terça-feira, 27 de setembro de 2011

Querido diário,

Passei os últimos meses a convencer-me que a resposta estava em mim. Não o problema, mas sim a resposta. Os problemas podem ter o seu epicentro a milhares de kilometros de distancia do nosso ego, mas, a partir do momento que as réplicas o impactam, a solução urge em ser encontrada. A nossa.
Isto é muito bonito na teoria e eu, essa, sei-a toda. Fartei-me de escrever de como tentava melhorar o que estivesse ao meu alcance, em como tinha identificado o denominador comum, como tentava ser, eu, uma pessoa melhor.
A coisa foi dolorosa, levou tempo e bati várias vezes com cabeça. Talvez esse crescimento seja como o crescimento físico. Não só doi, como de repente damos um pulo e batemos com a cabeça nos sitios, por onde antes passávamos sem problemas. Não sei, porque ainda não sei bem qual foi o ponto de retorno.
Sei que passei dez dias em Portugal e regressei à Irlanda outra. Pronta para não me focar tanto nos aspectos negativos e explorar mais o que isto tenha para oferecer. E mais do que eu tenho para oferecer.
Criei uma nova rotina e fiz muitos planos. Uma coisa de cada vez, que eu gosto de fazer e acontecer, mas aprendi que há que saber o que fazer e quando, quais as armas a limpar e a preparar, para efectivamente, acontecer.
Até entrar nos eixos, algumas coisas terão que ficar para trás. Infelizmente, o blogue teve que mudar a sua posição nas prioridades. Mas isto vai lá e eu volto já.




domingo, 25 de setembro de 2011

Olá,
Acho que o meu nome é Balti, mas, às vezes, também me chamam linda, feia ou coisa boa. Não sei qual é a diferença, cá por mim, fico contente só por me chamarem. Mesmo quando estou tão entretida a roer peugas. Tenho muitos brinquedos, mas os meus favoritos são as peugas. Alguns, a minha dona atira-mos, para eu ir buscar. As peugas, gosta de esconder numa coisa na casa de banho, com mais roupa. É só abrir a tampa e já está, um montao de peugas à minha disposição. Às vezes, saem collants, que também são muito fixes.
Adoro sapatos, mas esses são mais dificeis, estão sempre num armário que ainda não aprendi a abrir.
A minha dona deixou-me 10 dias numa quinta com outros caes e muito espaço para correr. A comida lá era melhor, porque vinha com aguínha morninha. Quando voltei, a casa estava mais pequena e, agora, as coisas batem-me na cabeça.
Ao pé da minha cama, está sempre outro cão, muito parvo, que me imita em tudo. Se eu vou para um lado, ele também vai, se ladro, ele também abre a boca. Passo a vida a rosnar-lhe, mas ele vai para a cama dele, exactamente ao mesmo tempo que eu. Temos que arranjar medidas mais drásticas.
A minha dona gosta de me levar à rua sempre que eu estou aflitinha para fazer chichi. E obriga-me a andar, quando tudo o que eu queria, era voltar para casa, para os papelinhos que estão no chão. A minha dona depois limpa tudo e no dia seguinte, já lá não está nada. Na relva, onde faço o chichi quando não aguento mesmo, aquilo fica lá dias e dias. Tenho a certeza, porque gosto sempre de ir lá cheirar e continua lá tudo.
Ela já me está a chamar, para irmos outra vez. Raisparta, que já estou mesmo, mesmo aflitinha.



quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Mas que história vem a ser esta?

Eu entreguei uma cadelinha bebé, pisca a comer e muito mimada e passados dez dias devolvem-me uma texuguinha, adulta e muitissimo mimada.

Pois que a senhora achou que a bichinha comia mal e era capz de gostar dos biscoitinhos, humedecidos em àgua morna e, agora, eu tenho que fazer a mesma merda.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Cara Irlanda

Tu decide-te. Ou aranhas ou melgas.



