domingo, 31 de março de 2013

Outra vez?

Sempre que saio com o meu amigo gay, aparece-nos um artista que nos deixa confusos, ele está-se a fazer a ti ou a mim?

E na verdade, ambos desejamos secretamente que seja ao outro. Nunca têm pontinha que se lhes pegue.

domingo, 24 de março de 2013

Tão simples

A minha vida amorosa resume-se em três palavras, é um desastre, uma montanha russa e um circo.

Passo a vida a estampar-me, voltas e reviravoltas não lhe faltam e há sempre um palhaço.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Oh vida

Dá-me menos siso e mais paciência para a puta da dentista que se esqueceu de mandar o puto papel que é preciso, nesta Irlanda, para me porem numa puta de uma lista de espera, num puto hospital, para me arrancarem um sacana dum dente.

domingo, 17 de março de 2013

Esclarecimento

Isto é um blogue. Não é um diário, um documentário, nem uma biografia.

As semelhanças com a realidade não são coincidência, porque por detrás de quem escreve esta merda está uma pessoa, com imaginação muito pouco fértil. Ainda assim, isto não é ipsis verbis a vida de alguém. São ideias, desabafos, teorias.

 

Ainda a título de esclarecimento, o facto de um gajo nos ligar de volta e nos deixar vestir a sua t-shirt (quizá se por esta ordem) não é sinónimo de se ter um namorado. Significa, isso sim, que alguém passou demasiado tempo a olhar para um telefone.

 

Finalmente, não, não sei o que quero. Neste momento, não sou uma pessoa feliz. Quem está mal muda-se. Quem quer mudar, procura. Ás vezes acerta e fica feliz, outra vez não acerta e segue a sua procura. Não acredito que esta seja uma situação associada a um género. Calha a todos.

Epifania precisa-se

Mudar de país. Voltar a Portugal. Ficar aqui. Arranjar amigos. Novos amigos. Falar com os de sempre. Mudar de trabalho. Manter trabalho. Arranjar um namorado. Arranjar um amante. Dedicar-me ao celibato. Fazer dieta. Engordar. Não querer saber. Ler. Escrever. Pintar. Decorar. Dormir.

 

A resposta tem que estar algures aqui, não tem?

quinta-feira, 14 de março de 2013

Estou um bocadinho menos triste

Hoje fiz um amigo, que é coisa que não só me tem feito falta, como vale milhões.

(piscadela de olho ao meu mais recente amigo)

(ups, escrevi um recado no blogue)

quarta-feira, 13 de março de 2013

Se isto fosse em Portugal

-          Já me teriam arrancado o dente do ciso há séculos. Muito provavelmente, aproveitam a coisa e arrancavam não um, mas logo os 4.
-          As cenas no trabalho também me deixariam chateada, mas não levariam a crises existenciais “quem sou eu?”, “que faço eu?”, “para onde vou?”;
-          Se o gajo não me ligasse, iria jantar com as minhas amigas que me conhecem desde sempre, sabem que não sou perfeita, mas fariam um esforço só para nos focarmos nas minhas qualidades, falaríamos de mil e uma coisas, umas mais fúteis que outras e acabaríamos a noite com uma de duas conclusões, ou que o gajo ainda ia ligar ou que era um trastre e eu mereco muito melhor;
-          Teria frio, que antes de vir para esta terra ainda mais fria, a coisa já me assistia, mas não haveria neve, nem estradas escorregadias e muito menos pneus carecas, porque o meu pai já me teria tratado do assunto;
-          Não sentiria tantas saudades...

segunda-feira, 11 de março de 2013

Mais do mesmo

É naqueles dias que decides que não vais sair de casa qUe tudo acontece. Planos para ter peninha de mim própria, acompanhados de pizza, pipocas e cup cakes, geralmente saem gorados.

E é no dia em que te sentes miserável e que acreditas que nada vai acontecer, que acontece.

O momento é o ideal, as conversas são as que precisavas, os elogios os que procuravas.

O momento perfeito, que poderia ser só isso mesmo, um momento. Trouxe-te uma lufada de ar fresco, um empurrão á auto-estima, uma dose de bom humor. Que mais poderia pedir?

