sexta-feira, 31 de maio de 2013

O melhor elogio que já recebi na Irlanda

You're shit crack.

Se os tivesse

Trazer um carro português para a Irlanda e não o registar é, passado dois anos e meio, no caminho, de 5 minutos, para o trabalho, ás 9h da manha, levar com uma buzinadela no cruzamento desse bairro tão tranquilo onde se vive e onde as vezes cheira a estrume de vaca, responder bem á tuga um “passa por cima” e o carro que buzinou passar a ser só luzes e sirenes, “tinonitinoni”, levar com o aparato de 3 policias em cima, quais existencialistas, “donde vens?”, “para onde vais?”, “qual o teu propósito neste país?”, para depois, finalmente, depois de muita resposta ao melhor nível de desenrascanco tuga, lá nos deixarem partir.

Se os tivesse, tinha ido buscá-los ao chão.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

O problema nao és tu

Um dos motivos pelos quais é difícil lidar com uma rejeição é o facto de levarmos a coisa a nível pessoal. Ate pode ser, ate podemos parecer o ser mais desinteressante á face da terra, mas diz-me a experiência e o que oiço, que não é bem assim.
Aqui há dias, um amigo meu contava que, num laivo de honestidade, disse á miúda com quem andava enrolado que não queria uma relação, porque estava ainda a recuperar de uma outra, que tinha terminado muito mal. Ela disse-lhe que podia esperar e eu tive pena dela. Primeiro, por não ter percebido que faz parte dessa recuperação, mais tarde, porque acho ela teve azar. Teve um mau timing. Tivessem eles se conhecido noutra fase da vida dele e talvez pudessem vir a ter uma saudável e bonita relação. Os ingredientes para isso estão lá. Tenha ela essa tal capacidade de esperar e talvez ate o consiga. O problema é que tudo o que ela tem é o aqui e agora e quase que aposto que se vão partindo pedaços do seu coração, enquanto as energias dele estão centradas nas suas dores, rancores e curas e não nela e no que ela merece e/ou precisa.
Pormo-nos no lugar do outro ajuda a perceber melhor a coisa. Quantas vezes deixamos de ver o que estava á nossa frente por estarmos demasiados centrados nos nossos fantasmas ou problemas. Nem sequer tem que ser relacionado com outro gajo, basta que outros problemas ocupem a nossa mente. E depois, vai se a ver e quando acordamos para a vida, até nos lembramos e até nos sai um “olha que pena, não estava para ali virada”.
No caso de rela coes mais duradouras a coisa pode ser mais complexa. Só posso falar pela minha experiência, que até é bem antiga, que cenas duradouras é coisa que me assiste muito pouco, nos últimos tempos. Quando tive necessidade de terminar uma relação, foram-me pedidas explicacoes e eu, na altura, não as tinha para dar. Não havia outra pessoa, aquela pessoa era uma boa pessoa, gostava de mim, tratava-me bem, acredito até que dificilmente encontrarei alguém que me veja com os seus olhos. Só muitos anos depois, numa mesa de café, percebemos que pequenas situacoes, feitios, disposicoes e vontades, que isoladas pareciam ter muito pouca inportancia, juntas e ao longo do tempo foram consumindo os sentimentos, até se tornar insustentavel manter uma relação daquela estirpe. Não significa que estivássemos inabilitados, que fossemos mas pessoas, que não nos soubéssemos relacionar, simplesmente não éramos aptos um para o outro.
No final, e já escrevi isto por aqui, por mais maleovola que nos possa parecer uma pessoa, por mais cabrão que o gajo seja (ou cabra, a gaja), temos todos algo em comum. Temos todos objectivos, sonhos, vontades, desgostos e, no final, resumindo, queremos o mesmo, ser feliz (soa lamechas, mas é verdade). Estamos todos na mesma onda, simplesmente, nem sempre, estamos no mesmo barco.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

O meu tipo de homem

O meu tipo de homem nao é loiro, nem moreno, nao é baixo, nem alto, nao é gordo nem magro, nao me faz rir, nao quer colinho, nao é robusto e saudavel ou fraquinho e mariquinhas.
Nao. O meu tipo de homem é o indeciso. O que, se o vento soprar de favor, quer uma coisa, se o vento soprar para outro lado, quer outro e se nao soprar de lado nenhum, já nao sabe.
Só me falta virarem para o outro lado ou querem ir para padres. De resto, já ouvi de tudo.