Por-tu-gal, Por-tu-gal, Por-tu-gal

Portugal é a arte de desenrascar. De produzir e muito, mas só porque se conhece alguém, que conhece alguém que trata disso em 5 minutos, para se poder passar o restante tempo na esplanada.
Portugal é poder comprar alcool às 10h da manhã e, muitas vezes poder sair até essa hora.
Portugal é ter sol na esplanada, café na empresa, e a vizinha da frente que já aparece com outro outra vez, para que nunca falte assunto nessa esplanada ou no café.
Portugal é comer carne ou peixe ou marisco ou mesmo só uma saladinha para compensar todos os outros.
Portugal é encontrar outro português no outro lado mundo e ser o melhor amigo só por isso.
Portugal é querer ir para fora, conquistar mares nunca antes navegados, para depois só querer voltar, nem que seja para mostrar as especiarias, que se transformaram no bmw alugado em agosto, para poder mostrar na terrinha.
Portugal é ter mil e uma pronúncias e não ser percebido pelos que falam com uma delas, os brasileiros.
Portugal é pastel de nata, de bacalhau, comer croquete numa festa e beber caipirinha a qualquer hora.
Finalmente, Portugal é saudade. De si mesmo, do passado, do futuro, do pior, do melhor, na saúde e na doença.

E este é o meu último post sobre Portugal. Que isto de estar num sitio, com o pezinho noutro é lixado e eu, agora que voltei, quero dar uma oportunidade à seria a isto.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Certinho, certinho

Cada vez estou mais convencida que não gosto de pessoas certinhas. Aquelas que fazem tudo comme il faut e que a sua maior loucura é comer um brownie de chocolate.
Soa-me a falso e aqui entre nós, que ninguém nos lê, a coisa muitas vezes roça um ressabiamento muito recalcado.
Oiço muitas vezes, essas pessoas, criticarem os outros. E até acredito que, na teoria, até pudessem ter o direito que sentem, porque nunca pisaram o risco. E fazem disso hobbie favorito, se não, trabalho a tempo inteiro.
Diz-me a experiência que o ser humano tem tendencia a reparar mais naquilo com que se identifica. Também o faço. Daí a critica prender-se forçosamente com os detalhes que, de alguma forma, dizem mais a essas pessoas.
E a critica alheia é uma coisa que irrita. E não me venham cá dizer que se for construtiva e pardais ao ninho é bem vinda. Que se levante o escritor que aceita ler as suas falhas sem que lhe ferva, só assim um bocadinho, o sangue. Aprende, pois claro que aprende e aplicará a coisa de forma mais ou menos positiva. Mas não gosta. E eu também não. E ao contrário do que muitos que me conhecem pensam, eu não aceito a coisa assim tão bem. Deixo-me estar com um "sim, sim, está bem" porque fui educada a não contestar e muito menos a mandar à merdinha.
E é aqui que entram as pessoas certinhas. Que criticam, criticam, encontram com muito mais facilidade que qualquer comum mortal, a verdade e a razão. A mim, apetecia-me dizer-lhes que as suas verdades, são como as suas vidas. Podem parecer ídilicas como num romance do nicholas sparks, mas são, isso sim, uma grandecissima seca.
Ando muitas vezes, triste e coiso e tal, porque não fiz as coisas by the book ou arrisquei um pouco mais, mas raisparta, que no meio me diverti. Até nesta treta desta Irlanda. Vão lá ler os primeiros posts, que isto ao inicio foi muita fixe. E isso, venha quem vier, aconteça o que acontecer, já ninguém me tira.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Já estou na contagem decrescente. Amanhã, por esta hora, estarei a entrar no avião. Se por um lado, vou com energias renovadas, cheia de planos para suavizar a coisa, clichés escritos, para me lembrar que o que não nos mata, torna-nos mais fortes, por outro, deu-me uma nostalgia, que não me permite mexer. Já tenho os meus pais à espera, para ir almoçar e só penso que só preciso de mais um minuto. Nessa tentativa frustada que o tempo ande mais devagar que o costume. Mas o cabrão não pára, nem por um segundo, por mais que lhe implore.
Mas isto, desta vez, vai. Vai correr muito melhor. Mal ou bem, há pequenas mudanças, que darão lugar a novos desafios. Mais faceis ou mais dificeis, não sei. Novos. Acho que é essa merda do novo que, agora, me assusta, quando foi o que me seduziu, em primeiro lugar.
Tenho que me lembrar que se o denominador comum, às vezes assusta, porque leva uma introspecção lixada, por outro lado, torna tudo menos desconhecido. Eu sou eu, em qualquer lado do mundo. E uma pessoa é só uma pessoa é só uma pessoa. Aprendi esta agora e não me posso esquecer.



