar ou para justificar faltas de chá, mas sim, para nos elogiarmos mutuamente? E, se o fizer, porque tenho que esperar X tempo para o fazer?
Sou uma melhor pessoa se me reconhecem qualidades, se me elogiam. Fico mais sorridente, mais feliz e até mais produtiva. E seria ainda melhor, se mo dissessem sem pudores e quando realmente fizesse sentido. Ter que esperar retira toda a espontaneidade e torna-o menos verdadeiro.
Tenho a certeza de que, se não fosses famoso e, te tivesse conhecido numa outra qualquer circunstancia, a minha tarde não teria sido menos divertida. Mas és e só, por isso, parece que não to posso dizer. Porque serei apenas mais uma fazê-lo. És famoso e a puta da fama também me abafa. Deixa-me insegura. Estupidamente, faz-me sentir mais pequenina. Mas eu não sou mais pequenina, sou humana tal como tu e, embora de forma diferente, dou também um grande contributo ao mundo. Não toco tantas pessoas ao mesmo tempo como tu, mas toco, num circulo mais pequenino, é certo, mas de forma mais próxima e, sobretudo, muito genuína.
Se a sociedade já nos faz sentir medo de dizermos o que pensamos, a fama aterroriza. Por isso, deixo de dizer que tive uma boa conversa e que quero mais! Quero conhecer mais, dar a conhecer mais, ter uma amizade ou o que daí puder advir, mas ter algo, sem subterfúgios, sem atalhos, sem falsos pretextos. Porque não sei ser assim e quando tento sê-lo, vou de tal forma contra o que sou, que deixo, efectivamente, de sê-lo.

Cartas ao Fernando

Como este blogue está a ficar cada vez menos anónimo e eu cada vez mais desbocada, já não é grande segredo que eu tive já uma paixão assolapadíssima por uma figura pública. Chamemos-lhe Fernando, que assim até lhe podemos chamar Nandinho e eu acho Nandinho e Clara, o máximo.
Conheci tal pessoa, há cerca de dois anos e até há poucos dias, poderia dizer que se tratava do meu muso inspirador. Mesmo depois de me ter passado a panca, a verdade é que muitos dos meus textos foram escritos para ele ou a pensar nele. Aqui há dias, voltei a ter notícias deles, através duma dessas revistas manhosas e ultimamente, dou por mim, a não ter vontade de lhe escrever. Pela primeira vez.

Hoje, enquanto procurava um mail bem antigo, por acaso, encontrei algumas das nossas correspondências. E tive saudades. Saudades desses meus textos, escritos com uma paixão avassaladora e um sentido de urgência muito grande. Essa certeza que eu e só eu tinha as palavras certas, o sentimento certo (e era tão errado), o interesse certo. Confesso que essa segurança "é uma cena que não me assiste" ultimamente.
E foi por isso, que resolvi dar-lhes vida outra vez e publicá-los neste blogue.
Grande parte desses textos foi já publicada num blogue mais antigo e é capaz de haver muito boa gente, sobretudo os meus amigos, que já não os podem nem ver.
Sendo assim, inicio hoje e aqui, a rúbrica, cartas ao Fernando. Aí vem o próximo post, com o primeiro texto, não enviado, mas o primeiro elogiado.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Há Portugal, mais português que este?









Da Irlanda

Tenho frio.



Da dieta

tenho fome.

Bom saber

Tendo a minha Balti mais linda entrado "naquela altura do mês" pela primeira vez, fomos hoje ao veterinário, discutir as opções que temos e o seu respectivo planeamento familiar.
E ficámos a saber que se a Balti não tomar as devidas precauções, tiver algum descuido (como ela anda, estou convencida que está capaz de violar o primeiro macho que lhe aparecer à frente), há uma solução: a pilula do dia seguinte.



Semana -1

Andava aqui a adiar, a adiar, porque não era boa altura, porque andava chateada, porque agora tenho fome, etc, etc, etc.
Ontem, chegada das minhas férias em Portugal, onde fugi do biquini como quem foge da cruz, tive peripécias com a roupa de verão do ano passado e tive que andar com, pelo menos, os bracinhos ao léu (peço desculpa àqueles que me viram, se não lhes fiz adeus. Tive que fugir desse movimento, como fugi do biquini e à distancia, ocorre-me agora, eram capazes de não ver o único musculo que me permiti a movimentar, o das sobrancelhas), decidi que já não podia continuar assim. Dieta, já.
A pipoca mais doce, pôs no seu blogue o plano de treino das suas corridas. Nesse plano, podem ver que está incluida a semana 0, que serve apenas para avisar o corpo do que vem aí.
O meu plano, que não é propriamente de corrida, mas de dieta e ginásio, inclui a semana -1. Antes de avisar todo o meu corpo daquilo que aí vem, tenho que avisar o meu rabo que vai sair do sofá.
E é neste ponto que estamos agora, eu e o meu rabo.
Já iniciámos a dieta, voltámos às sopas, fruta e muita àgua e começámos também as caminhadas. Longas.
Para a semana iniciaremos o ginásio. Superabs é o nome da primeira aula a que tenciono ir. Ambicioso.



terça-feira, 16 de agosto de 2011

Há Portugal, mais português que este?





