quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Em roma, sê romano


Sou das tais que nunca percebeu a tentativa de importar o halloween para Portugal.
E mesmo aqui, na Irlanda, onde não há cá carnavais, não percebo bem a piada.
No Domingo, enquanto tentava chegar a um jantar tranquilo com amigos, tive que passar por cima duns quantos comas alcoolicos, mal mascarados.
Se há quem não perceba, a malta semi despida em Torres Vedras, aqui, com a temperatura perto dos zero graus, ainda se percebe menos. Estive quase para tirar uma fotografia a uma cat woman, mas em renda, mas a gaja topou-me e eu tive medo dela. É que é preciso cabedal para se aguentar tamanha falta de roupa, numa noite irlandesa.
Ainda assim, confesso, a cena dos putos virem cá a casa pedir os doces, é absolutamente deliciosa. Tirando o puto que me pediu alcool e a outra que me pediu tabaco, são tão fofinhos.

I rest my case

Ao telefone
Mae: o manolo já está em casa. É tãaaaaaoooo giro.
Eu: tou tramada.
Mae: será que se pode ver mais fotos?
Eu: sei lá, talvez no arrumadinho
Mãe: ah. Vou procurar o arrumadinho.
(...)
Mãe: já encontrei. É tãaaaaaooooo giro.
Eu: o arrumadinho?
Mãe: não, o cão. Mas viste as calças do pijama do arrumadinho?
Eu: são vermelhas?
Mãe: são de xadrez
Eu: muito melhor.
Mãe: porque é que lhe chamam arrumadinho? É a pipoca?
Eu: sei lá. É o nome que ele escolheu para o blogue.
Mãe: ele chama-se a ele próprio arrumadinho? Aaahhhh....

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Desvios

Esta semana fez dois anos que me mudei para Irlanda. Em tom de comemoração, resolvi repescar um post sobre o assunto. E não foi preguiça, acreditem. Tive que ler uma data de porcarias escritas por mim própria e é com muita pena que constato, sou uma seca.

De qualquer foram, gostei deste post, em particular, ao qual hoje, mudaria muito pouco. Talvez apenas a cena da data final. E é por isso mesmo que é interessante. É a minha prova de que vida dá muita voltas.

"You can't go home again, diz Thomas Wolfe, no titulo de um romance. 
Li isto há dias num comentário num outro bloque e fiquei a pensar nisto. 
A minha primeira reacção foi de negação. 
São muitas as vezes que, vivendo na Irlanda, penso que só quero voltar para casa. E acredito que um dia será possível".
Isto, às vezes, é duro e durante algum tempo, só me apeteceu fechar os olhos e esperar que passasse ou que, por algum milagre, me teletransportasse para casa. 
Quando decidi abraçar este desafio, fi-lo, por achar que iria encontrar algo melhor. Economicamente, profissionalmente, pessoalmente. E à primeira contrariedade, esqueci-me desse meu objectivo. 
Achei que isto não trazia nada de bom, nem nenhuma transformação na minha pessoa. 
Até que dei por mim a pensar, na quantidade de vezes que aprendo algo no trabalho e me ocorre como me daria jeito no meu antigo trabalho. Hoje, não o faria da mesma forma. Assim, como, não consideraria os mesmos pressupostos para aceitar um novo emprego. E outras transformações, mais pequeninas, menos visíveis, vão ocorrendo, sem que eu me consciencialize delas. 
Aprendi que, se tudo nos corre mal, temos que procurar um denominador comum e, muitas vezes, muito provavelmente, este denominador somos nós mesmos. 
Se todos têm medo de falar connosco ou, pelo contrario, todos sentem a liberdade de nos falar de qualquer forma, temos que mudar a nossa estratégia, a imagem que transmitimos. Deixar o ataque como defesa ou a defesa como ataque. 
Foi preciso mudar de pais para perceber isso, mas percebi e, ao mesmo tempo, relembrei o meu objectivo inicial. Melhorar. Sendo esse o objectivo principal, porque não começar por mim própria? 
Delineei o meu plano. Hoje, posso dizer qual vai ser o meu ultimo dia aqui. Qual a data em que vou regressar e como vou sobreviver. Um plano a longo prazo tem desvios e eu estou bem consciente disso, mas pelo menos, tomei as rédeas e deixei de esperar por outros ou por milagres. Quem esta mal, muda-se. A si própria se for preciso. "




