domingo, 30 de junho de 2013

Encher chouriço

 

 

sábado, 29 de junho de 2013

Ir à luta

De vez em quando, em muitas alturas da minha vida e não nesta especifica, que é para não virem cá com coisas, a malta pergunta-me "e porque é que não vais à luta?".

Como, senhores? É que à luta já ando eu, sobretudo a julgar pelo número de knock outs.

Faço mais o pino? Ponho mais maquilhagem? Visto a saia maus curta? Faço a dieta com mais afinco? Deixo-me ficar quietinha, à espera que a caça me apareça na mira?

Afinal, a resposta está aqui, que a Isa, tem resposta para tudo e quando não sabe, procura. Lóbiu.

 

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Ponha aqui o seu pezinho, devagar, devagarinho...

Fartei-me de reclamar de que ressonava sei lá como o quê, que nem um porco faz tanto barulho, que cada vez que se virava, se atirava ao ar fazia um mortal e caía na cama. O que nunca lhe contei, é que durante a noite, volta e meia, fazia-me uma festinha com o pé. Não houve cá conchinhas, nem abracinhos, nem vamos dormir juntinhos só porque houve striquini. Não sou muito dada a essas tretas, porque fico sempre com dores no pescoço ou peganhenta ou simplesmente desconfortável e já não durmo nada de jeito. Mas gostei tanto da festinha com o pé...

quinta-feira, 27 de junho de 2013

E a aula de natação, que tal correu?

Era na terça.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

As coisas são como são

Explicaram-me este fim de semana que as pessoas mais inteligentes são aquelas que, em chegando, a primeira coisa que fazem é gozar com elas próprias. E mais não digo.

A incansável busca

Ando há muitos anos á procura do “meu” desporto. Aquele que seja simpático, ate dê prazer e traga alguns benefícios.
Já tentei várias coisas e pensei noutras. Zumba e essas coisas novas, ate eram giras, se eu conseguisse não me ver ao espelho e perceber que, mais que nunca, pareço o Chico Treva. Aquela personagem toda atravancada de uma novela de há quinhentos anos.
Também achei que um personal trainer resultaria, porque me obrigaria a disciplina. Já escrevi aqui sobre a minha historia com o personal trainer, mas tenho preguiça de procurar o link. A verdade é que passado dois dias criei um ódio de morte ao gajo por me obrigar a fazer coisas que depois davam dores.
Tentei ténis, mas os meus reflexos estão ao nível de uma estátua das verdadeiras. Tive muitas dores. Mas só por ter levado com muita bola na tola e pela quantidade de vezes que apanhei bolas do chao. Agachamentos não faltaram. Eu gostei, mas nunca mais ninguém quis jogar comigo. Uma injustiça.
Pois diz que amanha é que vai ser. Isto agora vai. Brincar dentro de água sempre foi coisa que me agradou. E por isso, resolvi experimentar aulas de natação. Já me disseram que é duro, e que o instrutor ou professor ou lá o que homem é, grita um bocado enquanto diz coisas como “respira”, que é como quem diz “mete a cabeça debaixo de água, minha grande besta”. Também diz que obriga a mergulhar de cabeça e dar muitos chapoes ate conseguir. O gajo é que ainda não me conhece. Aposto em como desiste de me obrigar essas atrocidades na primeira aula. E não porque seja uma durona em quem ninguém manda. Sou mesmo só um caso perdido.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Gajas, pá

 

Esta merda é difícil. Eu bem podia ler o meu próprio blogue e aprender a teoriazinha toda. A cena que tudo passa, o não levar uma rejeição a nível pessoal, a descartabilidade, as escolhas, o caminho, essas tretas todas. Eu sei tudo, escrevo tudo.

Mas depois vem um cabrão que nos cai no goto (sem ofensa, tu sabes...) e vai-se a teoria toda pelo cano e pelos kleneex à beira da cama.

Está tudo à nossa frente e nós nunca queremos ver. Dizemos que não esperamos, é o que mais faltava, mas depois há uma puta de uma esperança que teima em nos acompanhar. Como se isso de alguém um dia acordar, ver a vida toda passar à frente e perceber que afinal aquela que ali sempre esteve é que é, acontecesse fora dos filmes.