Tenho pena

Tenho pena daquelas pessoas que ainda acham que o mundo gira à sua volta, incapazes de encontrar alguma tolerancia, e que acham que todas contrariedades sao uma grande cabala contra as mesmas.
Ando a aprender que uma pessoa é só uma pessoa é só uma pessoa. E isto serve-me para os dois lados. Que se eu chorar não tiro bocado a ninguém, se me enganar, tudo se resolve, se os outros se zangarem o meu mundo não pára, se se irritarem ainda menos, se perderem a paciencia, problema deles.
A coscuvilheira que há em mim (que não é pequena) aprendeu com o tempo a não julgar. Que todos temos telhados de vidro e eu tive que partir os meus para o perceber. E se, inicialmente, me dava ao trabalho de eu própria encontrar desculpas nos erros dos outros, agora nem isso. Quero lá saber se o vizinho vinha mesmo com a sobrinha, quero lá saber se a amiga da outra foi mesmo intriguista, quero lá saber quem é o pai da criança. O dito (ou não, coitadinho) lá terá as suas dores, seja eu capaz, ou não, de julgamento.
O crescimento é uma merda que dói para caraças. Como sou baixinha, o que me foi poupado na adolescência, compensou nos trinta. E é por isso que tenho pena das mentes pequeninas, incapazes de deixar passar sem uma sentença. É que essa merda deve doer. E quando crescerem, nem vos conto.





domingo, 18 de setembro de 2011

Blogger a tempo inteiro

A semana passada, li algures, que uma blogger portuguesa bem conhecida da nossa praça tinha passado a freelancer, sendo grande parte dos seus rendimentos gerados através do seu blogue pessoal.
Acho que à primeira instancia pensei que devia ser muita fixe, receber para passar o dia a mandar postas de pescada num site na internet, a liberdade da escrita de que a própria fala, a gestão do próprio tempo, não ter que aturar mete-nojo-cor-de-rosinha e um sem fim de vantagens.
Depois lembrei dessa coisa que se chama disciplina, da obrigatoriedade de ter que escrever todos os dias, sem que lhe seja imposto um tema (tem dias que deve ser uma vantagem, mas noutros, deve ser uma grande seca) e no sitemeter que tem que atingir aquele número, para garantir as tais fontes de rendimento.
Hoje entrei nesse blogue. Carradas de publicidade. Muita exploração da imagem e vida pessoal. Lembrei-me da quantidade de clausulas que tem, normalmente, um contrato de patrocinio.
Esta menina deixou de ter um patrão. Passou a ter vários. As marcas, os leitores, o sitemeter. E assim, de repente, confesso, ainda não sei o que será melhor.



sábado, 17 de setembro de 2011

Egoísta

Tenho que pedir desculpa algumas pessoas. O meu comportamento nos últimos dias nao revela o valor que lhes dou. Sim, estou egoísta e preguiçosa.
As minhas saídas tem-se baseado num "vou aí já buscar-te" e, assim, lá vou saindo de casa. A muitos pode parecer que ando muito ocupada, a outros que tenho outras prioridades. A verdade é que a minha letargia tem sido tal, que nem sequer me dou ao trabalho de priorizar.
Mostro-me pouco disponivel com esta atitude e a verdade é que estou mesmo. Sinto que tenho pouco a dizer. Não saio do "porque lá faz frio, não há sol, a comida não presta e outras vicissitudes que decorrem desta minha experiencia. Não me sai um "está a correr bem" e também me sinto sem palavras para os problemas dos outros, muitas vezes, bem mais graves que os meus, nem uma gargalhada para as piadas mesmo boas.
Sinto-me culpada, mas sem forças para explicar ou fazer um pedido desculpas. As minhas saudades são muitas, a sério, mas tudo o que seja mais complicado ou implique uma espera, leva-me a outros lugares que, por sua vez, só me fazem querer a minha caminha.
Não consegui ver toda a gente e palpita-me que com as minhas confusões, gente haverá que também já não me queira ver. E se calhar, tudo seria mais fácil se eu explicasse e dissesse a verdade, mas nem sei por onde começar.