Tá decidido

E começa já amanhã. Ginásio. E algo se deve passar no reino da Dinamarca, porque até estou entusiasmada. É de aproveitar enquanto dura.




De volta

E já com o sobretudo vestido.
Que dor.



segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Há Portugal, mais português que este?




O mundo não chega


Nós queremos o mundo. Não há pessoa que não queira conquistar, marcar a diferença, ser algo mais do que aquilo que é.
A ambiçao, não é mais que isso, o desejo de conquistar mundo. Talvez seja a nossa costela de vasco da gama. O desejo de correr mar em busca de especiarias, de pimenta nas nossas vidas, de ser grande.
Quanto maior o desafio, tal Vasco da Gama, pronto a trespassar aquela grande onda, ou a forte corrente, seguimos em frente. A onda pode-nos enrolar, ou talvez, a corrente seja demasiado forte. Talvez o remoinho seja causado por nós proprios, que queremos tudo, mesmo antes de saber o que se encontra para lá desse tudo.
O mundo não chega. Podemos ser um portugues, que vive na Irlanda e trabalha no resto da Europa. Faz uma formaçao na Alemanha, ensina em Espanha. Tal como o zuckeberh, que cria a mior rede social, apenas na esperança que aquela pessoa, um dia aceite o sue convite como amigo. F5, refresh, e a vida continua.
Porque nós queremos o mundo, mas não um mundo qualquer. Aquele, o teu, o meu, o dela. Um mundo maior, o mundo de alguém.


domingo, 14 de agosto de 2011

Desejem-me sorte

Eu andava aqui a pedir sorte em Frances, porque tive uma entrevista para um trabalho em Paris. Na altura, qb entusiasmada, porque tudo serve pra sair da Irlanda, porque sendo Europa continental me pareceu mais próximo de Portugal, porque França é um pais que me diz muito.
No entanto, depois da cena do facebook, que descrevo no post anterior, e destes poucos dias em Portugal, cheguei à conclusão que neste momento, aquilo que preciso mesmo é dos meus, da minha casa em Portugal, da minha lingua e das minhas comidas. À medida que passaram os dias aqui, fui arquitectanto várias formas de não voltar e fui fazendo as contas, delineando estrategias, para ver quantos meses me poderia aguentar, só à procura de trabalho. Tendo em conta os gastos que também traz a mudança (trazer o carro de volta, a cadela e algumas das minhas traquitanas) acho que não me aguentaria economicamente, mais de dois meses. Como está o país, não sei se se arranja trabalho em tão pouco tempo.
Não estou em nenhum processo de recrutamento para um trabalho em Portugal, mas vou-me esforçar para isso. Até lá, para dar sorte vou pesquisar imagens de Portugal, e espetá-las aqui.




Comecei por esta, sacada da net, porque acho que não há imagem mais portuguesa que esta. As cores, a roupa estendida, as plantas nas varandas. É disto que sinto falta.

sábado, 13 de agosto de 2011

The printed blog

Comprei ontem.
Sendo constituída por textos escritos por bloggers, não deixa de fugir por completo ao conceito do blogue. Não sei explicar bem o porquê, mas não é a mesma coisa, ler um blogue no seu estado puro, através da internet, ou lê-lo impresso em papel.
Ainda assim, gostei. Acho que a acabei por vêr a revista como uma revista de crónicas, género de que gosto bastante.
Destaco os três textos comos sendo os meus favoritos. Infelizmente, a única forma de partilhá-los aqui, na integra, seria digitalizá-los e não disponho de meios para isso. Sendo assim, deixo os seus titulos, os seus autores e respectivos blogues e a sugestão para uma boa leitura na praia:
- Há vida fora do meu apartamento, da Rititi, autora do blogue Rititi: o blogue rosa cueca;
- big bag no estomago, da Sofia Vieira, autora do Controversa Maresia;
- a primeira vez de Joana Costa do Caramelo Repetido.