Sou tão gaja que até irrita.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Créditos

Hoje, quando vi a foto da pipoca na praia e li os respectivos créditos às roupinhas e acessórios, quando li "barrigunfa" esperava que fosse como o chapéu e viesse do senhor seu esposo.

Afinal não, esclareceu-nos só que eram quase oito meses.

E assim, para sempre, fica a dúvida...

São todos iguais

O gajo até pode ser uma das pessoas mais inteligentes que conheces, pode proporcionar-te diálogos mordazes, pode dar-te respostas com duplos e triplos sentidos, que até te deixam zonza e afundada na dúvida.

Deita tudo por terra no momento em que te diz "aceito pagamento em géneros".

São tão previsíveis, pá!

É mais forte que eu

Digam o que disserem, há sempre um ponto de viragem. Nada acontece de um momento para outro. Há sempre, sempre aquele ponto em que podes escolher se queres avançar ou ficar por ali. E sabes que vai dar porcaria.
Até pode ser que vás lá só por curiosidade, por teres dúvidas se é mesmo aquilo que parece ou se são coisas da tua cabeça. Por achares que tens tudo sob controlo. Mas esse momento em que podes parar e pensar naquilo que estás a fazer, esteve lá. está sempre lá. Não há desculpas.

domingo, 23 de junho de 2013

A carta do Brad

Eu odiei a carta do Brad Pitt sobre a Angelina Jolie assim que a li. Primeiro, tenho a certeza de que não é real, não é escrita pelo dito. Mas vamos supor que era e dissecar a coisa.

A carta começa com uma incoerência. Alguém com tanto amor e respeito pela mulher, não iria nunca expôr uma fase difícil da vida dela. Não ousaria nunca dizer que ela estava magra de mais, desgrenhada e mais não sei quê. A suposta carta fala da necessidade de a elogiar perante tudo e todos. Neste caso, quem a escreveu parece fazer um elogio a si próprio.

Eu percebo a perspectiva de quem a lê. Acredito que as mais românticas leiam ali aquela coisa de se ter que conquistar todos os dias, pensam nos seus maridos/namorados/amantes/amores falhados e desejam que lhes fizesse certos reparos e miminhos. Percebo que nesta coisa de ter que se remar um barco, às vezes um tenha que dar mais ao braço, para permitir que o outro se restabeleça, desde que vá calhando a vez a cada um. Mas é necessário que ocorra um problema para que alguém se lembre de passar a ter este comportamento? Falo por mim, que quando estou apaixonada só falo nas qualidades. Seja às minhas amigas, seja ao próprio. Quando estou apaixonada, por mim, diria ao mundo. E não só porque, de repente, há essa necessidade.

 

Finalmente, "a mulher é o reflexo do seu homem?". Foda-se. Por mais que eu goste de um homem, prezo muito a minha individualidade. É que isto ultrapassa o machismo, o egocentrismo e o narcisismo. E o homem pode ser espectacular e eu posso muito querer que me apoie, mas ser o seu reflexo? Puta que o pariu. Mas porque é que anda meio facebook e blogosfera tão enternecido depois de ler esta última frase. Custa-me encontrar argumentos para refutá-la porque não percebo. Simplesmente, não percebo.

 

sábado, 22 de junho de 2013

Eu tenho dois amores

Cada vez que uma gaja leva uma desilusão, acredita piamente que aquele é que era. Eu ando assim com o raio da casa. Aquele é que era alto como eu gosto. Aquela é que estava bem decorada. Aquele é que era inteligente como eu gosto. Aquela é que tem bons electrodomésticos. Aquele é que se interessava pelas mesmas coisas. Aquela é que tem a varanda que eu nunca soube que precisava. Aquele é que me fazia rir. Aquela é que tinha parque de estacionamento. Se ele me desse uma segunda oportunidade iria apaixonar-se por mim, de certezinha absoluta sintética e analítica. Se conhecem-se a Balti iriam perceber que é a cadelinha mais fofinha do mundo.

Eu, neste momento, tenho dois amores. A cadela e a casa. Só que um é incondicional e para sempre. As gajas, nisto dos gajos, não sabem, mas também têm dois amores. E um também deveria ser incondicional e para sempre. O amor próprio.