"avó"

Até hoje, tinha a sorte de poder dizer que nunca tinha perdido ninguém próximo. Um tio, um bisavô e uma bisavó. Era próxima dos três, mas não tanto como daquela que partiu hoje, com a qual, curiosamente, não partilhava laços de sangue.
E por isso, não sei se posso chorar, se posso sentir a falta, nem sei mesmo o que é suposto sentir.
Nos últimos anos, deixei que a distancia do dia-a-dia se pronunciasse e fugi do abraço, tal como o fazia em menina. As brincadeiras deram lugar às responsabilidades e continuei demasiado ocupada.
Hoje perdi aquela que me ouviu as primeiras palavras, que me viu os primeiros passos, que contava as minhas tropelias, como se tivessem sido ontem, que sempre me chamou pelos meus dois nomes próprios, como se de um único se tratasse. Não cheguei a vê-la nesta minha estadia aqui. Fiz-lhe um adeus da janela, que estava com pressa. "amanhã, passo aí". E o amanhã não chegou porque a porta já não abriu.




quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Portugal vs Irlanda - ainda a bicharada

Há um ano que ando a reclamar do ninho de aranhas em que vivo. Não posso assegurar que a coisa seja tipica da Irlanda ou mesmo, simplesmente, da casa que ali habito. Dizem os entendidos que a culpa é do jardinzinho mesmo à porta e da temperatura amena que, à conta de grandes contas de gás, mantenho lá dentro.
O que eu sei é que, na Irlanda, é raro o dia em que não tenha um encontro imediato com aquele imenso número de patas e aqui em Portugal, nem me lembro quando foi a ultima vez que me deparei com tal cenário.
Por isso, chego cá, fascinada com as temperaturas e o solzinho, fascinada com a minha casinha mais linda, deito-me na minha caminha, feliz e contente, longe desse meu pesadelo.
Até que começo a ouvir. Zzzzzz. Não tem menos patas, acho eu, não me faz gritar (acho que o facto do tamanho de impedir de contar as patas, ajuda), nem sequer me mete nojo. Mas prejudica-me bastante mais.
Na verdade, as aranhas tem mais medo de mim que eu delas e nem se aproximam. Já o ser misnisculo de quinhentas mil patas e duas asinhas, faz de mim, não várias, mas uma única baga andante. E comichão. Caraças, que estes cabrões alimentam-se do meu sangue, se isto não é mais nojento que uma aranhinha, num cantinho da casa de banho, não sei o que será. E nem sequer consigo matá-los (não os vejo, só oiço) e muito menos apanhá-los com uma ceninha comprada no equivalente aos chineses desta vida.
Passei a noite a ouvir zzzzzz, a ser picada e em cima da cama com uma revista enrolada, a saltar cada vez que o cabraozinho (inho só em tamanho) poisava no tecto.
Hoje, acordo e qualquer semelhança emtre mim e o Camões, não é pura coincidencia, é picada de mosquito.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A Balti





terça-feira, 13 de setembro de 2011

De louvar

Para aqueles que andam à procura de emprego, que pelos mails que recebo a perguntar como fazer para trabalhar no estrangeiro, me parece que não há assim tão poucos, vale a pena espreitar aqui.
A Silvia Baptista oferece-se para ajudar aquelas que se encontrem desempregadas e à procura de emprego.
A ajuda dela prende-se com a preparação de curriculos e entrevistas. Tendo em conta que a Silvia faz deste tipo de coisas modo de vida, fiquei agradavelmente surpreendida com a sua iniciativa.

Eu, não tenho sido grande ajuda aos tais mails que recebo, já que a minha vinda para o estrangeiro se processou sem que eu tivesse que a procurar, especificamente.
De qualquer forma, à medida que vou conhecendo pessoal aqui na Irlanda, vou percebendo alguns truques.
Seguindo o exemplo da Silvia, prometo preparar um post com sites e algumas dicas que acho que podem ajudar.

Boa sorte!




segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Baba e ranho

http://m.youtube.com/?rdm=4nv6e6w4k&reload=3#/watch?desktop_uri=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DBpv48BOKSUk%26feature%3Dshare&feature=share&v=Bpv48BOKSUk&gl=IE

Bolas, não me podem enviar estes videos.
Não consigo pôr o quadradinho com o play, porque o meu meio de ligação à net é muito limitado, mas tinha que partilhar isto.