(a porcaria do corrector hoje nao está a colaborar com os tils.)

domingo, 26 de maio de 2013

Isto é assim

Quando exercemos determinadas acções com outra(s) pessoa(s) temos que saber viver com as consequências. Esta porcaria já calhou a todos. Não conheço pessoa que não tenha estado já dos dois lados da barricada. Que não tenha tido já vontade de enviar 500 mensagens quando nem uma recebeu ou que não tenha já recebido 500, quando nem uma lhe apetecia mandar. E que não tenha sentido um certo regozijo, que o outro cabrão, que não saía da cepa torta, é que não sabia o que andava a perder. Este coitadinho é que sabe como elas mordem.

Quem semeia ventos, colhe tempestades e, às vezes, há que saber lidar com elas. Dar um murro na mesa, dizer um não, explicar que se desculpa qualquer coisinha, mas afinal, foi uma má ideia. Dispensam-se as respostas vagas, os banhos-maria ou as indirectas, às vezes, muito directas.

Para boa entendedora que sou, meia palavra basta-me. Se me mandam uma dúzia, rendo-me às evidencias e recolho à minha casquinha, onde já antes estava, tão quietinha e sossegadinha e contentinha. E, às vezes, é uma pena, sobretudo quando se sente confortável o suficiente para perceber que o que vier, virá. E será sempre bom. Se apetecer aos dois, tudo bem, se apetecer só a um, paciencia, se não apetecer a nenhum, tudo bem, também. Às vezes, venha o que vier, pode dali provir uma bonita amizade e eu não sou pessoa de virar as costas a esse bem tão escasso. Outras vezes, nem por isso e tampouco se perde o sono por causa disso.

O problema não és tu, sou eu, desculpa, mas não houve clique, gosto muito de estar contigo, mas... Há um mas e pronto. Desculpa, nem tudo tem explicação e também a mim, às vezes, faltam-me as palavras. Mas uma coisa é certa, não, é não.

Em Roma, sê romano

Que se faz na Irlanda, nos 360 dias em que não há sol?

Bebe-se para esquecer.

Que se faz na Irlanda, nos 5 dias em que há sol?

Bebe-se para comemorar.

 

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Larga o gajo, pá!

De vez em quando, recebo mails de pessoas que lêem este a blog, a pedirem-me uma opinião. "ele disse-me isto", "fez aquilo", "que devo fazer?". Ainda não percebi bem como é que quem lê este blog não pensa que sou uma perfeita analfabeta emocional, mas confesso que gosto muito de receber estes mails. Na verdade, gosto de ouvir as histórias dos outros, porque também assim se aprende.
A propósito do consultório da Maçã de Eva, a Rita Maria, escreveu um dia, que mais valia a Maçã pôr um out of office a informar "larga o gajo". E eu acho que, efectivamente, daria menos trabalho, não deixando de ser uma resposta válida.
Quando alguém sente a necessidade de escrever sobre a sua relação, significa que a coisa não está a fluir. Se estivesse, nem havia cá tempo para a pôr num e-mail.
Na minha vida, aprendi que conseguia muitas das coisas que queria com esforço e dedicação. Levei algum tempo a perceber que isso não é válido para tudo. Podemos controlar as nossas acções, e há até quem controle emoções, mas não podemos nunca controlar o desejo do outro. Até podemos influenciar, fazer jogos, espernear um bocadinho, mas tem que haver uma predisposição já latente.
Também tive a minha dose de remar sozinha o barco. E nem sempre o via, mas com o tempo e com as histórias que vivi ou ouvi, fui percebendo. Sobretudo quando estive do outro lado da baliza. A coisa ou flui ou não flui.
Pode-se ter vários sentimentos por uma pessoa. Isto não é estanque. Pode gostar-se à séria, gostar de estar com, gostar de falar com, sentir tesão ou paixão. Diz que, às vezes, pode sentir-se isto tudo de uma só vez, mas também pode sentir-se cada uma destas coisas isoladamente ou em N combinações (é fazer as contas). E isso não faz mal. Não há ultimas Coca-Colas no deserto. E se hoje alguém nos encanta com os bonitos olhos, amanhã podemos encantar-nos por outra coisa qualquer.
E a coisa não tem que fluir só do outro lado. Isto não é uma meta. Uma pessoa pode estimular-nos muito intelectualmente (ou por outro motivo qualquer) e não estimular fisicamente. E vice-versa. E, às vezes, até parece uma pena, mas lá está, os sentimentos que se nutrem por uma pessoa não tem que ser só "aqueles". Volto a dizer, a coisa ou flui ou não flui. E se não fluir, é na boa. Ou devia ser.