 

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Os meus amores são sempre não correspondidos

E isto é uma merda, que há coisas pelas quais eu me apaixono mesmo com muita facilidade.
Agora foi uma casa. Já tinha decidido que ia mudar de casa, lá para Setembro. Já estava escolhida. Mas de repente vi esta. Foi amor á primeira vista. Mas é no mesmo edifício do escritório. Pode parecer vantajoso, mas se fica o escritório muito acessível para mim, também fico eu muito acessível ao escritório. E sabe-se lá quem é que de lá sai  de manhãzinha...
E a casa não me quer a mim, porque tenho um cão. Já lhes expliquei que nem é bem um cão, é mais uma cena a pilhas que dorme 20h por dia. mas nas 4h que está acordada tem esse inconveniente de fazer aquilo que os cães fazem. Ladra. Não estraga nada, esta bem ensinadinha, mas gosta de ladrar, de vez em quando. É só por isso que se percebe que é cão.
Dizem os irlandeses, "caga nisso e põe lá a cadela ás escondidas". Sinto-me tentada. Nenhum amor é verdadeiro sem uma facadinha (bullshit, mas agora da-me jeito).

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Firme e hirta

O derradeiro teste à nova cama, montada por mim, foi finalmente feito. Ontem à noite. Dobrei peúgas. Aguentou-se bem à bomboca.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Perdas e ganhos

Dizia-me uma muito recente amiga que não é possivel que nos aconteça uma coisa boa, sem que o mundo não nos caia aos pés. Pode ser. Porra, que às vezes é mesmo. Mas a verdade é que isto é ciclico.

Sendo curta e grossa, que é por isso que gosto tanto desta amiga, não tivesse eu fodido tudo a ser gaja-mais-gaja-não-há e não tinha escrito os últimos posts. E não tinha recebido mails de pessoal muito fixe, comentários, não teria duplicado as visitas a este canto, nem me teria visto citada e partilhada noutros blogues e facebooks. Nem tudo são perdas. E eu acredito mesmo nisso. Assim como acredito naquilo que disse a um amigo quando este me falou na sua perda ao ter visto a sua relação terminada. E os ganhos para trás? E os 3 anos que passou com essa pessoa?

Apesar de aparvalhar de vez em quando, acredito no que escrevi aqui sobre os medos. Se a malta já sabe que vai lá, para quê pôr-se com merdas? Até pode iniciar-se uma coisa gira, sendo que gira não tem que ser dentro dos parametros que nos ensinaram as nossas avós, quando nos contaram a história da carochinha. Convém é não ir com a força toda, nem a pés juntos como eu. Limitações minhas, que é que se há de fazer?

Seja como for, posso ser descrente em muita coisa, mas nisto acredito, nada é uma fatalidade. A bonança tarda, mas não falha. Bem depois da tempestade. E isto dito por alguém que vive na Irlanda.

 

E hoje é isto

Quem quiser ouvir é p'ra ficar

Quem quiser prever pode sair

Mas quem quiser ouvir é p'ra ficar

Se eu nunca fiquei foi por sentir

Que a tristeza é sombra que nos cai

Quando tudo a volta nos destroi


Tiago Bettencourt em"Amor Maior"

terça-feira, 18 de junho de 2013

E tudo o que me apraz dizer neste momento é isto

Foda-se!

 

(não contem à minha avó)

 

Ás vezes compensa

Vir P'ráqui armar-me em drama queen:


Gosto de isto. Afinal, para quê preocuparmos com uma só pessoa, se tanta gente vem cá ler.

Ora toma!

É por breves segundos, mas é!

Os abutres

Gajos que vêm cá ler blogue, esclareçam-me, por favor? Vocês têm faro para estas coisas?
Durante anos da minha vida, sempre que eu conhecia alguém interessante e ficava um bocadinho mais entusiasmada, aparecia-me, do nada, o meu ex. E eu, tontinha, assim deixei para trás, várias vezes, a possibilidade de vir a ter uma bonita e saudável relação.
Desta vez foi ao contrário. Não conheci ninguém interessante. Perdi apenas o foco numa fantasia.
 Pois ele foi o gajo que não tem pontinha que se lhe pegue e achou que eu capaz de estar num sitio muito especifico de Portugal, só porque ele lá está e o espanhol de mierda que, depois dum mês, resolve ligar (ligar???Quando andávamos, levava uma mensagem e já ia com sorte se não fosse no facebook) só para me contar que já não tem pontadas no coração, mas tem uma costela solta. Diz que também põe muita manteiga no pão.
E isto até é bom. Assim, cada vez que o telefone toca, em vez de ter a esperança que seja alguém interessante, penso logo nestes abutres. E assim se cria uma totalmente nova relação entre mim e o senhor meu telemóvel.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Fazer-se dificil

Tenho que confessar, ainda não percebi bem como é que é esta coisa de nos fazermos difíceis.