FYI

Cheguei bem e de saúde.
Agora, ando demasiado ocupada a comer o que não devia, a irritar a pele com tanto sol, a ser devorada por mosquitos e a aproveitar para espalhar abracinhos pelos meus.
Acho que as saudades eram mais que as que pensava.

Quero acrescentar que acho que em Portugal, as pessoas são muito mais bonitas. Tudo bronzeadinho, com roupinhas leves, vestidinhos, t-shirt. Também ando a lavar as vistas.



domingo, 11 de setembro de 2011

E-books

Sou, actualmente, uma adepta fervorosa dos ebooks. Gosto muito de ler, gosto de ter a coisa à mão de um clique.
Uma estante com livros pode ser uma bonita decoração. 10 estantes com livros, como se pode ver em casa dos meus pais, já não. E tenho um trauma, devido a um incendio no andar de baixo, que enquanto nao foi resolvido, só me deixou margem para imaginar o que aconteceria às 10 estantes de livros, quando a coisa passasse duma casa para a outra.
Acho bonito e romantico, quando oiço(ou leio) as pessoas dizerem que não as convence, que precisam de folhear, de agarrar, sentir o cheiro, etc etc etc.
Faz-me lembrar quando surgiu a fotografia digital e as pessoas também resistiam, que não era a mesma coisa, que adoravam albuns e mais albuns de fotos, enquanto mandavam revelar rolos de 24 fotos, em que numas 12 tinham posto o dedo à frente da lente, ou tinham ficado desfocadas ou tinhamos ficado com a cara toda torta. Era romantico, só isso.
Eu sou pela futuro, a evolução, os gadgets e a mobilidade.
Ontem fiz uma viagem de 2 horas e meia e comigo trouxe, varios livros em ingles, varios livros em portugues, duas revistas semanais, jogos, filmes, as gilmore girls, musica e ainda, alguns blogues já descarregados no reader, para ler mais tarde.
E tive momentos bem mais romanticos que essa coisa tão gira que é folhear.





sábado, 10 de setembro de 2011

Falta pouco

- mala feita;
- casa arrumada (ai estou tão dona de casa, se a minha avó me visse, senhores);
- despertador programado (quem raio achou que era boa ideia mostrar quantas horas faltam???);
- Balti no seu hotel (e a falta que eu sinto do barulhinho daquelas patinhas, sempre atrás de mim, no matter what);

Falta o humor (e os carregadores, bolas), mas nesse trabalharemos amanhã, durante o voo, que hoje foi um dia muito comprido.
Daqui a umas horinhas, estarei de volta e vou esforçar-me para chegar inteira, que isto agora está tudo esfrangalhado (acabei de inventar uma palavra nova, ainda há esperança).


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Vale a pena ler e perceber, mais uma vez, a grande lição que a Islandia deu ao mundo e como nós, portugueses, temos muito para aprender:

http://sorumbatico.blogspot.com/2011/09/licoes-islandesas.html



quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Pelo sim, pelo não

O meu colega espanhol, há três semanas atrás andava muito cabisbaixo. Era suposto a namorada vir ter com ele à Irlanda assim que terminasse os estudos e em vez disso, mandou-o à fava. O rapaz andava com um desgosto de todo o tamanho.
Três semanas. Três semanas de férias, foi o que lhe bastou para vir feliz e contente, a dizer "he conocido el amor de mi vida. Ya ves lo bien que me he pasado". Já vos disse que isto aconteceu em três semanas?
Bolas, a mim é que não me calham férias destas.
Pelo sim, pelo não, Portugal que me aguarde. Vou já dia 10.

Quando tudo falha

oh Meu Deus que vai ser de mim. Ja não me resta nada. Falha-me tudo. Já nao chega esta puta desta distancia e falha-me o pouco que sobra, aquilo que eu dava como garantido, que nunca me falhava, nem na consistencia de um bom risotto. A minha bimby está avariada.

(isto só não é a serio, porque estou convencida que bem limpinha e descansadinha, a magana me trabalha outra vez).

terça-feira, 6 de setembro de 2011

São tão fofinhos

SOL - Governo espanhol nega risco de resgate financeiro

Vamos avisá-los que também começou assim, em Portugal e na Irlanda?


