quarta-feira, 30 de abril de 2014

Untitled

Se te escrevesse hoje, dir-te-ia que não estou triste. Que não mais ficarei triste. Cada vez me pergunto mais o que é isso do happy ending. A minha avó enganou-me. Não encontro, à minha volta, o happily ever after. Nem nos filmes que, na verdade, ficam a meio, numa cena qualquer dramática ou heróica e não contam o resto. Viver em consciência com as nossas decisões, dizes tu, é a verdadeira felicidade. Decidi a minha e escolhi o meu fim, o nosso fim. O nosso tempo parou naquela noite, naquele momento. O feliz. O intenso. Dessa forma, escolho o meu final feliz. Escolho guardar-te sempre, marcar-te bem, trazer-te em mim. Escolho fugir à realidade, ao dia-a-dia, às contigências que, um dia, trariam os meus pés de volta ao chão. Escolho o beijo na testa, as mãos dadas, as palavras doces.

Vou guardar-te bem.

 

sexta-feira, 11 de abril de 2014

800 quilómetros em dois dias


Estou tão cansada que não consigo dormir.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Constatação do dia

Volta e meia, pego num blog que goste muito e leio de trás para a frente, que é como quem diz, vou lá aos primórdios blogosféricos, ler aquilo tudo, desde o primeiro posts.

Não há blog e blogger que não melhore depois dum desgosto.

Isto, afinal, serve para alguma coisa.

sábado, 5 de abril de 2014

90 happy days

Sem saber ler, nem escrever, já cheguei ao nonagésimo dia de felicidade. Ou seja, como vos expliquei neste post, durante 90 dias tirei uma fotografia a algo que me fez feliz.

Não tem sido fácil. Primeiro, porque nós somos pessoas de rotinas e as coisas que nos fazem felizes, repetem-se muitas vezes. Estamos várias vezes com os mesmo amigos, jantamos nos mesmos sitios, comemos a mesma coisa, bebemos a bebida favorita e a cadela também é sempre a mesma, felizmente. Ou seja, se nos primeiros 20 dias a coisa é fácil e nos sentimos numa espiral de descobertas, sobre o que nos faz felizes, entramos nesse cliché dos pormenores é que contam e tamanha epifania, nos faz sentir as maiores, depois a coisa já exige alguma criatividade.

Segundo, não se tem 90 dias felizes seguidinhos. Eu não tive. Aliás, curiosamente, a altura que escolhi para iniciar o desafio não poderia ser mais irónica. Porque por motivos vários, foi um daqueles períodos tramados. E por isso, ter chegado ao nonagésimo dia tem outro sabor. Em dias em que me sentia miserável, consegui encontrar qualquer coisa. Epá, e isso ajudou-me a ir mantendo as minhas forças. Houve dias em que inventei. Quando se tem uma rotina trabalho-casa-trabalho, ás vezes, não se encontram momentos dignos de registo. Até porque, ás vezes, as coisas que nos fazem felizes não se fotografam. Como um telefonema, uma mensagem e coisas do género. Mas nos dias em que inventei, chegáva-me o facto, para me sentir feliz. E depois, no tal instagram há "likes" e "followers" e comentários, suficientes para arrancar um sorriso.

Agora, venham de lá os últimos 10 dias e, aqui em baixo, a minha fotografia preferida, so far.


 

sexta-feira, 4 de abril de 2014

It's me, it's me!