terça-feira, 31 de dezembro de 2013

O vestido

E uma bela metáfora.

 

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Pára agora

Por mim, o tempo podia ter parado ali, naquele instante. Não sei precisar se foi um segundo, se meia hora. Sei que foi o tempo de um abraço, o nosso abraço, o beijo que não foi.

Recordo-nos como nos filmes, a preto e branco, o motorista do autocarro que nos esperava, dando-nos o tempo daquele abraço. A romântica que há em mim, imagina-nos como essas personagens que se despedem, à porta de um comboio, a minha perna levantada, qual heroína duma história de amor. Não me lembrei desse pormenor da perna. Será que o fiz?

Deixo que o meu tempo tenha parado ali, naquela memória, a preto e branco, a perna levantada, que já não importa se o foi ou não. Fecho os olhos e vejo-nos. Peço ao tempo que páre, peço-te a ti que não venhas, peço à memória que não me traia, peço que esta seja a última, peço este final, o feliz.

 

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Se nao parecesse mal...

Diria que isto também se aplica aos homens:

"Esquecer uma mulher inteligente custa um número incalculável de mulheres estúpidas."

António Lobo Antunes

 

 

Roubado descaradamente daqui.

 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Interesse?

Comentário de um amigo, depois de levar com o meu rol de queixas sobre a minha vida amorosa:
"Mas tu até tens alguns pontos de interesse".
Não fosse eu muita convencida e diria que me estava a chamar feia.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

E por falar em respostas

Ás vezes, as mesmas chegam-nos, de onde menos se espera. Uma espécie de sinal divino, em forma de post, em blogue alheio. Isto, por vezes, ate pode ser senso comum, mas precisamos de ver escarrapachadinho nas palavras dos outros, para as vermos.

Eu descobri a minha resposta aqui, mas parece que o original vem daqui. É tão isto, pá:

Desde pequenos somos programados para pedir, para perguntar. e menos para dar, ou responder. "quem não chora, não mama" deve ser das piores teorias que se ensinam, porque encerra em si o facto de quem dá, só o faz porque alguém lhe pediu/chorou. teoria triste, porque tudo o que recebemos, quando pedimos, sabe sempre - apenas - a resposta. e o melhor de ouvir não são respostas. "eu também gosto de ti" tem só metade do valor de: gosto de ti. "eu também quero estar aí", não vale quase nada ao lado de: eu vou aí! é que "eu também", podendo ser a melhor réplica que se pode ter, é apenas isso mesmo: uma resposta. e as coisas que contam mesmo não são respostas. são afirmações. desde pequenos somos programados para pedir: queres namorar comigo? dás-me um beijo? casas comigo? deve ser por isso que desarmam as pessoas que em vez de perguntar, afirmam. não dizem dás-me um beijo. dão. não perguntam: queres viver comigo. entregam as chaves da casa. não perguntam se vamos amar para sempre: tatuam esse amor na pele. porque as melhores afirmações não se dizem, não se escrevem, fazem-se! as afirmações que realmente contam são gestos: quando se vai contra um muro só porque se quer alguém que está do outro lado, quando se enfrenta o mar bravo só porque se quer ir mesmo naquele barco. quando alguém nos mostra com actos e atitudes que é ao nosso lado que quer estar, sem o termos pedido, ficamos com o peito cheio de certezas, algumas que nem sequer sabíamos que podíamos ter por isso "do you love me?.." é a pior pergunta que se pode fazer. por muita ansiedade ou necessidade que se tenha em ouvir, é preciso saber esperar, no nosso canto, que o mundo nos diga o que quer de nós, o que somos, e para quem contamos. porque nesse momento, quando sem pedirmos, o mundo se muda, se transforma, se vira de pernas para o ar, só para nos mostrar o que valemos, aí sim, vamos ter todas as certezas que nenhuma resposta nos podia dar.
desde pequenos somos programados para pedir. sorte a de quem aprendeu, ou foi ensinado, ou tem a capacidade natural de, antes de questionar, entender. antes de criticar, saber colocar-se do outro lado. antes de pedir, dar tudo. para antes de perguntar.. ver.


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Para queijinho

Porque, em tempos, fui uma miúda dedicada às ciências, cedo aprendi que para se obter uma resposta é necessário saber formular a pergunta.

Há muitas formas de se formular perguntas e, muitas vezes, as mesmas são feitas já moldadas à resposta pretendida. Diz que esse era o erro de muitos chamados ciêntistas. Queriam provar uma teoria, antes de fazer a pergunta válida para a resposta válida.

Acho que, nós leigos, que procuramos resposta com muito mais valor pessoal, que cientifico, cometemos, no nosso dia-a-dia, esse erro. E quando não erramos na pergunta em si, erramos pela sua falta. Há falta de perguntas, procuramos apenas as evidências. Os famosos sinais que, quando inexistentes, se inventam.

Sendo eu uma existencialista de primeira apanha, estas coisas atormentam-me. Como fazer A pergunta. A que não induza à resposta que queremos ouvir, mas sim à verdadeira, a que efectivamente leve a todas as respostas que queremos, a boa, pronto.

Depois de pensar nisto, descobri o primeiro requisito. Hay que tenerlos.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Not my type


Amigo – Ainda vais conhecer alguém que esteja de coração aberto para ti.

Eu- Blhéc… Nunca gosto desses.