Uma amiga uma vez contou que tinha o namorado na mão. Que assim que ele se armava em esquisito, ela ligava e fazia o ultimato: "ou 'tás aqui em 10 minutos ou vou sair com as minhas amigas". E ele vinha logo. Oi? Mas ele não a deixava sair com as amigas? E era um gajo desses que ela queria?

Outra, contou-me que se o gajo lhe ligasse para saírem, dizia-lhe que não podia, só para ele achar que ela tinha vida social. Depois, passava a noite a ver a novela, comer gelado e a olhar para o telefone na esperança que o gajo ligasse. Nunca percebi se ela achava que ele ia implorar, só sei que vida temos todos. Uns mais atarefados, outros menos. Mas ficar em casa, quando se morre de saudades e até se teve convite, é coisa que eu não percebo. Expliquem-me? Isto resulta? E não dão em doidas?

Outra explicou-me, também, que quando o marido não lhe fazia as vontades, fazia greve de sexo. Epá, eu até percebo a greve de fome por uma causa maior, mas o castigo, afinal, é para mim ou para ele?

Finalmente, diz que se deve dizer não quando é sim, talvez quando é não e ainda descobri quando é mesmo não.Toda uma arte que eu claramente não domino.

Fica-me a questão, quando é que, finalmente, podemos fazer o que realmente queremos?

Excuse me?!?

Este fim de semana, inocentemente e só porque até gostei da rapariga, adicionei a namorada de um amigo no facebook.
Pois que esta manha tinha uma mensagem dele “se falares com a minha namorada no facebook, não lhe digas que naquele dia fomos a uma festa. Ela pensa que foi um jantar de trabalho”.
Ainda paciente, lá lhe respondi que não se preocupasse, não tinha qualquer intenção de falar com ela sobre o assunto.
Não contente, volta a mandar outra mensagem, para que não faca likes nem comentários nas cenas dela, sobretudo as que estiverem relacionados com ele, porque também sou amiga da não sei quantas e ela vai ver.
Já a achar que não tenho nada a ver com os imbróglios dele, lá lhe disse que sim.
Pois que o menino não está contente. Diz que os meus amigos vêem todos os likes e comments que faço a terceiras pessoas e só por causa dele, da nova namorada e da antiga, tenho que mudar os meus settings.

É preciso ter lata! Raio de corja esta do sexo masculino!

sábado, 15 de junho de 2013

O caminho

Para mim, o caminho sempre foi o da honestidade. Sempre ouvi dizer que se devia levantar só um pouco do véu, mostrar só o tornozelo, para deixa adivinhar o resto. Criar mistério como que para atrair a caça.

O problema é que só se consegue fazer isso até certo ponto. Os jogos são giros só quando levam a bom porto e o esforço que exigem é humanamente possível.

E é por isso que não capaz de esconder que algo me importuna, só em prol do véu que não pode ser levantado. Isso de que nos deixa mais vulneráveis é uma tanga. Quando se joga já se é, à partida, vulnerável ao comportamento e sentimento do outro e até a nós próprios, que perdemos um bocadinho a cabeça nestas situações. Esconder que algo nos magoa mais do que fingir que não se sente é esperar que o outro adivinhe, mude, compense. Começa-se a espiral do ressentimento com alguém que até se pode importar mas vai-se lá lembrar do que nos chateia.

Eu não estou zangada. Estive um bocadinho quando tive que me render às evidencias. Mas não estou. Nada me foi prometido, nada me foi declarado, nada foi, sequer, planeado. Simplesmente aconteceu. A velocidades diferentes para cada uma das pessoas. Como diz a Isa neste texto brilhante, se não se rema na mesma direcção, não se vai a bom porto.

Decidi ser feliz. Deixar o que me faz mal. Eliminar o mal pela raiz. Fechar essa porta da fantasia, para encontrar a da realidade. Tão somente isso. Não estou zangada, decidi ser feliz.

