sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Controlo parental

- Pai, já aceitei o teu convite no facebook.
- Qual convite. Aquilo manda convites?
- O teu convite, para ser tua amiga no facebook.
- Aquilo manda convites? Mas eu só escolhi os meus amigos!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

As doze passas

1. Que a minha roupa páre de encolher;
2. Sair deste não-ata-nem-desata com esse meu grande amor de nome Bloga-mos;
3. Tornar-me numa escritora genial, de preferência em inglês, que diz que traz mais beneficios, sobretudo, no que se poupa em traduções;
4. Que o IVA desça só o suficiente para comer fora todas as semanas, comprar roupa que não seja da Penneys (Primark em Portugal). Por incrivel que pareça, sou moça de gostos simples e nem me consigo lembrar de um terceira cena em que me apetecesse gastar dinheiro, se o tivesse;
5. Que a troika se transforme numa doida, mãos largas e isto voltasse ao Portugalinho do vai-se andando, que é bem bom;
6. Que as passas diminuam de número, que isto dá uma trabalheira do caraças e eu tenho dificuldade em lembrar-me de tanto desejo;
7. Que os irlandeses passem a gostar de marisco e substituir o puto e famoso caril das quintas-feiras, por um belo arrozinho;
8. Que, tal como em Portugal, por cada dia de chuva, haja dois de sol, na Irlanda. Cada dia de neve, devia dar direito a três;
9. Que haja muita saúdinha;
10. Que haja trabalhinho qb. O suficiente para empregar toda a gente, mas não tanto que não permita uma escapadela ao facebook e sair às 5h;
11. Muito amorzinho, que toda a gente quer, mas a minha Balti ainda quer mais - o rato de peluche continua a não dar saída às suas investidas. Já lhe disse que se calhar ele quer é ficar por cima.
12. O último deixo para os meus dois únicos leitores (beijinhos mãe), que bem merecem.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Percepção

Depois de me pôr a enfardar bolos como se não houvesse amanhã, a minha avó acha que estou mais magrinha. Devem ser os ares de Portugal, só pode.

Ainda há razões para acreditar

Feliz Natal

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Post à Arrumadinho, dedicado ao Miguel e ao Prezado

Afinal, que querem as mulheres?
Toda a gente sabe, inclusivé as próprias, o que querem as mulheres. Querem um principe encantado que as beije durante o sono, que lhes saiba a enfiar o sapato no pezinho (até certa idade no sentido literal) e um vestido que não as transforme em aboboras. Se o principe estiver já casado com a Cinderella é mesmo esse que elas vão querer, porque se outra já o escolheu, deve ser mesmo encantado.
Querem o happily ever after, apesar de nunca ninguém lhes ter contado o resto da história.
Ninguém as preparou para a cerveja, os jogos de futebol, a playstation, o puto que chora e a bruxa má que mantém o contacto pelo chat do facebook.
Que o principe vai continuar a despertar, mas porque ressona, que para receber o tal beijo, convém continuar a fazer a depilação, que a fada madrinha não vai transformar a abobora em mais nada, muito menos em sopa, apesar da bimby já ajudar.
A somar a tudo isto, as mulheres têm, ainda, uma especie de sindrome de estocolmo que as faz ver o principe num lobo mau.
Simples, não é?

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Como encontrar o homem dos seus sonhos