 

Pois. Não. Eu quero sempre mais. E é uma merda.

sexta-feira, 8 de março de 2013

E quando sabes que vai correr mal

e mesmo assim... vais lá?

Try to hard

Não estou para conversa fiada. Essas é uma das coisas que é lixada quando se vive fora e as relações criadas, mantidas ou a nascer não são aquelas duma vida inteira, em que não se precisa dizer nada.

Aqui há tempos conheci um americana que já tinha vivido numa data de países diferentes e que me explicou que só nos sentimos em casa quando já temos aquele amigo com quem podemos combinar não fazer nada. Só estar ali, lado a lado. A ver um filme, beber um café ou simplesmente enfrascarmo-nos forte e feio. Sem termos que explicar que estamos contentes ou descontentes ou que somos isto ou aquilo e, sobretudo, sem termos que nos esforçar. Try to hard, como se diz por aqui. E raios parta, que eu, sem os meus, tenho sempre tendência para me esforçar, mostrar quem sou, fazer rir, armar-me em salvadora da pátria ou em boa ouvinte, ser espectacular. É uma merda duma necessidade de aprovação que nasceu comigo.

Aos 32 anos isto é lixado, porque isto são provas há muito dadas e, às tantas, quando nos sentimos sozinhos, acabamos por só querer estar sozinhos. Porque não somos boa companhia, porque um livro não reclama, porque a televisão, mesmo com todas as cores, efeitos especiais, bandas sonoras e pardais ao ninho, ainda não exige atenção.

Enfim, continuo lixada com F, sem a parte boa do F, que até é coisa para exigir poucas falas. Um clichezinho aqui, um gemido ali e a coisa fazia-se.

 

quinta-feira, 7 de março de 2013

Untitled

"If I had a prayer, it would be: God spare me from the desire for love, approval, or appreciation. Amen."

- Byron Katie

Viver em Drogheda

É o silêncio rasgado pelo mugir de umas vacas.

É olhar pela janela do escritório e ver lindos prados verdes, salpicados por manchas brancas e pretas de lindas e robustas vacas.

É acordar de manhã, sair porta fora e ser brindada com o suave e fresco, muito fresco, odor da terra recém estrumada.

Poesia, é pura pesia.

terça-feira, 5 de março de 2013

E já agora, acrescento

Se é para andar lixada com F, bem podia ser bem lixada. Resolvia muita coisa.

Lixada com F

Ando há dias a pensar que raio hei de escrever aqui.

Uma história divertida? A gravidez ds outros que primeiro arranjaram um cão para treinar? Ou talvez não tenham ficado contentes com a sua pouca habilidade para se fingir jornalista, bora mas é tentar um filho?

Mandar tudo para a puta que pariu? Sobretudo aqueles que acham que me comem por parva?

Reclamar do corte de custos (sim, na Irlanda também há) e virem me com um "olha assina aqui este papelinho e ficamos amigos na mesma " e afinal o cabrão do papel trata do meu próprio enterro (sentido figurado, óbvio).

Da merda que me custou esta história de ser preciso um cirurgião para me arrancar um puto dum dente. Não vais poder conduzir depois? Não faz mal, chamo um taxi. E a cadela? Talvez não consigas tratar dela. Deixo-a num canil? Na verdade, vais precisar de alguém que trate de ti nas primeiras 12h? Men, eu sou emigrante. Encalhada. Independente. Pedir a alguém que trate de mim é espetar-me a mim própria uma faca na costas.

Da cadela que ficou doente no fim de semana? Da máquina de lavar que deixou de funcionar? Dos cortinados novos que afinal são compridos? Da moldura que me deu um trabalhão preencher e agora não consigo pendurar porque tudo no ikea precisa de instrucções e alguém mas deitou fora.

Viver fora, às vezes, é uma merda. É acordar um dia e perguntar "espera lá, o que é que eu vim fazer praqui?" xiii, isso. Nopes. Não fiz. Estou longe de fazer. Que raio ando eu aqui fazer. Porque não me vou embora. Raisparta o passos coelho e as fusões e as falências e o desemprego e essa merda toda que torna tão mais dificil voltar que ficar, quando ficar é, simplesmente, fodido.

 

Pois, acho que é por isto que não tenho vindo aqui escrever. Não é bonito. E depois melhora.