O ano passado

O facebook, agora, vai-nos mostrando que andávamos nós a fazer por ali, no mesmo dia, o ano passado e há dois anos. Que tinhamos nós escrito no nosso mural, de quem ficámos amigos nesse preciso dia, etc.
O ano passado, no dia 13 de Agosto, segundo o facebook, eu escrevi "wish me luck" no meu mural. Curiosamente, exactamente o mesmo que tenho escrito nos últimos dias, neste blogue, mas numa lingua diferente.
Isto assustou-me. Procurando pelas minhas memorias, no dia em que escrevi isto, tive uma das entrevistas que me levou à Irlanda. E que tantos dissabores me tem trazido.
Na altura, ficar neste emprego, era uma coisa que eu queria mesmo muito. Já não me lembrava das datas em que a coisa se tinha passado, até porque foi um processo muito moroso, que se iniciou em Março. Na altura, isto era uma coisa que eu queria muito.
Esta, pareceu-me, uma coincidencia de mau gosto, que me deixou assustada e me deixou a pensar se quero assim tanto, aquilo para que vos tenho pedido pra me desjarem sorte.
Pelo sim, pelo não, avho que vou mudar a estratégia. Pedir-vos sorte em português e com imagens lindas e tão faceis de encontrar, deste nosso Portugal. Afinal de contas, no fundo, isso era o que eu queria mesmo mesmo. Voltar.


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

As saudades que eu tinha

Deste país e dos seus taxistas, que nos contam como o mundo está perdido, "mas graças a Deus, o meu Joel Pedro é uma jóia de moço".



Mais coisas espectaculares deste país

- ter as portagens e a ceninha do ticket nos parques de estacionamento, do lado em que conduzo, e não ter, por isso que sair do carro;
- via verde que me permite não só não sair do carro, como nem sequer parar;
- nas auto-estradas, não ser preciso saber se se conduz à esquerda ou à direita, no meio é que se vai bem.

(fora das auto-estradas a coisa é mas complicada "esquerda ou direita, esquerda ou direita? Portugal, direita. Qual é a direita? Com que mão é que escrevo? Ah, é para aqui. Um racicionio muito rápido, portanto.)

Souhaitez-moi bonne chance*




*desejem-me sorte.
Aqui há uns tempos, eu achava que escrevia mais quando estava triste ou revoltada.
Tendo em conta o número de posts das últimas semanas e destes últimos dois dias, estou tentada a apostar que afinal, não.



quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Souhaitez-moi bonne chance*



*desejem-me sorte

Nem tudo são rosas

O plano era bom. Sempre que viesse a Portugal, vinha a empregada da minha mãe, à minha casa, dar um jeitinho, limpava e recolhia a roupa que cá deixasse, para lavar, e trazia depois, antes do meu regresso, quando cá viesse dar um jeitinho.
E, assim, nem preciso de andar carregada com bagagem, até porque, roupa de verão é coisa que nao uso na Irlanda.

Pois, a coisa tinha resultado, se a empregada não se tivesse esquecido.

Hoje de manhã, quando vou tomar duche, vou buscar uma toalhinha e, nada, népias, niente. As minhas toalhas todas, em casa da minha mãe. Lá desencantei uma daquelas do refugo, que alguma tia ofereceu, que nos recusamos a usar, mas também nunca deitamos fora. Hoje deu jeito.
Não me ocorreu logo que, se faltavam as toalhas, faltariam outras coisas.
Tive essa lembrança quando fui à gaveta das cuecas. Só da trisavó. Pronto, desenrasca.
O pior foi o resto.
Como estou mais gordinha (já sei que já estão fartos. Eu também, mas é o que temos) e na Irlanda não uso roupa de Verão, não restaurei o stock de acordo com o novo tamanho e há pouca coisa que consiga usar, neste momento. Claro que essa pouca coisa ficou toda em casa da minha mãe.
Tentei vestir uma camisinha mangas de balão, mas os botões nao chegavam às suas casa e desisti. E despir as manguinhas de balão destes braços gordinhos??? O que vale é que estou gordinha, mas com uma flexibilidade do caraças (not) e não precisei nada de me contorcer muito, para puxar a manguinha fofinha (também not).
Lá arranjei uma camisa que abotoasse, mas deve ficar-me tão bem, tão bem, que quando disse à minha avó que esta tarde ia ao meu escritório, em Portugal, visitar os colegas, ela perguntou, prontamente:
-mas vais mudar de roupa antes, não vais?

Animadora, portanto.