Agora que o Arrumadinho resolveu escrever as suas justificações relativamente à ideia, e posterior cancelamento, do famoso e polémico workshop é que me apeteceu pronunciar sobre o assunto.
Se eu já desconfiava que este rapaz não sabia bem o que estava a fazer, esse seu post confirmou-me. Para quem lê o moço e ainda não percebeu, o facto de ter cancelado tão facilmente o workshop e de lidar tão mal com a critica alheia, prova a falta de segurança naquilo que está a fazer.
Mas o que me preocupa é o facto do rapaz dar a mão à palmatória, mas não pelos motivos certos, mas sim porque assim a coisa já não lhe dá prazer, blablabla, pardais ao ninho, "assim já não quero brincar".
Eu, faço-lhe o apelo, que leia cada uma das coisas que planeou ensinar e quantifique em quantas identifica a sua mais que doce. Teve ela que utilizar artefactos para se mostrar interessante ou, no seu ponto de vista, é-o naturalmente? As 40 pessoas que se inscreveram e o formador deviam pensar nisto.
O próprio rapaz contradiz-se nuns posts anteriores e, de forma bastante mais acertada, explica que o que não interessa a uns, agrada a outros, aquela que não se revelou a sua cara metade, terá, mais tarde, sido a cara metade de outro.
Eu tenho a teoria, e um ano de Irlanda confirma-me, que em Portugal, em muitos aspectos vivem-se ainda resquícios duma ditadura históricamente recente. As relações homem-mulher não são excepção. No tempo do Salazar, uma vez que as opções de estudar ou trabalhar eram muito poucas e consideradas imcompatíveis com a vida familiar, para uma mulher sobreviver tinha que arranjar marido. E para isso vivia. Desde tenra idade aprendia a ser uma fada do lar. Essa era a sua missão e vocação. Aprendia que o homem estava sempre primeiro, que era fisica, biologica e socialmente superior e por isso, a mulher tinha que ser aquilo que qualquer, ou talvez um homem especifico, quisesse. Resumindo e baralhando, para "ser alguém", a mulher tinha que arranjar um homem. E isso é o que eu leio no plano de trabalhos do tal workshop. Qualquer semelhança entre aquele sumário ou o indice da sebenta de "economia do lar" não é pura coincidencia.
Este menino conta-nos que já escreveu umas larachas por mail e já ajudou muita gente e por isso sente legitimidade em falar do assunto. E eu pergunto, quantos de nós não aconselhámos já uma amiga ou um amigo? E as coisas até se resolveram, deram certo ou deu para o tordo e pudemos pensar "eu bem te avisei"? Faz isso de nós verdadeiros gurus do amor? Este menino esquece-se que quem paga por uma coisa destas, não o faz por achar que o orador é o supra-sumo. Fá-lo porque está desesperado. E levará à letra e ao extremo, tanto aquilo que o homem aparentemente bem casado, lhe diz, como o horoscopo do correio da manhã. Este é um terreno perigoso para ser abordado com tamanha leviandade.
Acho piada quanto às justificações da virgem ofendida, relativamente ao preço da coisa. Pelamordasanta, alguém faz alguma coisa de graça? Essa polemica foi criada pelo próprio, quando dá um valor estimado por causa do IVA. Afinal de contas o rapaz até ia perder dinheiro com a coisa e mesmo assim tinha que pagar IVA. Aqui se perderam, duas belas oportunidades para se estar calado. Não condeno, sobretudo, em tempos de crise, aqueles que ao verem uma oportunidade de negócio, a aproveitam. Provavelmente, sr. Arrumadinho, até ter ganho o primeiro milhão, também o Dr. Phil foi gozado e criticado. Por isso, este recuo revela apenas falta de maturidade, convicção e segurança. Pondo os olhos no exemplo da própria mulher, constata-se como soube, ao longo dos anos, rentabilizar publicidade negativa. Bem me lembro como era criticada pelas criticas que fazia aos vestidos dos tapetes vermelhos desta vida e nem por isso o deixou de o fazer. E quando os tais "haters" se começaram a multiplicar e levava os seus comentários ao escrutinio dos leitores do blogue, destilando mais odio e adoraçao.
Pelo que vejo, enquanto blogger que quer rentabilizar (ainda mais) o blogue, o Arrumadinho, tem ainda muito que aprender e há duas coisas essenciais que ainda não percebeu. Que um terço das suas visitas se devem exclusivamemte ao facto de ser do genero masculino, porque há um qualquer fenomeno blogoesféfico que leva a que essa seja condição suficiente (mas não necessária) para ter algum sucesso e que os outros dois terços, se devem ao facto de ser casado com a blogger com mais visitas em Portugal.
Posto isto, eu voto no cancelamento do outro workshop, o dos blogues.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Vou só ali apanhar um avião

Para Portugal. Venho já.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Resumo do dia passado em Dublin

Foda-se, 'tá frio!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Workshops

E quando já estava a ficar cansada de tanto zumzum, eis que me deparo com o melhor post sobre o assunto.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Resumo dos meus jantares de natal

Quem é que disse às irlandesas:
- que tinta laranja no corpo dava efeito bronzeado?
- que sendo tão branquinhas e ruivinhas, um vestido branco com collants brancas é que lhes ficava mesmo a matar (em cima da tinta laranja)?
- que para coxa grossa, saia curta?
- que andar em cima de andas (e não me venham dizer que são peep shoes ou puta-que-pariu o que lhes chamam as fashionistas desta vida. Não chega ter nome para ser giro) é elegante?
- que à falta de Canarval, o Natal é um bom momento para se andar mascarado?
- que com as temperaturas que por aqui se sentem, a utilização dum soutien é desnecessária?

