terça-feira, 29 de maio de 2012

O amigo do meu colega espanhol

Nosotros, los españoles, siempre nos cagamos primero en nustra madre, solo después en las dos demás.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Eu e os homens

Aqui na Irlanda tenho, praticamente, só tenho amigos homens. O que é uma merda, por vários motivos, mas principalmente porque os outros vêem romance em tudo. E parece que a minha habitual frase, É SÓ UM AMIGO, não convence ninguém. E isto irrita-me, mas a sério. Raisparta, não posso falar com ninguém? Não sei se é dos 32 anos (serão completados esta semana, fica o lembrete) se é de estar sozinha na Irlanda.
Ele é o colega de trabalho, o professor de inglês, o novo amigo português, qualquer especimen masculino que se digne a aproximar. Gracas a Deus que tenho uma cadela, senao nem sei que iriam as pessoas pensar.
Alguém se lembra, nos seus tempos de aulas de alguma relação entre aluna/professor? Apesar de soar muito kinky e de, volta e meia, ser noticia no correio da manhã, nunca foi coisa que eu visse muito. O unico caso que conheço, andavam as alunas todas apaixonadas pelo prof (C., não vale a pena vires desmentir agora, que eu bem me lembro) e ele lá se ficou por uma, para passados anos e anos de vivência em comum, deixá-la pela brasileira que conheceu pelo facebook. De resto, os professores são pessoas muita chatas, que querem sempre trabalhos de casa, passam a vida a corrigir-nos, mandam-nos ler em voz alta textos que não interessam ao menino Jesus e chateiam-se só por chegarmos meia dúzia de minutos atrasados. Na realidade, de kinky aquilo não tem nada. (btw, quem lê este blog sabe que já houve um prof particularmente interessante, mas informo desde já, que já não se trata do mesmo. Esse era muito relaxado e nao queria saber de trabalhos de casa nenhuns.).
Os restantes homens, um é gay e outro é o que descrevo no pos anterior, ou seja, é tudo muito poucachinho para mim.

domingo, 27 de maio de 2012

Alguém me explica

Não consigo entender um português que explica a um Irlandês que Lisboa é um sitio a evitar. Que só lá passa quando tem que ir do Porto ao Algarve, mas se pudesse, nem isso.
Não consigo entender um português que enche o peito para dizer que o Algarve não é Portugal, quando alguém lhe diz que já lá passou férias e gostou muito.
Não consigo entender um português que não se orgulha dum filho de portugueses, que se identifica como português e da sua bem sucedida cadeia de restaurantes na Grã Bretanha, só porque os ditos paizinhos portugueses o tiveram em Africa do Sul.

Passo-me a cada frase destas proferidas. E não são poucas. Apetece-me bater-lhe, abaná-lo, esganá-lo. E ainda não consigo definir esta atitude. Vista curta?

terça-feira, 22 de maio de 2012

parece que, segundo a TMN, nao é "até já" mas sim um "vamos lá"


Tenho que confessar que ando fartinha deste blogue, que é como quem diz, fartinha daquilo que eu própria tenho feito dele.
Nao ando contente com o que escrevo e sinto-me longe do objectivo inicial a que me tinha proposto.
Nao acabo com ele, porque me conheco a mim propria e sei que o vicio é maior, mas se seguisse o impulso que estou a sentir agora era menina para apagá-lo.
Por agora, vou só deixar a ideia a marinar e ficar um pouco mais calada.
Isto é coisa que tanto pode durar 10 minutos, como um mes, mas agora, queria só escrever se me lembrar de algo absolutamene genial ou que, nao o sendo, me de prazer a mim própria.
Venho já, que ideias geniais, podem tardar mas nao me faltam.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

All in



Oh meus ricos amigos facebokianos, antes de se enchofrarem todos com a adidas e falarem mal do hino, dos publicitários que o criaram, das pessoas que nele participam, vejam lá a coisa com mais atencao.
Esta porcaria é uma paródia aos hinos da Galp desta vida.
Para quem nao ve a coisa á primeira eu explico:
- Acho que bom ou mau, o Paulo Vintem abana um bocadinho menos a cabeca quando danca:
- A gaja cujo o nome nao sei, mas que conheco do programa "O ultimo a sair" esta consciente que nao está na hacienda K nao sei do que, da margem sul;
- O Boinas sabe que na sua t-shirt está a bandeira de Espanha;
- Os jogadores estao mais interessados em ler o jornal.

Eu, pessoalmente, acho que esta genial. É bom de tao mau que é e o criativo que teve esta ideia, merecia as tais bolas douradas distribuidas ontem.