 

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Mensagens

A tua mensagem ficou por ler. Até passar muito tempo, até passarem muitas coisas, até passarem muitas pessoas, até passarem as urgências de te ver.

Guardei-a, bem guardinha, escondida entre outras, camuflada entre outros. Entre outras histórias, outras línguas, outras experiências.

A tua mensagem ficou por ler, para me lembrar, até esquecer.

A tua mensagem ficou por ler, marcada, só para eu a ver.

Dois anos e meio de Irlanda

E ainda tenho muito que aprender.

Ainda não tinha o raio do sistema de aquecimento e de água quente e que, afinal, nestes três dias até podia ter aquecido a água de outra forma. Diz que sai mais caro, que se tem que esperar meia hora e que só aquece mesmo a água e aquecimento para a casa, que é bonito, nem vê-lo.

Também não sabia que nos poderiam perguntar se temos vaselina em casa ou algo para o efeito. Qual efeito? Olear a bomba do esquentador? Não fazemos disso cá em casa.

Também percebo pouco do sistema de entrega de mobiliário. Parece que é normal deixar a mobília à porta da casa, se ninguém abrir a porta. Mesmo que nem seja aquela a morada. Deixar uma cama ao relento é normalissimo. Mesmo que até esteja a chover pedra. Se se tiver combinado que é para também fazer a recolha da cama velha, nada está garantido. É que a dita pode estar partida e não lhes servir para nada. Para que é que querem aquela merda, para levarem para o lixo? Explicar-lhes que não queremos cá saber o que vão fazer à tal merda e que até a podem enfiar num sitio que eu cá sei, desde que a levem, também não é argumento. O que é preciso é ter uma cadela gira. Para quem não sabe, bitch, traduzido à letra significa cadela. Acho que era da Balti que estavam a falar, quando concluíram que até levavam a cama "'cause the bitch is cute". Até porque mais cute que esta cadela não há.

Lá fiquei com dois mastodontes plastificados, no meio do quarto, que diz que, aparafusados um ao outro, se transformam numa cama. Vou tentar.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Lei de Murphy

Ligo hoje para a loja dos moveis.

- estou? Boa tarde! Estou a ligar por causa da cama.

- sim, sim, foi entregue hoje. Algum problema?

- como foi entregue hoje?

- sim, na rua por trás do sol posto, número xpto, em Drogheda.

- sim, essa é a minha morada, mas eu não tenho cama nenhuma. Só ali a partidinha da silva.

 

Entregaram a cama numa casa qualquer que não a minha. E quem a recebeu não se fez rogado.

 

Anda tudo ao mesmo

Diz-me o blogger que grande parte das visitas ao meu blogue são geradas por buscas sobre "como curar desgostos de amor". Isto porque aqui há tempos, achava eu que era um desgosto só e resolvi escrever que para o curar, num Domingo à tarde, ia passar a tarde ao Ikea. Não fui. E, muito provavelmente, continuei o resto do dia a achar que o mundo ia acabar.

Mas curei o dito desgosto. Eventualmente. Não demorou um dia, nem dois. Nem foi isso do tempo passar, que o dito às vezes pára e a coisa não passa. Foi a vida. Aconteceu-me. E isto é a última coisa se que quer saber quando se anda amargurada. Não sei se por necessidade, se por obsessão, temos tendência a acreditar que nada nunca será igual. E é verdade. Só que, às vezes, surpresa das surpresas até melhora.

Tal como o tempo, a história de que um amor cura o desamor é um mito. Esse cabrão desse mito que faz com as pessoas acreditem que nada fará sentido sem essa componente na nossa vida. Mentira.

Estou feliz. Solteira e boa rapariga. O mundo é um mar de possibilidades. Gosto disso.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Dou a mão à palmatória

Nós queremos que os que gostam de nós, os que nos fazem rir, os que nos provocam arrepios na espinha, os que tem um sorriso bonito, os que vêem a cavalo branco (somos tão lamechinhas, benzádeus!), mas no fundo, no fundo, queremos aquele que não nos liga nenhuma.

 

Este post é uma correção ao post ali para baixo, em relação ao que as mulheres querem. A pedido de muitas famílias.