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Bilingue

Posso considerar-me fluente em espanhol depois de ter dito:
"te voy a tomar por culo".

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Blogo-tos, Blogo-tos

A Pseudo, já imbuida pelo seu grande espirito Natalicio, lançou o apelo, para encontrar companhia feminina e disponível para o seu mano, o Bloga-mos. Sem saber bem como, nem porquê, esta que vos escreve viu-se, a determinada altura, à frente na corrida. Eis senão quando, ainda sem saber bem como nem porquê, a luta passou a estar renhida (vide comentários). Alto e pára o baile! Que gaja que é gaja, não deixa isto ficar assim!
Agora que está a coisa contextualizada e depois de intensa pesquisa à Happy e ao Dating or Dummies, vejamos como agarrar este homem.

Começo já com 3 premissas. Diz que se deve dar trabalho qb à presa ao menino, que se deve ser natural e que se deve guiá-lo àquilo que interessa que saiba, que isso dos defeitos fica só para depois do casamento e terceiro filho (ups, salta esta ultima parte, Bloga-mos, que sobre isso teremos muuuuuito tempo para falar). Sendo assim, para que este rapaz perceba que isto é coisa do mais natural que há e que desde sempre eu era já a companhia dos seus sonhos, deixar-lhe-ei os links para posts antigos, que não deixam margem para dúvidas, que está perante um único e raro exemplar.

- Diz que devemos fazer olhinhos de carneiro mal morto, ou tipo gato das botas do shreck, para que tenham vontade de nos dar colinho e tratar de nós. Para isso, basta o meu último post e ficamos por aqui, que diz a Happy que se for demais enjoa.

- Diz, também, que devemos mostrar sentido humor. Ui, quantos posts estarão aqui para mostrar isso. Tem para ar e vender. Opto, por um dois em um, mostrando-lhe também o meu CV amoroso.

- Diz ainda, que devemos mostrar-nos independentes (porra, olhinhos de carneiro mal morto, independência, acho que não precisava desta Happy, mas sim dum curso de malabarismo no chapitô) e se há coisa que eu sou é uma mulher que só precisa de homens para aquilo que eles servem.

- Que se deve mostrar interessante e inteligente. Olha só as coisas que sei!
- Que deve ter bom gosto.
- Que deve ser activa.
- Que é sexy. O título deste post chega ou é dar a coisa de bandeja?

Posto isto, Pseudo, manda lá a foto que já mereço.


Errar é preciso

Enganei-me. Outra vez. Enganei-me quando acreditei que uma mudança para a Irlanda seria a melhor coisa que me poderia acontecer. Talvez ainda venha a ser. Pelo caminho, bati no fundo e passado um ano, mudei de posto na empresa. Deixei, assim, de lado e, por agora, as viagens, a minha querida cidade madrilena e um certo estimulo intelectual que esta nova função não oferece. Vantagens: procuro esse estimulo noutro lado, com o mesmo ordenado.
Enganei-me em relação ao prof de inglês. Aliás, acho que ele é que se enganou até ter descoberto a francesa. As conversas existencialistas, madrugada fora, mantêm-se. Vantagens: a mim, que andava meia assexuada, demasiado ocupada com merdas que não interessam nada e que não cabem no blogue.
Enganei-me em relação a Dublin. Afinal, tem mais que o frio e a fabrica da guiness. Vantagens: deixei-me surpreender sem expectativas. Acho que hoje em dia é raro não se alimentarem expectativas, boas ou más. Não existe isso da tabua rasa ou folha em branco. Quando damos por nós a preencher aquela que estava efectivamente vazia, incluimos nas nossas vidas, o factor surpresa, que não mais tem para ser dito, que apenas um é tão bom, que é mesmo.
Enganei-me em relaçao a muitas coisas na minha vida. Pessoas, trocos, gramáticas e matemáticas. Ao contrário do que seria expectável, acho que erro mais à medida que envelheço ou a percepção trai-me a memoria e parece-me tudo infinitamente mais grave ou pesado ou com mais impacto.
Enganei-me, esqueci-me, não importa. Já dizia aquele que achava que me ia ensinar a conduzir o seu velho mercedes, "as referências não importam, a distância do passeio também não. Não à primeira. Importa sim, saber corrigir". E se até esta alminha, às vezes acerta, qualquer um de nós o faz.