domingo, 28 de outubro de 2012

E quando eu achava que ainda havia solução

A minha mãe liga-me, a um Domingo de manhã, num tom aflito:
- o Manolo está doente!

Sim, o Manolo é o cão da pipoca, pessoa que nem eu, nem ela, conhecemos de lado nenhum.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Carta à pipoca e ao manolo

Querida pipoca,

Ouvi dizer que vais ter outro animal de estimação e achei que podia dar-te umas dicas. Bem sei que com o primeiro tem sido tudo muito fácil, mas lamento informar-te que um cão não se entretém sozinho a brincar aos blogues.
Não importa o outfit com que os vamos passear ou mesmo o que lhes vestimos, eles vão sempre aparecer, uma vez ou outra, com cenas na boca. Infelizmente, não vão ser workshops fofinhos. Hoje, por exemplo, a minha Balti mais linda, trazia uma cena branca com manchas vermelhas. E tive sorte, não era um penso higiénico, apenas um guardanapo a enrolar comida podre. Nestes casos, não vale a pena esperar que o animal se canse ou atirar-lhe pauzinhos ou livros do Ken Follet, temos mesmo que pôr a mão na massa, para não lhe chamar outra coisa.
Normalmente, no dia a seguir a guardanapos com comida podre, voltamos a ter que pôr a mão na "massa", mas num estado mas liquido do que seria desejável.
Dizem que o cão acaba por se formar à nossa imagem e eu até concordo, mas só até certo ponto e seguramente, não tanto como o teu primeiro. Nunca se porá a ler a vogue, nunca usará calças vermelhas por iniciativa própria, nem irá ao freeport escolher outfits. Tenho a certeza que será um alivio, quando perceberes o beneficio de ter em casa, alguém que percebe menos de homens que tu e que nunca escreverá um livro com base na própria experiência.
Ao contrário da experiência que tens tido, É importante que o animal de estimação perceba que não é igual a nós. A minha cadela não come comigo, nem dorme na mesma cama. Bem sei que às vezes sabe bem ter quem nos aqueça os pés, mas a mim, às vezes apetece-me dormir com outro tipo de companhia, que é como quem diz, não me apetece dormir muito e ter um cão no meio não dá muito jeito. Não tenho duvidas que o arrumadinho te dá noites muito bem dormidas e que não faria muita mossa ter o cão a dormir no meio de vocês, mas sei lá, às vezes, há dias de sorte.
Como não és propriamente uma dona de primeira viagem, acredito que vai correr tudo bem.

Desejo-te mais sorte com o manolo.
Beijinhos,
clara

terça-feira, 23 de outubro de 2012

As soon as possible

Eu confesso, sou como todas as gajas. Às vezes, passa-se-me pela cabeça que até gostava de ter um namorado. Ou pelo menos, gostar de gajos menos complicadinhos. "agora não sei bem o que sinto", "agora já sei", "ai, espera, que se me encravou a unha do pé, não é boa altura para compromissos sérios". Porra, esta merda tem que ser mais fácil. Já ouvi dizer que às vezes é muita fácil.

Mas depois lembro-me que a ultima vez que li algo do género, foi há uns anos, nas vésperas da pipoca casar, no blogue da mesma. Não tenho dúvidas nenhumas que o Arrumadinho é fácil em muita coisa. Mas será fácil tirar-lhe a calça vermelha? Será que o caixinha de óculos, que corre com o calção de lycra, é capaz de montar determinadas mobilias de quarto? Naaaaa, prefiro complicado.