O buzz, pelo memnos, está criado e os armados em intelectualoides escrevem no seu proprio blogue a explicar a piada inteligente, os outros, partilham no facebook a criticar.
É só a mim que isto parece obvio?

domingo, 20 de maio de 2012

Ainda sou gente

Durante cerca de um ano fui vitima de agressão psicológica. E esta é uma frase que ainda me custa escrever. Tudo aquilo que não é físico nem palpável é difícil de classificar e, ao escreve-la, estou apenas a citar uma psicóloga, uma medica de clinica geral, uma enfermeira e um director de recursos humanos. Por serem tantos, acredito um bocadinho mais. Porque de resto, eram só palavras e não é suposto palavras afectarem-nos tanto. E eu sinto-me fraca por tê-lo permitido.
Durante um ano, chorei dia e noite. Deixei de dormir para chorar, tentei trabalhar enquanto escorriam lágrimas que me impediam focar o raio do monitor. A minha auto-estima reduziu-se a abaixo de zero. Puseram-me de baixa por exaustão e falaram-me muitas vezes num tal de limiar de depressão. O meu maior pesadelo, por ser uma doença que tenho muita dificuldade em entender. Dizem-me que não cheguei lá e que devia congratular-me por isso e eu não consigo. Fiquei 6 semanas numa casa, que não é minha, que vejo apenas como ponto de passagem e como moldura a uma situação que me deixava infeliz. 6 semanas sem febre, tosse ou qualquer sintoma dessas doenças que me faziam sentido a mim essa coisa de não ir trabalhar. Tive que tomar medicação que, segundo me disseram, não era forte e servia apenas para me permitir descansar.
Acabei por conseguir limitar o contacto com o agressor. Ainda o vejo e ainda o ouço, mas já não lhe é permitido atacar-me. Por vezes, provoca-me, deixa frases no ar, vitimiza-se ele próprio e aquilo que eu sinto são dores físicas. Sim, físicas. Esse é o poder das suas palavras.
Gostava de dizer que ainda estou a acordar desse pesadelo. Custa-me dizer que já acabou, porque deixou um amargo que temo que fique para sempre. Porque me sinto descolada daquilo que acredito que sou, como se me visse por fora. E de fora, a imagem nem sempre é bonita.
Acordei desse pesadelo a sentir-me menos gente. Com mais 10 kilos, sem amigos e naquela casa que não é minha, mas onde durmo há ano e meio.
E é por isso que a verdade, essa historia da força de vontade ou falta dela, a gordura, as roupas e essas coisas todas me são, actualmente, um ponto fraco. Não ajudam a sentir-me gente.
A melhor ideia que tive, depois de arranjar a cadela mais linda do mundo, foi desistir da dieta.
Poder sair com aqueles que poderão eventualmente vir a ser amigos, sem restrições alimentares ou alcoólicas fez-me sentir um pouco mais perto daquilo que sempre fui, antes de toda esta história. Poder beber, e aqui admito que sou dessas que se diverte muito mais com um copinho na mão, sentir-me mais desinibida, dizer as minhas piadas e sorrir, foi o melhor que já fiz desde que me mudei para Irlanda. No final da noite, ainda ganhei uns beijinhos do miúdo giro que costuma estar encostado ao bar e que nunca durante dieta me permiti mostrar interesse.
E senti-me gente. Outra vez.

Um blogue com vida

Eeste é um blogue que nos conta a história de um cancro, na primeira pessoa. tinha mil e uma coisas a dizer sobre o mesmo, mas tudo me parece demasiado cliché ou demasiado pequeno, para a grandeza das palavras que li.

Vale a pena ler e ganhar uma nova perspectiva de vida e, porque não, de nós próprios.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Notas soltas

-          Estou doente;
-          O mega fim de semana de regabofe que se adivinhava dentro de uma semana e meia, com a amiga que vinha visitar, teve que ser adiado;
-          Desisti da dieta e essa foi a melhor ideia que tive desde que vim para Irlanda;
-          Continuo a comer sopa e salada que nem um coelho, mas acompanhada duma bela massa com natas. Ou pizza. Ou como a mixordia que fiz no outro dia, com batatas, bacon, bechamel e queijo. Ou alcool, o verdadeiro motivo da desistencia.
-          Também continuo com o meu exercicio fisico ás 7h da manha e vejo resultados. Nao no peso, nem na roupa, digamos que é em termos de densidade.
-          Deixei a dieta, comi, bebi, mas nem por isso deixei este raio de obsessao que nao me permite escrever sobre absolutamente mais nada e, acredite-se ao nao, ate se vao passando coisas interessantes, sendo algumas delas dessas que tambem queimam calorias;