 

O caminho

Para mim, o caminho sempre foi o da honestidade. Sempre ouvi dizer que se devia levantar só um pouco do véu, mostrar só o tornozelo, para deixa adivinhar o resto. Criar mistério como que para atrair a caça.

O problema é que só se consegue fazer isso até certo ponto. Os jogos são giros só quando levam a bom porto e o esforço que exigem é humanamente possível.

E é por isso que não capaz de esconder que algo me importuna, só em prol do véu que não pode ser levantado. Isso de que nos deixa mais vulneráveis é uma tanga. Quando se joga já se é, à partida, vulnerável ao comportamento e sentimento do outro e até a nós próprios, que perdemos um bocadinho a cabeça nestas situações. Esconder que algo nos magoa mais do que fingir que não se sente é esperar que o outro adivinhe, mude, compense. Começa-se a espiral do ressentimento com alguém que até se pode importar mas vai-se lá lembrar do que nos chateia.

Eu não estou zangada. Estive um bocadinho quando tive que me render às evidencias. Mas não estou. Nada me foi prometido, nada me foi declarado, nada foi, sequer, planeado. Simplesmente aconteceu. A velocidades diferentes para cada uma das pessoas. Como diz a Isa neste texto brilhante, se não se rema na mesma direcção, não se vai a bom porto.

Decidi ser feliz. Deixar o que me faz mal. Eliminar o mal pela raiz. Fechar essa porta da fantasia, para encontrar a da realidade. Tão somente isso. Não estou zangada, decidi ser feliz.

 

Guilty pleasure

Tenho que confessar que li um bocadinho do novo livro do Arrumadinho. Não o comprei, nem faço tenções de ler mais do que li. Tinha ali uma curiosidade mórbida pela coisa. O pouco que li, estava escrito num português correcto (o que não é sinónimo de bem escrito) e não me pareceu que tivesse juízos de valor, o que significa que é bastante melhor que o blog do menino. O Arrumadinho fez um apelo no seu blogue e recebeu cento e vinte e tal histórias de desamor. E eu fiquei a pensar nisto. Realmente não percebo nada de marketing. É que sem precisar de apelar a ninguém, histórias de desamor não me faltam. E nem falo das minhas que, basicamente, são sempre a mesma. A semana passada estive em Portugal e vim de lá até perturbada. Desta vez, parecia que não havia uma pessoa que não tivesse em sofrimento ou a assistir a semelhante coisa.

Ouvi o rapaz que trabalhava num banco, mas me deixou na dúvida se seria um bordel. Ele foi a dos recursos humanos, a recém casada e só não foi a da caixa porque era demasiado fácil. Ainda assim, as excursões ao seu gabinete para mostrar o fio dental do dia, foram bastante apreciadas. A mulher, essa, estava em casa. Diz que é excelente dona de casa.

Ouvi a história da rapariga que se apaixonou loucamente pelo irmão do namorado.

Ouvi a história daquele que ao fim de X anos de casados decide que a sua preferência sexual é outra.

Ouvi a história do senhor que no 50o aniversário do seu casamento resolve contar à mulher que não sabe se tem outra filha. Bem anterior ao casamento. Fruto da relação com uma mulher casada que não quis tirar a pratos limpos quem era o pai. Contou também o senhor, nesse dia tão especial e ao fim de tantos anos, que não havia um dia que não pensasse na dita senhora.

Eu também podia escrever um livro. Mas como não sou casada com a pipoca era capaz de não ter quem me comprasse nem uma página. Uma pena.

domingo, 9 de junho de 2013

Preciso de tempo

Se uma pessoa me disser que não tem a certeza se quer ou pode sair num determinado momento porque não se sente bem ou não lhe apetece ou lhe morreu o periquito, eu consigo perceber. O que eu não percebo é que essa pessoa espere que eu fique à espera ad eternum e não siga a minha vida.

Nesta coisa das relações, começo a concordar com aquele texto do MEC partilhado e repartilhado quinhentas vezes nesta internet. Mais do que egoístas, as pessoas tornaram-se narcisistas, ao ponto de se esquecerem que se têm direito às suas escolhas, a outra parte também tem.