Não sei se volto

O meu colega espanhol, sempre que vai de férias a Espanha, diz-me que não sabe se volta. Rimo-nos sempre os dois, enquanto ele fantasia que durante a sua estadia lhe sai o euromilhões e ensaia como é que se despediria da empresa.

E eu, já estava aqui prontinha para dizer o mesmo.
Tenho mesmo que voltar?

Só me falta a minha Balti...



Souhaitez-moi bonne chance*




*desejem-me sorte.

A minha mãe

- Estou muito preocupada com aquele sinal da namorada do teu irmão, por cima do lábio. Tem um aspecto estranho. Acho que ela devia ir ao médico ver aquilo.
- Mãe, aquilo é um piercing.



Coisas espectaculares deste país

- está quentinho;
- encontrar melões a 1,19€/kg e ainda ouvir "credo, tão caro! Ainda ontem vi a 0,70€/kg";
- encontrar melões, não só baratos, mas com sabor;
- serviços de assistência técnica, disponíveis durante 24 horas, permitindo-me, assim, ter conseguido internet a esta hora;
- a MINHA casa.



terça-feira, 9 de agosto de 2011

A Irlanda e a bicharada

Quem lê este blogue há algum tempo, sabe que uma das contrariedades de ter vindo viver para este país, é o facto de ter passado a ter que conviver com mais bicharada do que estava habituada.
Tirando Dublin, a Irlanda é basicamente campo. Pode não parecer à primeira vista, mas a verdade é que no meu caminho para o trabalho, numa das rotundas mais movimentadas, podemos encontrar umas vaquinhas a pastar. Se o vento estiver de feição, ouço-as, perfeitamente da minha casa.
O pessoal vibra com animais, ao ponto de, depois da minha escolha criteriosa por uma raça que se adaptasse bem a um apartamento, achar que eu devia mudar de casa, por ter um cão, fazerem festas para cães (até são giras), diagnosticarem doenças psicologicas aos mesmos e por aí fora.
O chato disto tudo é o facto de campo e estrumes e essas cenas todas, darem azo à proliferação de bichezas menos simpáticas e, para ser fofinha, mais nojentas. Nestas alturas, dou graças ao mau tempo que não permite a proliferaçao de melgas, mosquitos e moscas. Em Portugal, com as restantes condições que aqui se reúnem, a coisa seria um festival.
Para além das aranhas, cuja a convivência já começa a tornar-se um costumo (já não grito e já as apanho com uma apanha-aranhas ou aspiro-as, o que já é muita fixe), do episódio com o (suposto) rato, a saga continua.
Uma noite destas, lá pela 1h da manhã, acordo com a Balti, a ladrar e a rosnar. Depois de refeita do susto e de ter percebido que não, ninguém me estava a entrar em casa, lá acendo a luz e procuro o que tanto importunava este grande cão de caça que tenho em casa. E vi-a. Airosa e luzidente, andando pelo chão do meu quarto, feliz e contente, como se esta merda fosse toda dela. A puta do caralho. Uma barata.
Foda-se, merda, raios e coriscos, que não há coisa mais nojenta. Ainda tive aqui uns minutos a pensar o que fazer. O apanha aranhas parace-me fraquitolas para tamanha criatura do demo.
Acho que não via uma barata há uns bons aninhos e isso justifica a ingenuidade que se seguiu.
Tinha que a matar. Disso não havia dúvidas. Achei que os chinelos do Ikea seriam o ideal. Tinham sido baratos, são de fraca qualidade e depois iam para o lixo e não se falava mais no assunto.
Pois, esqueci-me que a nojenta carapaça destes bichinhos é relativamente resistente, pelo que acabei por só lhe fazer umas festinhas com os ditos chinelos. E a gaja (puta-puta-puta) aqui continuava a cirandar, como que a rir-se de mim e da minha tonta tentativa. Não queria que mais nenhum dos meus sapatos tocasse naquela merda e também achei que um simples sapato iria implicar a necessidade de um pulso demasiado firme. O facto de calçar um 34 não ajuda à festa.
Acabei por espetar-lhe com o pé de um escadote de madeira que aqui tenho. E aí, ouvi... Porra, que não me lembrava que estas vacas são, digamos, crocantes. Ao primeiro crrr, perdi a força. E como estas criaturas são do demo, a gaja continuou a andar, apenas ligeiramente amolgada, como quem levou um toque do carro de trás, em hora de ponta, na 2a circular. Depois duns bons minutos a expirar-expirar, lá me enchi de coragem e crr, grr, crr. Morta. Aspirei o cadaver.