quarta-feira, 16 de maio de 2012

O chamado servico público

Este fim de semana, tenho que ir á primeira comunhao dum puto. Apesar do puto ser portugues, a familia está a seguir todas as tradicoes irlandesas. Posto isto, resolvi perguntar ás minhas colegas como é que a coisa se faz por aqui, o que se oferece, o que se veste, etc.
Pois fui informada que, se a pessoa for convidada para a igreja, como é o meu caso, deve levar um vestido tipo casamento, MAS, atentai pessoas que leais este blogue portugues, que devem ser duas, mas nunca se sabe quando terao que assitir a uma primeira comunhao, na Irlanda, nao se usa chapeuzinho.

Um ano e meio depois, ainda tenho muito que aprender.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Lixada com F grande

Uma das pessoas de quem mais próxima acabei por ficar, nesta minha aventura por terras irlandesas, voltou hoje para o seu país, muito provavelmente, de vez.

Mas não partiu sem antes espalhar agradecimentos e presentes pelos colegas. Ele foi garrafas de champanhe, "obrigada por teres sido tão simpática", garrafas de vinho, "obrigada pela ajuda", flores, comida e sei lá mais o quê.

E agora, a pergunta para queijinho: tendo em conta que jantou na minha casa fim de semana sim, fim de semana não, que lhe dei boleia diariamente para o trabalho, quando esteve lesionada, que saímos muitas vezes juntas, e essas coisas todas que duas amigas fazem, qual foi a despedida que me ficou reservada?

Nenhuma. Nem uma mensagem, um telefonema, nada. Rien de rien.

Isto do peso é como a idade

O que interessa é como a pessoa se sente.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Oh meus amigos, se uma pessoa nao vos atender o telefone a um sábado de manha, isso pode dever-se a varios motivos. Estar a dormir, estar a tomar duche, nao lhe apetecer atender o telefone a ninguém, pode estar até a fazer o amor e, por isso, estar demasiado ofegante para falar.
UMA chamada nao atendida nao é motivo suficiente para ficar chateado com o destinatario e muito menos é motivo para ir a correr bater á porta dessa pessoa.
Eu nao estava a fazer nenhuma das coisas acima citadas.  Pura e simplesmente tinha o telefone sem som e andava ali por casa nos meus afazeres. Mas podia. E talvez seja eu que seja demasiado picuinhas, mas a mim pareceu-me um bocadinho invasao de privacidade.
E nao responder no facebook ainda é menos motivo de alarme, é que eu nao passo lá o dia, sabem?

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Cinco semanas depois

De andar a levantar-me às 6h30 da manhã, para fazer exercício, eis que tenho a primeira lesão.
Tenho o gluteo inflamado.

What’s the point?

Uma pessoa aturas-lhes os maus humores, o ressonar durante a noite, apanha-lhes a roupa do chao, os sapatos do meio caminho, aceita as saidas com os amigos, as bebedeiras que aumentam a amplitude sonora do tal ressonar, lava-lhes a roupa intereior e para que?
Para daqui a uns tempos ele achar que lhe falta qualquer coisa, que afinal nao é feliz, que perdemos o fulgor sexual depois de lhes lavarmos as cuecas, que estamos demasiado cansadas depois de noites a fio a ouvir o ressonar para sair á noite. Para daqui a uns tempos, a que nunca o viu cortar as unhas dos pés dar-lhe mais atencao, a mais nova o acompanhar ou simplesmente descobrir a liberdade de nao ter horas para chegar a casa, apesar de nós termos tido sempre o jantar a horas?
Vale a pena? Bem sei que nós até podemos ser piores, temos a neura do mes, queremos falar com as amigas ao telefone, também podemos ser dessarrumadas (o meu caso), mas de que e que vale o esforco, a dedicacao, a entrega, se vai sempre, sempre, aparecer qualquer outra coisa.
Nao sou eu que o digo. Sao as estatisticas. Eu cá so as aceito e aprendo a viver de acordo. Cá paredes meias, para mim nao.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Este ano vai ser assim



As minhas amigas dizem que é pior, que chama mais atencao e pardais ao ninho.
Quero ca saber, eu nao quero é que estes pneuzinhos (olha o eufemismo) que se instalaram nao ganhem vida e por isso nao há cá sol para eles.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Sao dois quilinhos, sff

Só pela quatidade de vezes que recuso chocolates, scones outras merdas, neste escritorio, já merecia.