Porque eu mereço

- depois da máquina de lavar nova, ter 500 quilos de roupa para lavar;
- partir um dente no momento em que se deu uma facadinha na dieta, com rebuçados;
- ter um arranjador de máquinas que usa calças descaídas;
- ter uma cadela que acha que para se conhecer mesmo bem um animal, deve-se cheirar acima das calças descaídas;
- ir à casa de banho ao mesmo tempo que a mete-nojo-cor-de-rosinha e ter que ouvir o seu trabalho intestinal;
- ter que ouvir a colega com obesidade mórbida, contar, com muitos detalhes, a primeira noite com o mais recente namorado.

Boa semana para vocês também.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

O BILF


Ontem tive a oportunidade de conhecer pessoalmente aquele que foi eleito o BILF 2012.
Para quem não sabe BILF é o blogger I would like to fuck (passo a expressão), uma iniciativa promovida pela Polo Norte já há uns 3 anos. Há uns quantos bloggers masculinos nomeados e depois há umas miudas (e outros que tais) que votam no blogger que, não conhecendo, só por aquilo que o gajo escreve, viam-se capazes de dar umas cambalhotas e outras acrobacias com o dito.
Não conhecendo pessoalmente os outros nomeados, posso dizer que não foi mal escolhido. Eu achava que me ia aparecer um gordo, de oculinhos, borbulhento, daqueles que são absolutamente brilhantes, mas atrás de um ecrã.
E afinal não, o gajo até é giro. Estou até convencida que as irlandesas já o nomearam para PILF 2012, Portuguese I would like to fuck (mais uma vez, passo a expressão). A ele e a todos os latinos que deambulam pela ilha, mas isso agora não interessa nada.
Aflito de seu nome, pareceu-me que são poucas as coisas que o afligem. As cenas que escreve no blogue devem ser mesmo uma aflição, que ele tem mesmo que deitar cá para fora, de tão raras.
Depois de muita publicidade ao restaurante que tinha escolhido para jantarmos, de voltas e voltas para encontrar o restaurante, "tenho a certeza que fica entre duas pontes" (alguém sabe quantas pontes há em Dublin? Muitas.), de me explicar que era tão bom, tão bom, que tinha mesmo que se fazer reserva, batemos com a porta na cara, porque ele não a tinha feito.
Resolvida a questão do restaurante, passámos à conversa. Não me perguntem se é falador, simpático ou qualquer outra coisa. Uma miúda que vive há dois anos, na Irlanda, não pode desperdiçar uma oportunidade destas para falar em português. Falas para a próxima, Aflito. O que posso dizer é que é bom ouvinte. 80% do tempo. Os outros 20, coitado, passa-os a focar na rabo da empregada brasileira. Acho que ele tem miopia e que devia estar a tentar ver a marca das calças, para depois sugerir à irmã. Não vejo outro motivo.
Desengane-se quem tiver a expectativa, como eu tinha, que, ao vivo e a cores, o miúdo se acanhe quanto ao humor negro. Népias. Politicamente correcto não é com ele. Recuso-me a citar aqui algumas das piadas, porque não me apetece receber insultos, pelo facto de ter soltado uma gargalhada. Correcto ou não, dou a mão à palmatória, o gajo tem piada.
Finalmente, um conselho para ti, Sr. Aflito. Isto de levares a casa uma miúda que não conheces de lado nenhum, sem ser através do blogue, que te conhece como o BILF (que já todos sabemos o que quer dizer), porque te esqueceste do casaco ou do comando, é uma acção de alto risco. Tiveste sorte porque era eu. Presumo que o facto de me teres feito andar quilometros e quilometros, primeiro à procura do rstaurante, depois à procura de segundo restaurante e ainda à procura do pub onde se possa conversar (que, obviamente, nunca encontrámos) tenha sido uma boa estratégia.

sábado, 20 de outubro de 2012

If it's too good to be true...