 

Não se aceitam devoluções

Conheço duas pessoas que se desfizeram dos seus animais de estimação. Um já vai no terceiro cão de que se desfaz, outra já vai no segundo gato. Um, porque o cão roía-lhe coisas e tinha que ser passeado e treinado, outra porque o gato começou a ter problemas de saúde e não parava de miar. Ela chegou a dizer-me que arranjou o segundo gato, porque saia mais barato comprar um gato novo de uma raça xpto que trazer o gato para a Irlanda. Não consigo perceber isto, juro que não. A minha Balti não tem preço, nada a substituiria e te-la longe de mim partir-me-ia o coração.
Quando decidi ter um cão, não tomei a decisão de animo leve. Sabia que ia haver momentos dificeis, que ia roer coisas, que ia ocupar-me tempo e acarrateria responsabilidades. Deixei de poder ir para os copos já directa do trabalho, porque ela tem as suas necessidades e seria muito cruel da minha parte deixa-la sozinha tantas horas, sabia que não poderia enfrascar-me em Dublin, porque teria que estar sujeita a um autocarro escasso ou a ter que conduzir de volta. Sabia que as ferias teriam que ser planeadas de outra forma, porque teria que a deixar nalgum lado. Tenho tido alguma sorte. Em dois anos de conveniencia, roeu-me apenas UM sapato. Chorou as duas primeiras noites e tive que recorrer a truques para a conquistar já que outros espécimes da raça humana já a teria maltratado e a bicha desconfiava de mim como o diabo da cruz.
Tive sorte, mas tinha plana consciência que poderia não ter tido quando tomei a decisão de a ter na minha casa.
Se com um cão ou um gato me custa atender as atitudes das pessoas, o egoísmo e a falta de afectos (bolas, como é possível não morrer de saudades daquele ser em particular que ocupou a nossa casa?), tenho ainda mais dificuldade no que a filhos diz respeito.
Não percebo como se toma a decisão de ter um filho de animo leve. Já tinha ouvido falar nas historias de pessoas que devolvem filhos adoptivos, ouvi uma historia ate de uma suposta mãe que conheço pessoalmente e nunca consegui entender. Hoje li este testemunho, na primeira pessoa, de alguém que esta a pensar devolver uma filha. Quando comecei a ler, pensei que essa pessoa ia contar como já tinha feito de tudo e mesmo assim era espancada/roubada/ ou sabe-se la o que por uma adolescente.
Esta mãe esperava uma filha que viesse já educada, curada, tratada de uma instituição. Em toda a minha vida, fui uma vez a uma instituição, levar uns brinquedos que se iam deitar fora. Não voltei, dada a vontade que tive de trazer aquelas crianças para casa. Vi que jantaram ovos com salsichas. Vi que os funcionários, que me lembre, três, se desdobravam em todos os trabalhos necessários. Aquelas crianças, que me ofereceram desenhos, que me mostraram a casa, que pedincharam o mais que puderam da minha atenção, são miúdos problematicos. E porque? Porque uma criança abandonada tem que ter muito pouca fé nos adultos. Porque com tantas crianças juntas, é difícil incutir-lhes regras, motiva-las, desenvolve-las, estimula-las. Uma pessoa que se predispõem a ficar com a sua guarda tem que ponderar todos estes factores. Seja um filho adoptado, seja biológico. Vão ocorrer problemas, vai ser necessário disciplina e muito amor para dar. E volto a dizer, seja adoptado ou biológico. Não podemos esperar que venham ensinados, criados e comportados. E não podemos devolver. As responsabilidades assumem-se. Não são camisolas que não foram feitas á medida. São seres, com sentimentos, vontades, sonhos, revoltas. Esta senhora, ainda não a devolveu, porque vieram duas em uma e a outra ate nem da trabalho. Perfilhação em serie, qual promoção de supermercado dois em um. Faltam-me as palavras para dizer o que sinto a esta senhora. É uma revolta muito grande de alguém que toda uma vida decidiu que seria mãe adoptiva, independentemente de ser biológica ou não. De alguém que lê sobre o assunto, que se informa e que, mesmo n sabendo ainda o quando, se prepara. De alguém que é filha, irmã, amiga, dona de um cão. As vezes, brutinha que nem uma porta, mas que desenvolve afectos como qualquer outro ser animal. Alguém que ainda não deu esse passo porque sabe que é cedo e que é necessária estrutura. Alguém que o fará, eventualmente, quando tiver condicoes. Físicas, financeiras, psicológica. Alguém que sabe que pode não ser fácil, mas que também será sempre recompensador.