Mudanças

Tenho a certeza que daqui a uns tempos vou achar a sétima maravilha, vou insistir com os que ainda não usam, vou achar tudo muito mais fácil.
Uma mudança é sempre dificil, para os utilizadores que estavam já acomodados, para os "criadores" que se esquecem de imprevistos ou possiveis erros.
Mas agora, só me apetece mandar o novo interface do blogger pastar uns grandes caracois.




Muda tudo

A miuda agora vai passar a chamar-se Lyoncê Viktorrrrriá. (quantos y's me ficaram a faltar?)



segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Isto é sério

Hoje, ao telefone com a minha mãe:
- pois, as noites, aqui, estão frias.

JÁ? JÁ??? Desde quando é que fiquei disléxica e troco um "continuam" ou um "ainda" por um "já"???

Estou a ficar irlandesa e ainda não sei se, depois, há salvação possivel.




Já seria de esperar

Com duas femeas numa casa, algum dia havia de coincidir estarmos as duas ao mesmo tempo nessa altura, chamemos-lhe, mais sensível.
Assim, esta casa está uma desgraça. Uma ladra para um lado, a outra rosna, para o outro. Eu sou a que morde.




Dublin

Agora que o meu escritório passou a estar a 15 minutos da minha casa tem-me passado, muitas vezes, pela cabeça mudar-me para Dublin. Na verdade, a cidade é bastante mais cosmopolita que onde vivo agora, como tenho ido mais vezes lá, começo a gostar bastante mais da Irlanda (afinal, nem tudo é campo, nem existem só mentes fechadas) e estando mais perto da minha casa, o escritório também passou a estar mais acessivel em termos de transportes publicos. E eu adoro transportes publicos. Sério. Não gosto de conduzir e muito menos à esquerda e considero uma perda de tempo, as horas que se podem passar numa estrada.
No meio de todas estas mudanças, continuo a precisar de mudar alguma coisa e não podendo mudar o que realmente queria, procuro estas pequenas coisas, para me entusiasmar um bocadinho mais. E para me integrar um bocadinho mais, também.
Mudar-me para Dublin teria duas grandes desvantagens. Os preços, que não se comparam com o desta cidadezinha em que me vim meter, mas onde vivo numa casa, com dois quartos, num bairro muito sosegadinho e o facto de deixar de ter tempo para vir almoçar a casa, o que não só me obrigaria a comer na horrorosa cantina, como obrigaria a deixar a cadela muitas horas sozinha.
Para acrescentar, ainda tenho esperanças que algum milagre ocorra, e consiga sair daqui a curto prazo, pelo que evitar mais um contrato, não seria mal pensado.
Em Novembro, termina o meu contrato nesta casa, até lá, acho que vou dar uma vista de olhos nas casas e decidir se o renovo ou não.



domingo, 4 de setembro de 2011

Finalmente

Descobri uma forma de fazer com que a Balti me obedeça e que, tal como tantos me dizem que tenho que fazer, mostrar-lhe who's the boss.
Agora é cruzar os dedos e esperar que ela continue a sonsinha que se porta sempre bem ao pé de outras pessoas. Ainda não estou preparada para rosnar e ladrar em público.





sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Há Portugal, mais português que este?







Apetecia-me tanto. Ou um rissol. Ou um croquete.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Terceiro encontro de emigrantes

Já estou farta. Aquilo não é para mim. É sempre igual: "olá. Prazer em conhecer. De onde és? Ah, já la fui/nunca fui."
Há pessoas que parecem interessantes, há pessoas giras, há de tudo. Mas parecem-me obcecados com estas coisas dos grupos. Também estão no grupo de pesca, no grupo dos solteiros, no grupo do não tenho nadda que fazer por isso papo estes grupos todos. Uma alemã, disse-me estar em 10 grupos diferentes. Gere a sua vida em função destes encontros.
Depois há toda uma aleatoriedade que me incomoda. Nunca se sabe quem vai lá estar. Até dá para ter uma noção, pelo site, mas as pessoas com quem se falou na semana anterior, com quem se teve mais empatia, não são necessariamente as mesmas que aparecem no segundo encontro.
À terceira vez, já estava cansada da lenga lenga, "porque é que vieste para a irlanda, o que eu fazes, bla bla bla bla bla la bla bla".