Uma relação implica um compromisso, cedências, partilhas, quiçá, sacrifícios. Acho válido que se tenham dúvidas e acho ainda mais válido que se seja honesto e se explique que se precisa de tempo, se precisa de pensar, se procuram certezas. Já não percebo aqueles que se armam em virgens ofendidas quando percebem que a outra parte escolheu não esperar.

Eu própria tenho as minhas incertezas, vou muitas vezes a um restaurante e fico ali indecisa se quero peixe ou quero carne. E acontece-me, muitas vezes, depois de saciado o desejo do peixe, ficar ali a pensar na carne que não comi e já não me cabe na barriga.

Quando dizemos a alguém que está ali a 100%, que afinal nós não estamos, seja porque se vive longe, ou perto, porque se é loira ou morena, porque se é gorda ou magra, quebra-se ali qualquer coisa e esses 100% tendem a decrescer. Às vezes quebra-se um pedaço de coração, outras vezes quebra-se mesmo a ligação. E há que saber viver com isso, arcar com as consequências, perceber, duma vez por todas, que as nossas palavras e comportamentos influenciam a imagem que o outro tem de nós.

 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Comigo é sempre mais complexo

Hoje disseram-me que sou muita castiça.

Isto é um elogio, uma ofensa ou só assim-assim?

 

Adenda: eu certifiquei-me, era mesmo castiça e não roliça.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Ainda a vida de emigrante

Uma pessoa vem a Portugal, começa por aproveitar para festejar o seu aniversário. Com os amigos, com a família, com o pardal e o periquito.

Depois aproveita para tratar de cenas, a casa, os papeis, os bancos e todas as porcariazinhas que, nem nos meus melhores sonhos, a minha mãe deixaria passar.

Tudo debaixo de um calor abrasador.

Quando finalmente relaxa, põe creme, encolhe a barriga, põe os óculos de sol, endireita as costas e levanta o queixo, pronta para aquilo que durante um ano tanto almejou... chega à praia e está frio.

Resumindo

- o gajo auto-intitula-se "inho";

- o gajo usa calças vermelhas;

- como ainda não podia "andar na rua", o gajo levou o cão tipo pochette, ao colinho, para uma feira qualquer no CCB;

- o gajo criou um workshop sobre "como conquistar o homem dos seus sonhos";

- diz, hoje, que precisa de dormir com uma almofada entre as pernas e que não pode ter menos 2 cm.

 

Agora pergunto eu, como é que fizeram o filho?

Comáputassa

Eu já sei que lhes temos que dar muito valor, agradecer-lhes e pardais ao ninho, mas voltar a viver com os pais é obra.

Os meus passam a vida a perguntar o que quero comer. E o que cozinham, depois? Qualquer coisa totalmente diferente. Estão sempre a lembrar-me que estou gorda, que devia ir a pé para fazer exercicio, "quê? Só comeste as cerejas? Não vais comer os morangos que comprámos para ti? Se não tivesses comido tanto esparguete... Depois queixas-te que estás gorda. Por falar nisso, comprei-te torresmos."

Sempre que me telefonam lá para Irlanda queixam-se das mazelas todas, que se cansam, que estão velhos. É ir com eles a um supermercado para perceber que é tudo fita. Tenho dúvidas que um gajo do Quénia tenha capacidade para os acompanhar. Até porque eles fogem. E escondem-se.

Se tiverem um gato e ainda a fazer o luto do outro, nem vos conto. "Já viste, tão fofinho, o gato a miar?", "já!", passado duas horas, "olha o gato a miar, tão giro", passado um dia, "ai tao fofinho, como ele mia". Já tão fartos? Eu também.

Nunca pensei dizer isto

Será que em Portugal há alguma alminha que pare nas passadeiras ou que não acelere num amarelo ou não apite numa fila? Tenho saudades da Irlanda.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Vida de emigrante é isto

Uma pessoa vem a Portugal. Não vai à praia, não se põe ao sol numa esplanada, não se poe ao sol, ponto. Passa o dia, num carro, a correr a santa terrinha, dum lado para o outro, para tratar de merdas.

Apanha um escaldão.

domingo, 2 de junho de 2013

The bright side of life

Uma pessoa percebe as vantagens de viver na ilha do frio e da chuva, quando está mais gorda que um texugo e mais branca que uma lula.