Viver fora#2

E depois há os dias em que levas com uma filha da putice logo de manhã, arrasam contigo antes do pequeno almoço, deixam-te com um nó na garganta que sabes que te vai durar o dia inteiro e culpas (pelo nó, não a filha da putice) o que está mais á mão, que é a falta de colinho dos teus, que estão pra lá da ilha e esta coisa de se viver fora e deixar que tudo nos afecte a dobrar. Se calhar lá do outro lado afectava o mesmo, mas dá sempre mais jeito acreditar que não.

Todas diferentes, todas iguais

Se se pode dizer que os indivíduos pertencentes ao género masculino, andam todos, todinhos, à procura do mesmo, no caso das mulheres não se pode dizer o contrário. Também andam todas à procura do mesmo. Só que o mesmo para uns, não é o mesmo para outras.

As mulheres procuram todas que gostem delas. Ponto.

Não lhes interessa se o gajo até nem lhes faz tremer as perninhas, se até teriam vergonha de o apresentar às amigas ou se andam ali só para se distrair. O gajo tem que gostar delas.

E estrabucham, fazem o pino, seduzem ou reclamam. Querem atenção, querem conquista. O problema nunca é, nem será, que seja só mais um. É serem só mais uma.

E isto gera dicotomias, conflitos interiores, de quem quer, mas não quer. Dizem que é complicado, mas não é. As mulheres querem, em primeiro lugar, ser apreciadas. Só depois, talvez, queiram o resto.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Sou uma blogger tão conceituada

Que recebi, hoje, o convite, de uma marca, para o baking off day. O que aconteceu ontem.

Nunca antes visto

Hoje corri. Uns 200 metros. Pronto, 150. Eu e a Balti. Uma de nós gostou. Não sinto as pernas.

domingo, 19 de maio de 2013

Tudo sobre rodas

Aqui há tempos, alguém perguntava nesta blogosfera se alguém já tinha partido uma cama.

Pois eu, parti hoje a minha. Sozinha. Enquanto dobrava peúgas. Aleijei-me. A loucura.

Viver fora

Grande parte dos amigos que me vêm visitar, vão daqui sempre preocupados comigo. Não sei se sou eu que fico mais nostálgica quando tenho cá um pouco do meu Portugalinho, se é só impressão deles. Desta última vez, confesso que me custou e nos dias que se seguiram à sua partida, andei com uma neura que não se podia. E eu até sei porquê. Não só porque sentia falta do regabofe que estas três alminhas sempre me proporcionam, mas também por outros factores, que ocorreram todos ao mesmo tempo.

Eu sei que as pessoas se preocupam e sei que têm as melhores intenções e peço desde já à pessoa que me mostrou tal preocupação, hoje, que não leve a peito nada do que aqui vou escrever.

Na verdade, ninguém está contente todos os dias. Estivesse eu em Portugal, sem nunca ter saído, e se calhar até andava a tentar sair, a queixar-me dos impostos, do fmi e da puta que os pariu. Não sei.

Isto nem sempre é fácil. Tive um primeiro ano duríssimo, um segundo ano de euforia e o terceiro, que já vai a meio, vai oscilando entre diferentes estados de espirito. Hoje, por exemplo, estou com a azia. Porque o cabrão do espanhol (o Emilio, que o gilipollas já lá vai), me deixou pendurada, sem dizer água vai e sem me dar oportunidade para planos B. Daquelas coisas que também podia ter acontecido em Portugal.

Ás vezes tenho saudades. Às vezes, desdigo a vida social que, obviamente, depois de dois anos e meio, não é igual à de uma vida. Outras vezes, ando práqui toda contente, entre festas, ou cafezinhos, ou novos amigos ou só a passear (e a exibir) a cadela mais fofinha do mundo.

Não, isto não é fácil. Ou não é sempre. Mas, por favor, não duvidem das minhas escolhas. Eu conheço-me melhor que ninguém. Gosto do sitio onde moro, gosto de estar a 8 minutos do trabalho, gosto de ir ao centro e já encontrar sempre alguém conhecido. Não gosto de ginásio, não gosto de sair todos os dias da semana e não gosto de confusões e emaranhados de gente.

Foram as escolhas que fiz que me permitiram adaptar-me à falta de sol e às pronuncias difíceis e às comidas gordurosas. Como todo o emigrante (ou quase todo), tenho o sonho de voltar às raízes, mas isso não significa que não esteja feliz ou que o meu ritmo de vida seja o errado. É o meu. Em qualquer ponto do mundo.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Isto dos bilfs e das bilfas

Perde toda a piada quando uma das gajas mais nomeadas é que escreve sobre putos. E fraldas. E cocós. E quando também é nomeada mais que uma vez a que está grávida. Prestes a perpetuar a espécie inho.