Hoje encontrei outra. E vim para o alto da minha cama, escrever este post, para me lembrar que o bem vence sempre o mal, tal e qual como nos filmes. Vou vencê-la. Cabra.

E antes que façam juízos de valor, a minha casa é bem limpinha. Nem sou eu que a limpo. Pago para mo fazerem todas as semanas. E eu trato da devida manutenção nos restantes dias.


Who's this person?

Tenho vôo, amanhã, às 10h e qualquer coisa, para Portugal, e:
- ainda não confirmei a hora exacta do vôo;
- ainda não fiz a mala;
- ainda não descobri como se vai de drogheda para o aeroporto de transportes públicos (não me apetece conduzir) ou fiz a reserva no parque de estacionamento do aeroporto.

E, sim, estou muito entusiasmada. A sério.




segunda-feira, 8 de agosto de 2011

É tão inteligente, benzádeus!


Estou tão orgulhosa da inteligência da minha cadela e de como, num instantinho, percebeu o conceito da campainha.
Se estivermos na rua e eu tocar à minha própria campainha, ela vem logo a correr para casa, para ver quem é.

Modéstia à parte, mas a minha cadela é aquilo que qualquer fêmea do reino canídeo ambiciona ser um dia.
Gira, inteligente e, a julgar pelas brincadeiras com o rato de peluche (e o meu braço, se me apanhar desprevenida) uma autêntica bomba sexual.

Nabice?

Comprei um ipod nano, todo xpto (igual aos outros, portanto) e estou aqui com uma dúvida que me assola.
Encantada com o pedometro que me fez começar a semana -1 (já explicarei) do meu plano de corrida e com a descoberta de uma cena chamada torrents, eis que tenh a desilusão de constatar que o dito cujo, deixa de tocar ao fim dum minuto. Entra no modo sleep e, se eu nao tiver o tempo todo a mexer naquilo, desliga-se. Já li as instruções, explorei todos s menus e li as faq da apple e, quer-me parecer, que isto não deveria acontecer.
Alguém sabe porque é que isto acontece? Devo ir a correr à loja trocar ou serei vista com as neds dos nerds?
O autocarro para Dublin é daqui a 40 minutos.
Obrigada.



Eu




roubado aqui

E, graças ao meu espelho (e outras ajudas que agora nao interessam nada), ficou decidido que teria uma sferiazinhas para gozar.
Daqui a dois dias estarei em Portugal e agora, do conforto da minha cama, preparo uma listinha das coisas que quero fazer. Por enquanto, ainda só me lembrei de coisas gastronómicas. Sugestões aceitam-se.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Os meus dois os ultimos posts até podem soar como ressabiamento.
Qualquer pessoa que leia este blogue sabe que eu ando para trás e para frente com os mais cinco kilos que me presenteou esta Irlanda. Quando até já tinha outros cinco para perder.
Nunca estive tão gorda na minha vida e confesso que não me importava nada de ser magra como a não irlandesa que cito mais abaixo.
Ou melhor gostava de ser magra como ela, mas não magra com o esforço que lhe implica.
E também não gostava de ter como hobbie, aos fins de semana, aprumar-me e ficar à espera do homem que vire a cabeça ao ver-me passar. Levar um assobio do homem do lixo, responder-lhe "please, don't", mas ficar contente que, houve pelo menos um gajo, que olhou.
A minha situaçao também não é saudavel, tenho consciencia disso, enquanto me escudo em desculpas, para procurar o conforto de uma boa massa cheia de natas e parmesão. Sei que, enquanto lhe chamo confort food e me convenço que agora tenho outros problemas, estou apenas a adiar um.
Ainda assim, fico feliz por não ser escrava do meu corpo, como estas gajas e saber que isso de não comer, não tomar pequeno almoço e outros que tais, é muito pouco saudavel e até, um jogo perigoso.
Entre as minhas natas, lá como os cereais ao pequeno almoço, a frutinha a meio da manhã e uma sopinha de quando em vez.
sou má pessoa, sim, mas só se depois dos bifinhos com cogumelos que vou comer ao almoço, não for correr com a minha Balti. Vou interiorizar até me passar a preguiça.





As não irlandesas


Quando tenho fome, faço um exercício interior para não comer. Penso que se comer sou má pessoa e fico a interiorizar isto até me passar a fome.


quarta-feira, 3 de agosto de 2011

As irlandesas


Se eu tomar o pequeno almoço, às 10h já estou cheia de fome. Se não tomar, aguento-me melhor, sem comer, até à hora de almoço. É por isso que nunca tomo.