Máquina de lavar nova para substituir avariada. Entregue precisamente no dia que tirei de ferias para estar em casa a vegetar. Máquina nova não funciona.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Tao tontinha, benzádeus

Esta dieta que eu ando a fazer é uma espécie de franchisado, que existe na Irlanda, em Inglaterra, nos Estados Unidos e sei lá mais onde.
Isto significa que há milhares de blogues e sites com receitas, testemunhas, etc e tal.
A senhora, vai descrevendo o seu dia-a-dia, partilha receitas e, recentemente, todos os dias, um motivo pelo qual tem que emagrecer, para se manter auto-motivada. Identifiquei-me logo. Foi logo para o meu reader.
No outro dia escreveu, que uma das motivacoes, era poder voltar a usar vestidos. Ahhh, eu também. Ando ha que tempos a namorar um vestidinho, que ficaria mesmo mesmo bem, se eu perdesse mais um kilinho ou dois. Tres, pronto.
Depois, escreveu que queria voltar a usar saltos, porque actualmente, o peso dela é demasiado para os seus pes. Ahhh, deve ser por isso que ultimamente me custa mais usar saltos. Devem ser estes 5 kilos que ganhei no lombo, ali a pressionar os meus pezinhos 34 de cinderela (e nao o facto de ter descoberto o maravilhoso mundo dos saltos rasos, quando descobri o horroroso mundo da neve).
Percebo perfeitamente esta senhora. Tal e qual.
Até hoje...
Hoje a senhora escreveu que outro motivo para emagrecer é nao voltar a ter que passar a vergonha de pedir uma extensao para o cinto de seguranca, num voo, nem ter que comer a refeicao, num tabuleiro, que fica inclinado, apoiado na sua barriga. Fuck. Quésta merda?
Caguei na dieta.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Pessoas que me irritam

- pessoas que acham que só posso falar de política ou de economia, se for a guru da coisa e tiver a solução para todos os problemas. Quando levo o carro ao mecânico, se ele não me resolver o problema, eu não deixo de poder reclamar de um mau serviço, pelo qual paguei, só porque não faço ideia que raio é uma vela. Os meus impostos, entre outras coisas, pagam o ordenado dos que governam. Pago por um serviço que eu própria não sei fazer e, nem por isso, deixo de ter a percepção de que estão a fazer um bom ou mau trabalho.

- pessoas que dizem a outras (a mim não, que de encalhada já não passo) que têm que ter bebés, porque já têm não sei quantos anos e depois um dia querem e depois já conseguem. Desde quando trazer uma criança ao mundo é como os saldos do freeport, "deixa-me cá levar esta blusa, que para a semana pode já não haver".

- pessoas que pragmatizam romances dos outros com requisitos mínimos. O gajo não faz e acontece? Não te manda flores todos dias, não sabe escrever ao melhor estilo Fernando Pessoa num sms, não te pede em casamento, não vive contigo, não te faz bebés, parte já para outra. E gostar de alguém com defeitos ou não? Desde quando passou a ser tão fácil apanhar um autocarro logo a seguir ao outro, com um unico destino como objectivo?

- pessoas que me tentam fazer de parva, com uma mensagem contraditória aqui, uma certeira ali.


- pessoas que acham que se eu não atender o telefone, podem passar pela minha casa para ver o que estou a fazer. Ou que podem fazer inquérito se eu não estiver em casa. Ou que não acreditam que não estava em casa, porque tinha o carro à porta. Privacidade. É bonita, eu gosto e respeito.

- pessoas que acham que depois de terem falado comigo ou depois de termos encontrado uma qualquer coisa em comum, temos que fazer tudo juntas. Vamos almoçar, vamos jantar, vamos dançar. Arre, posso respirar?