A sério que vos apetece reboliço depois de ler que os putos fizeram uma birrinha ou uma gracinha? Ou depois de ler que se anda com os órgãos todos comprimidos para se acomodar um puto?

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Hoje vi futebol e gostei

Não gostei tanto de resultado, mas gostei da experiência.
Vi o jogo sozinha, sem ser só Pelo convivio e praticamente por iniciativa própria. Só tenho meia dúzia de canis e três deles estavam a dar o jogo.
Enquanto uns se indignam com a falta de sorte, a arbitragem ou os passes falhados ou fico indignada com a mariquisse a que esses homens ditos viris, adeptos de futebol, se prestam. Já uma vez, tinha ido a um estádio e de repente vi um dos meus amigos mais resmungões aos beijos e abraços ao homem que estava ao seu lado e que não conhecíamos de lado nenhum. Hoje vi o Luisão, um homenzarrão, com tamanho para ter juízo, atirar-se de pés juntos para frente dum jogador do Chelsea e depois dirigir-se ao dito. Em jeito de desculpa apalpou-lhe o rabo. Quésta merda? Finalmente, vi um tipo na plateia a chorar como se lhe tivessem morto a maezinha. Não me convencem. Futebol é coisa de panasquinhas.
De resto, nada a apontar, até porque, primeiro distraí-me com a net e não vi o nosso golo, depois, pus-me a brincar com a Balti e não vi o deles.
Acho muito chato isto dos jogadores portugueses estarem noutras equipas. Uma gaja está ali sozinha com a cadela, a fingir que percebe da coisa e afinal só quando marca um golo, é que percebe que o Fernando Torres não é dos "noissos". Raisparta!

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Se um dia acertássemos as agulhas...

Há qualquer coisa em ti que se quebra. Talvez aquelas que vêem, talvez aqueles que partiram.

Há qualquer coisa em ti que se quebra. Talvez as palavras ditas, talvez as escritas, talvez o silencio. Queria dizer-te cada letra do alfabeto, cada palavra de amor, cada frase de desejo. Queria calar-te ao ouvido, sussurrar-te no peito, gritar-te na pele.

Há qualquer coisa em ti que se quebra. Talvez a distancia. O longe que é curto, a estrada que é estreita, o caminho que é rápido.

Há qualquer coisa em ti que se quebra. Há qualquer coisa em ti que me quebra.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Desportista nata

5 de Maio de 2013. Enquanto 90% da população Droghediana sua a estopinhas a fazer uma corrida de 10km, Clara Maria lixa o joelho. A levantar-se do sofá.

 

sábado, 4 de maio de 2013

Indisponível

Não gosto de jogos, não gosto de estratégias, não gosto de dizer que não quero, se quero, e vice versa.

A Rita Maria escreveu um dia, em querendo sou fácil e também eu já, por aqui, escrevi qualquer coisa do género.

Gosto, gosto, não gosto, não gosto. Perco todos os medinhos, se sinto borboletas no estômago. Nem me lembro. A sensação é me tão avassaladora, tão viciante, que não tenho tempo para merdas, para não querer apaixonar-me, para não querer magoar. Deixo de querer. Só as borboletas outra vez. E digo. E mostro. E faço. E, se me deixarem, aconteço.

Basta dizeres a um gajo que já não sabes se gostas dele e já te quer apresentar os pais espanhóis que até vêem cá este fim-de-semana.

Puta que o pariu, isto tem que ser mais fácil, mais simples. Borboletas. Ou as tens ou não tens.

Disponibilidade. Ou há ou não há. Para quem gosta de mim, só enquanto não estou disponível, (e nunca esta frase fez tanto sentido) me cago en tu puta madre.

 

Untitled

Eu - os meus colegas dizem que estou muito mais magra

Gilipollas - não noto nada.

 

Umas horas depois, chama-me para ver uma cena no computador. Sento-me ao seu colo:

Gilipollas - os teus colegas têm em razão. Agora que te sentaste ao meu colo, sinto-te muito mais leve.

Eu - são só dois quilos. Cala-te.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Emílio no seu melhor

Emílio: esta va sin tetas.
Eu: Bolas, se alguém tem mamas é esta.
Emílio: São tão grandes e tão boas que é como se não as tivesse.
Eu: ????