- o meu anónimo

- o arrumadinho

De blogger para blogger, armada em mete nojo

Aqui há tempos, descobri que o Pierce Brosnan é daqui da zona onde vivo. Se as coisas acontecem por um motivo, talvez esse fosse meu. Encontrar o Pierce no McPhails, o mitico pub onde se concentra 90% da população, ao sábado à noite. Caso nos desencontrassemos, de certezinha absoluta sintética e analítica, que o Pierce havia de ir à Earth, a discoteca perdida nos anos 80, com alcatifa tigrada e zebreada, com miúdas em tronco nu (quase, pronto, quando acham que está frio, lá para dezembro, com neve e graus negativos, vestem um soutien). Mas diz que não, diz que a fama lhe subiu à cabeça e o Pierce já não aparece nesses sítios, desde que fez o bond.

Mas, afinal, nem tudo está perdido. Mr. BILF 2012 mudou-se. Para a Irlanda.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Aos senhores arranjadores de máquinas de lavar

Se não vão deixar a dita cuja arranjada, não vale limparem as mãos à toalhinha da cozinha.

domingo, 14 de outubro de 2012

#nothing to wear

Qual zumba qual quê? O que está a dar é torcer roupa. Bendita máquina que avariou com a roupa ensaboada lá dentro. Na primeira de 4 máquinas que se planeava fazer.

Zumba na caneca

Comprei o jogo Zumba para a wii, para ver se começo a mexer este rabo.
Aquilo avalia a técnica (imagino que seja quando a malta faz aquilo mesmo com bué da estilo) e dá pontos quando acerta nos passos, que é como quem diz, quando a pessoa vai para a esquerda quando é suposto, ou para a direita ou para trás ou o que for. Tenho feito sempre a mesma a aula, para decorar a coreografia. A minha pontuação máxima até agora?
ZERO.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

It sucks

O pior quando se emigra, é quando se adoece. Sad face

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Isto hoje está lamechas

Levei muitos anos a perceber. Durante muito tempo achei que o que tinha acontecido era uma fatalidade. Que eu não era boa o suficiente para a maravilha que te achava. Que sorte tinha eu por te ter tido um dia. Que não era gira o suficiente, magra o suficiente, inteligente o suficiente. Que as migalhinhas que me davas eram uma benção. Que de vez em quando ainda sentias a minha falta e isso era tudo o que podia pedir. Fizeste um escolha e achei que me tinhas deixado vazia. Nada seria nunca tão bom, nada seria nunca tão importante, nada seria como tu. Sentia-me descalça de afectos e mendiga de atenções.
Bastou um sinal involuntario (e muitos anos de reflexão, auto-destruição e muitas sessões de coaching) para abrir uma ferida e deixar-me sentir o vazio. Perceber que esse vazio era afinal pesado, demasiado pesado para o meu peito, mas sobretudo, demasiado para as tuas mãos.
Posso não ser gira, posso não ser inteligente, posso não ser sensual. Simplesmente porque sou tão mais que isso. E mais nem digo, porque tu o sabes. Sempre soubeste. Bem mais cedo que eu.

E porque um blogue também serve para estas coisas

Vai-te foder. Tu e as tuas mensagens e essa merda desse sentimento de posse, que com uma mão agarra o telemovel, para o encontro mais tarde, com a outra agarra a cintura da tua mulher.
Vai-te foder. Tu e esta merda de nostalgia que, às vezes, ainda abre o buraco no peito.
Vai-te foder. Tu e o ai que somos a familia perfeita, ai que sou tao infeliz, ai que se calhar nao fui feito para isto, ai que tenho tantas saudades tuas.
Vai-te foder. Bem longe. Prova o que mereces. Sofre. Agoniza. Não há cá mão para te acolher ou abraço para te aconchegar.
Vai-te foder. Posso gostar muito de ti, mas sabes que mais, vai-te foder, que gosto bem mais de mim.


Ufa, já me sinto muito melhor.